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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

31 de dez de 2013

DESEJO A TODOS UM ANO NOVO DE MUITAS CONQUISTAS


29 de dez de 2013

Telhado verde em casa de campo refresca e economiza energia em cidade paulista

Telhado verde foi uma das opções dos arquitetos para amenizar o forte 
calor da região de Bragança Paulista
Foto: Fernando Guerra/Divulgação

Inserir a construção de forma mais natural possível na paisagem e aproveitar ao máximo os recursos ambientais disponíveis. Esses foram os objetivos dos arquitetos Maria Cristina Motta e Marcio Kogan, do escritório paulistano Studio MK27, ao projetarem uma casa de campo no município de Bragança Paulista, no interior de São Paulo, uma região bastante ensolarada e com extensas áreas verdes.

Assim, em vez de um telhado comum, eles optaram por cobrir a casa com um tapete de plantas suculentas, e criaram uma grande construção térrea, na qual se alternam o concreto e a madeira. “As características do local, como insolação, vista e o gosto do cliente pautaram a concepção do projeto. O que fizemos foi projetar uma casa de campo térrea, espaçosa, bem iluminada”, resumiu Maria Cristina à PrimaPágina.

O telhado verde tem o papel de proteger a laje da incidência direta de raios solares. “Com isso, diminui-se a utilização de ar-condicionado. O telhado verde foi escolhido pela economia de energia e também por questões estéticas”, explicou a arquiteta.
O projeto, no entanto, não se resume a um laboratório de soluções sustentáveis

Além do telhado verde, os arquitetos utilizaram outras medidas para reduzir o consumo ou otimizar o uso de recursos naturais da região. Todos os cômodos possuem ventilação cruzada, técnica em que o vento entra por um lado e sai pelo lado oposto, de maneira espelhada.

Conforto e estética

A água da chuva é captada e armazenada no tanque de reuso, que abastece o jardim. A casa tem aquecimento solar para o abastecimento de chuveiros e torneiras.

O projeto, no entanto, não se resume a um laboratório de soluções sustentáveis. O conforto, a estética e o gosto dos proprietários também pesaram. Os donos do imóvel gostam de receber amigos e familiares para cozinhar na varanda. Por isso, a área externa ganhou atenção especial, com um espelho d’água, deque e piscina.
A varanda é o ponto central da casa, já que o espaço faz a transição entre o interior e o exterior, dividindo-a em dois blocos de madeira. O bloco sul – com garagem e sala de TV – e o bloco norte – com quartos, cozinha, área de serviço e sala de estar. Além disso, era importante proporcionar bastante espaço para os moradores e os visitantes. Por isso, o terreno de 4500 m² ganhou uma área construída de 715 m², que comporta dez pessoas confortavelmente.

A decoração das áreas internas ficou a cargo da arquiteta paulistana Diana Radomysler, que utilizou móveis bastante confortáveis, como grandes sofás e almofadas. A madeira foi escolhida como ponto central do projeto de interiores para manter a linguagem de materiais presente no projeto. A cor também foi um ponto importante para manter o clima de casa de campo.

Clique nas fotos da galeria abaixo para conhecer mais detalhes da casa:

GALERIA DE FOTOS 

Fonte: Portal EcoD

26 de dez de 2013

Nova Iorque receberá floresta urbana


Uma floresta urbana será plantada no parque suspenso High Line, construído numa antiga linha de trens de Nova Iorque. Além de reduzir as emissões de carbono da megalópole no meio ambiente, a área verde também vai oferecer aos visitantes uma sensação de imersão na natureza, mesmo em meio ao cinzento cenário da cidade, que receberá um dos símbolos de sustentabilidade mais importantes do mundo.


Projetada pelos arquitetos James Corner e Ric Scofidio, a estrutura tem formato circular e vai contar com bancos e área de descanso para a população, a fim de reforçar a conexão das pessoas com a natureza. Segundo informou o CatracaLivre, a floresta também será alterada de acordo com as mudanças de estações, reforçando as diferentes características do clima e da vegetação.


A ideia de colocar a floresta no meio de Nova Iorque partiu da equipe do Serviço Florestal dos EUA, que reuniu uma série de estudos sobre o impacto das florestas sobre a saúde e o bem-estar dos moradores das grandes cidades. Assim, o grupo concluiu que, além de reduzir as emissões de carbono e as temperaturas, as áreas verdes também retêm boa parte do material particulado – diminuindo os casos de doenças cardiorrespiratórias – e ainda conseguem deixar as pessoas mais felizes.


A floresta urbana faz parte da última fase da construção do parque suspenso High Line, e será plantada entre a 10th Avenue e a West 30th Street. O parque passa por cima de 19 quarteirões e está aberto à população desde 2009, oferecendo um espaço de convivência de 2,5 quilômetros. A construção do High Line vem inspirando diversos projetos ao redor do mundo – um deles é a construção do Parque Minhocão no Elevado Costa e Silva, na região central da capital paulista.

Por Gabriel Felix  Via: CicloVivo

Empresa comercializa carrinho de bebê equipado com bike


Um carrinho de bebê, que também funciona como bicicleta. Esta é a criação da Taga Bikes, uma empresa formada por integrantes de diversos países. A proposta foi idealizada após quatro anos de estudo e agora já está disponível comercialmente.

De acordo com os fundadores da empresa, o modelo foi projeto após análises universais. Mesmo assim, o fator que mais influenciou a criação foi a cultura holandesa, em que as bicicletas são itens comuns à maior parte da população.


Os idealizadores então pensaram em uma maneira de unir a forma do carrinho à utilidade da bicicleta. O resultado foi o Taga, que oferece praticidade, conforto e segurança, tanto aos pais, como aos filhos. De maneira direta, a invenção é um carrinho para bebês com uma bicicleta embutida.
Enquanto os carrinhos tradicionais possuem quatro rodas pequenas, o Taga é equipado com três rodas de aro médio. Quando a bicicleta está em uso, o “pedalante” vai atrás do carrinho, assim a criança tem a mesma visão da paisagem que o adulto. Ele possui os mesmo sistemas de uma bicicleta simples comum, com freios instalados no empurrador do carrinho. A companhia garante que o Taga passa por testes de segurança e qualidade superiores aos feitos nas bicicletas que são comercializadas em EUA, Europa e Austrália.
Quando a bicicleta está fora de uso, o Taga diminui de tamanho, com a roda traseira, utilizada na bicicleta, passando a ficar à frente, perto dos pés do bebê. O tamanho é reduzido e ele pode ser empurrado normalmente, como qualquer carrinho tradicional.


A mudança do formato bicicleta para o que é exclusivamente carrinho leva apenas 20 segundos. Além de permitir uma interação diferente entre pais e filhos, o Taga também facilita o transporte e possibilita que os pais pratiquem uma atividade física ao mesmo tempo em que passam tempo com seus filhos.
Outro diferencial que merece destaque neste modelo é o fato de ser adaptável para transportar desde recém-nascidos até crianças de dez anos. Ele está disponível comercialmente através do site da Taga Bike, por US$ 1.495, aproximadamente R$ 3.400.


Fonte: CicloVivo

23 de dez de 2013

Sistema utiliza esgoto e chuva para regar paredes e telhados verdes de edifícios


Um novo sistema criado pela empresa brasileira Ecotelhado traz uma inovação para o mercado da construção civil mundial. Chamado de “Sistema Integrado Ecoesgoto”, ele trata todos os resíduos orgânicos do edifício, provenientes das descargas de sanitários, papel higiênico e restos de alimentos, e os reutiliza na irrigação de jardins, assim como nas coberturas e paredes verdes.

Enquanto nos EUA e na Europa, o sistema é alternativa sustentável para descentralizar o tratamento de esgoto e reaproveitar a água em caso de calamidade, no Brasil e em outros países da América Latina, África e Ásia, a tecnologia pretende resolver problemas de saneamento básico, ainda tão presentes. Além disso, hoje, a água vem de lugares distantes, e, após ser usada, é enviada também para longe para ser tratada, ou, simplesmente, é despejada em rios e córregos sem tratamento algum.

Imagem: Ecotelhado

O sistema integra o tratamento de resíduos orgânicos dentro do próprio empreendimento. A água tratada por um filtro biológico é utilizada para regar telhados verdes e jardins verticais. O sistema também prevê a captação e reutilização da água da chuva.

O projeto, que não usa produtos químicos e necessita de pouca manutenção, também economiza energia, pois o processo evaporativo – por meio da parede e da cobertura verde – cria uma barreira contra o frio e o calor, gerando economia em sistemas de condicionamento.

Por ser tão completo e sustentável, um edifício que utiliza o sistema integrado pontua em todas as exigências para obtenção dos principais selos de construção sustentáveis do mundo.

Veja nos vídeos abaixo como o sistema funciona:



João Feijó, engenheiro agrônomo e diretor da Ecotelhado, explica que o sistema foi criado com o objetivo de promover uma solução sustentável para a irrigação de paredes e coberturas verdes. “Essas estruturas ajardinadas consomem muita água, e, o que era para ser sustentável por trazer o verde à cidade e diminuir o CO2, acaba se tornando um grande problema por consumir muita água, já tratada. Além disso, as plantas preferem a água tratada pelo vermifiltro, que não possui cloro e contém microrganismos, essenciais para a vida das plantas.”

Segundo Feijó, a infraestrutura verde precisa entrar no planejamento das cidades. “É a resposta mais inteligente para diversos problemas urbanos. Se os telhados e paredes verdes devem prosperar, primeiramente devemos repensar o tipo de água que também vamos usar”, finaliza.

Mayra Rosa - Via: CicloVivo

Abrigo flutuante autossustentável transforma ondas do mar em energia


Batizado de “Arca de Noé”, o projeto criado por uma dupla de arquitetos da Sérvia é um centro de abrigo flutuante e sustentável para abrigar os sobreviventes de desastres naturais. Baseado na lenda bíblica, o espaço arrojado em meio ao oceano vai garantir a alimentação das pessoas por meio da agricultura em terras férteis, filtrar as chuvas para a distribuição de água potável e ainda utilizar as ondas do mar, os raios de sol e os ventos para a geração de energia limpa.

Os responsáveis pela “Arca de Noé” são Aleksandar Joksimovic e Jelena Nikolic, que apresentaram o projeto durante uma competição internacional de arquitetura. Criada para ser itinerante, a estrutura conta com anéis e torres submarinas, responsáveis pela estabilidade da Arca.


Além da moradia oferecida aos sobreviventes, o espaço também comporta áreas de convivência, escritórios, parques e praias. Protegida por um muro de, aproximadamente, 64 metros, a estrutura fica resistente aos fortes ventos e até tsunamis. Na iminência de catástrofes, um sonar é ativado para avisar os moradores a se alocarem em bolhas submarinas.

Pensando em “migrar” a vida da terra firme para o alto-mar e salvar o maior número de vidas possível depois de catástrofes, a construção conseguirá conectar-se a outras estruturas flutuantes ou navios e barcos, por meio de uma rede de cabeamentos submarinos.Segundo o InHabitat, a Arca de Noé também foi projetada para atracar em terra firme, sobretudo para realizar o resgate dos sobreviventes.


O projeto conta com torres eólicas, painéis fotovoltaicos e turbinas submarinas, que produzem eletricidade por meio das correntes oceânicas. A fim de estimular o desenvolvimento sustentável das espécies do ecossistema local, a parte inferior da arca é preenchida por uma manta de corais artificiais. Além disso, o projeto também oferece abrigo aos animais – não só aos que vivem nos oceanos, mas também aos resgatados das catástrofes.

Por Gabriel Felix – Via: CicloVivo

Oásis autossustentável aproveita calor do deserto para produzir energia


O projeto “Palácio da Natureza” é um oásis ecológico e autossustentável de alto luxo, planejado para ser construído no deserto do Qatar. Movido a energia produzida pelo sol escaldante da região, o local também conta com um sistema de dessalinização da água do mar e todas as atividades giram em torno de uma grande árvore nativa do país, a sidra, cuja copa serve de cobertura para áreas de convivência, hortas, jardins e fontes.


Projetado pelos arquitetos do escritório Sanzpont Arquitectura, o espaço principal do oásis ecológico fica abrigado debaixo de uma cúpula, sustentada pela copa da grande árvore. Com sua forma irregular, a cobertura permite a entrada de luz natural no ambiente, priorizando a eficiência energética ao mesmo tempo em que prevê as condições de clima e iluminação ideais para as plantas que se desenvolvem debaixo da cúpula.


O oásis autossustentável utilizará um aquífero com as águas do oceano, que serão dessalinizadas não só para consumo e irrigação, mas também para driblar o calor intenso e a baixa umidade do deserto, por meio de um sistema de nebulização. O processo de retirada do sal e dos resíduos da água será realizado por meio de um mecanismo de eletrodiálise, possibilitado pela energia gerada através dos painéis fotovoltaicos.


A ventilação natural é outra medida de construção ecológica valorizada no projeto, que dispensa o uso de ar condicionado nas acomodações. Durante a noite, a estrutura recebe iluminação artística proporcionada por lâmpadas LED, que são abastecidas com a eletricidade acumulada nos painéis fotovoltaicos ao longo do dia.


No oásis também fica localizado o palácio, que, em sua estrutura exuberante, abriga pavilhões que possuem jardins e hortas internas. Para elaborar o projeto, os arquitetos se inspiraram nas características arquitetônicas árabes, que, indiscutivelmente, fazem parte da cultura local. Além disso, um dos objetivos da construção é mostrar que, nem sempre, o luxo precisa ser sinônimo de degradação ambiental.


Por Gabriel Felix - Via: CicloVivo


18 de dez de 2013

Casa-contêiner pode ser montada em menos de um minuto


A empresa JayZ Building Solutions, de Melbourne, Austrália, trouxe uma solução inovadora para casas modulares e pré-fabricadas. Utilizando contêineres, eles desenvolveram residências que podem ser montadas em menos de um minuto.

A empresa já é conhecida por fornecer alojamentos, escritórios, ambulatórios e escolas em regiões remotas e sem infraestrutura.

Imagem: JAYZ Building Solutions

As residências possuem duas opções de planta: uma com tamanho de um contêiner de 20 pés, tendo um dormitório e 25 metros quadrados, e, a outra, no tamanho de um contêiner de 40 pés, com três dormitórios e 82 metros quadrados. Ambas podem ser transportadas por navios e caminhões em todo o mundo. Elas podem servir como habitação provisória, permanente ou até mesmo como extensão de outra estrutura já existente.


As casas modulares podem ser descarregadas dos caminhões, utilizando empilhadeira, guindaste ou caminhão auto-descarga. O modelo InstantSlide é montado apenas com um aperto de botão, em menos de um minuto, já o modelo Butterfly, leva cerca de três horas. (confira no vídeo abaixo)

As residências, construídas em aço no sistema Steel Frame, ficam ilesas à ação de ciclones e terremotos, e possuem vida útil de cinquenta anos. Elas também cumprem com todas as normas de construção da Austrália, levando em conta questões de sustentabilidade, como eficiência energética. Equipadas com janelas de vidros duplos, as casas-contêineres possuem isolamento térmico e acústico, e o revestimento do piso é todo feito em bambu.


A empresa também produz residências modulares de tamanhos maiores sob encomenda.

Por Mayra Rosa - Via: CicloVivo

Arquiteto cria edifício agro-urbano em cidade japonesa



O edifício Asian Crossroads Over the Sea (ACROS), localizado na cidade de Fukuoka, no Japão, é praticamente um parque urbano. Construído em 1994, ele possui três fachadas convencionais: uma delas, possui enormes terraços, que, juntos, assemelham-se a uma montanha. O local era o último espaço verde restante no centro da cidade.

O projeto, do escritório de arquitetura argentino Emilio Ambasz & Associates, propõe uma solução nova para um problema urbano comum: conciliar o desejo de desenvolver um lugar para uso rentável, oferecendo, ao mesmo tempo, espaços verdes. O plano de Fukuoka atende às duas necessidades numa única estrutura, através da criação de um modelo inovador agro-urbano.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Fukuoka

Os 15 terraços, que atingem cerca de 60 metros acima do solo, contém 35 mil plantas, representando 76 espécies. Um grande átrio semicircular e um saguão triangular proporcionam contraste com a vegetação.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Fukuoka

O telhado verde reduz o consumo energético do edifício, pois mantém a temperatura interna mais constante e confortável, além de captar águas pluviais e dar suporte à vida de pássaros e insetos.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Fukuoka

Uma série de espelhos d’água nos terraços são conectados por pulverização ascendente de jatos de água. Estas piscinas ficam acima do átrio de vidro, no interior do edifício central, trazendo luz difusa para o interior.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Fukuoka

Uma grande "pedra" ao pé do parque-terraço atravessa a entrada em forma de “V”. Este elemento também funciona como ventilação de escape para os pisos subterrâneos e como um palco elevado para apresentações de música no local.

O lugar também possui sala de exposições, museu, teatro, sala de conferências, escritórios privados e governamentais, bem como vários níveis subterrâneos de estacionamento e lojas.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Fukuoka

O ACROS é muito utilizado como área de exercício e de repouso, com vistas para a cidade e para o rio, que corre ao lado da construção.

Foto: Divulgação/Prefeitura de Fukuoka

Por Mayra Rosa - Via: CicloVivo

Oito cidades mostram ao Brasil que é possível despoluir os rios urbanos

O crescimento desordenado das cidades, somado ao descaso do poder público e à falta de consciência da população, fazem com que boa parte dos rios urbanos do Brasil mais pareçam a extensão das lixeiras. A falta de tratamento de esgoto e o descarte de poluentes industriais são os grandes vilões para esse quadro.
Atualmente, os 500 maiores rios do planeta enfrentam problemas com a poluição, segundo dados da Comissão Mundial de Águas. Contudo, diversas cidades conseguiram transformar seus rios mortos em belos retratos de cartão-postal, como Paris e Londres, integrando-os à sua vida econômica e social. A Exame listou alguns exemplos que podem inspirar as autoridades brasileiras para que alcancemos os mesmos resultados.
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Sena pode estar 100% despoluído em 2015
Foto: Danielle Meira dos Reis
  • 1. Rio Sena, Paris (França)
O Sena, em Paris, foi degradado por conta da poluição industrial, situação comum a outros rios europeus. Neste caso, porém houve um agravante: o recebimento de esgoto doméstico.
Por conta de seu estado lastimável, desde a década de 1920 o Sena é alvo de preocupações ambientais. Mas foi apenas em 1960 que os franceses passaram a investir na revitalização do local construindo estações de tratamento de esgoto. Hoje já existem 30 espécies de peixes no rio, mas o processo para que isso acontecesse foi lento.
No começo, havia apenas 11 estações em funcionamento. Em 2008 já eram duas mil, mas a meta é que em 2015 o rio já esteja 100% despoluído. Como parte do processo de tratamento de esgoto, o governo criou leis que multam fábricas e empresas que despejarem substâncias nas águas. Além disso, há um incentivo entre 100 e 150 euros por hectare para que agricultores que vivem às margens do rio não o poluam.
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Tâmisa era conhecido antes como o "Grande fedor"
Foto: Wikimedia Commons
  • 2. Rio Tâmisa, Londres (Reino Unido)
O Tâmisa tem quase 350 km de extensão e um longo histórico de poluição. As águas deixaram de ser consideradas potáveis ainda em 1610, por conta da falta de saneamento básico da Inglaterra. Ocorriam até mesmo mortes por cólera. Em 1858, no entanto, reuniões parlamentares precisaram ser suspensas por conta do mau cheiro das águas, o que levou os governantes a resgatar a vida do rio apelidado como “Grande fedor”.
Na época foi colocado em prática uma alternativa sem êxito, já que o sistema que coletava o esgoto despejava os dejetos recolhidos no rio a certa distância abaixo da cidade. Apenas entre 1964 e 1984 novas ações de revitalização surtiram efeito. Foram criadas duas estações de tratamento de esgoto com investimentos de 200 milhões de libras. Quinze anos depois, um incinerador passou a dar destino aos sedimentos vindos do tratamento das águas, gerando energia para as duas estações. Fora isso, hoje dois barcos percorrem o Tâmisa de segunda a sexta e retiram 30 toneladas de lixo por dia.
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Famoso rio de Lisboa teve investimento de 800 milhões de euros
Foto: Wikimedia Commons
  • 3. Rio Tejo, Lisboa (Portugal)
Para despoluir o famoso rio de Lisboa foram investidos 800 milhões de euros. A revitalização, que se encerrou em 2012, incluiu obras de saneamento e renovação da rede de distribuição de águas e esgotos, visto que os dejetos eram depositados diretamente nas águas do rio. Foram beneficiados com o projeto 3,6 milhões de habitantes.
O Tejo é o maior rio da Europa ocidental e passou a ser despoluído com a criação da Reserva Natural do Estuário do Tejo, em 2000. O plano envolveu a construção de infraestrutura de saneamento de águas residuais e renovação de condutas de abastecimento de água. Hoje, até golfinhos voltaram a saltar nas águas do rio europeu.
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Os 5,8 km do rio que corta a grande metrópole de Seul foram totalmente revitalizados em apenas quatro anos
Foto: longzijun
  • 4. Rio Cheonggyecheon, Seul (Coreia do Sul)
Pode parecer mentira, mas os 5,8 km do rio que corta a grande metrópole de Seul foram totalmente revitalizados em apenas quatro anos. Hoje ele conta com cascatas, fontes, peixes e é ponto de encontro de crianças e jovens.
Seu renascimento começou em julho de 2003, quando o governo da cidade implodiu um enorme viaduto (com cerca de 620 mil toneladas de concreto) que ficava sobre o rio e começou, em paralelo, um grande projeto de nova política de transporte público e construiu diversos parques lineares, ampliando a quantidade de áreas verdes nas ruas para uma cidade sustentável. Todo o processo teve um investimento de 370 milhões de dólares.
Com as melhorias ambientais, a temperatura em Seul diminuiu 3,6°C, além de haver melhorias econômicas para a cidade. O rio sul-coreano era responsável pela drenagem das águas da metrópole com mais de 10 milhões de habitantes quando seu leito se tornou poluído. Hoje, as águas que correm por lá são bombeadas do Rio Han, outro que passou pelo processo de despoluição.
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O Han também passou por mudanças e hoje é considerado limpo e já tem algumas espécies de peixe
Foto: Divulgação
  • 5. Rio Han, Seul (Coreia do Sul)
Formado pela confluência dos rios Namhan e Bukhan, ele passa por Seul e se junta ao rio Imjin, que em seguida deságua no Mar Amarelo. Com 514 km de extensão, sendo 320 navegáveis, o rio sempre teve papel fundamental para o desenvolvimento da região, visto que era fonte para a agricultura e o comércio, além de ajudar na atividade industrial e na geração de energia elétrica.
No entanto, o Rio Han sofreu grande degradação durante a Segunda Gerra Mundial e Guerra da Coreia, além de receber o despejo de esgoto.
Mas, em 1998, com o plano de Desenvolvimento e Implementação de Gestão da Qualidade da Água, o local mudou o seu destino. Com a revitalização do rio Cheonggyecheon, o Han também passou por mudanças e hoje é considerado limpo e já tem algumas espécies de peixe. O governo tem em prática, inclusive, o projeto Han Renaissance, que tem por objetivo revitalizar 12 parques à beira do rio.
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Governos das cidades banhadas pelo Reno se reuniram e criaram o Programa de Ação para o Reno em 1987
Foto: Vladimir Rys/Getty Images
  • 6. Rio Reno, várias cidades da Europa
Com cerca de 1,3 mil km de extensão, o rio nasce nos Alpes Suíços e banha seis países europeus até desaguar no Mar do Norte, na Holanda. Durante muitos anos recebeu dejetos de zonas industrias, o que o levou a ser conhecido, em 1970, como a cloaca a céu aberto da Europa.
Um dos principais casos de contaminação aconteceu em 1986, quando 20 toneladas de substâncias altamente tóxicas foram despejadas no rio por uma empresa suíça. Com o ocorrido, o governos das cidades banhadas pelo Reno se reuniram e criaram o Programa de Ação para o Reno em 1987, investindo mais de 15 bilhões de dólares em sua recuperação, que contou com a construção de estações de tratamento de água monitorado. O resultado são 95% dos esgotos das empresas tratados e a existência de 63 espécies de peixes vivendo por ali hoje.
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Cleveland investiu mais de 3,5 bilhões de dólares para a purificação da água do Cuyahoga e dos seus sistemas de esgoto
Foto: Cuyahoga jco
  • 7. Rio Cuyahoga, Cleveland (Estados Unidos)
Localizado no estado de Ohio, ele conta com 160 km de extensão, passando pelo Parque Nacional do Vale Cuyahoga e desaguando no Lago Eire. Hoje ele é parte fundamental do ecossistema da região, sendo lar e fonte de sustento de diversos animais. No entanto, a história era bem diferente em um passado não muito distante.
Devido à atividade industrial maciça e o esgoto residencial da região entre Akron e Cleveland, o rio era bastante poluído. Para piorar a situação, em junho de 1969, uma mancha de óleo e outros produtos químicos incendiaram o rio. Por conta desses fatores, em 1970 foi assinado o Ato Nacional de Proteção Ambiental, que viabilizou a criação do Ato Água Limpa, em 1972, estipulando que todos os rios do país deveriam ser apropriados para a vida aquática e para o lazer humano.
Assim, Cleveland investiu mais de 3,5 bilhões de dólares para a purificação da água do Cuyahoga e dos seus sistemas de esgoto. E a previsão é de investir mais 5 bilhões nos próximos 30 anos para manter o bom estado de suas águas.
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As galerias pluviais foram reconstruídas nos Canais de Copenhague
Foto: Pramzan45/Wikimedia Commons
  • 8. Canais de Copenhague (Dinamarca)
Provavelmente você conhece a capital dinamarquesa por ser referência no assunto meio ambiente. Hoje ela possui uma meta muito clara: quer chegar em 2025 como a capital a primeira capital do mundo a neutralizar suas emissões de carbono.
Mas nem sempre foi assim. Antes os canos que levavam a água da chuva para os rios e canais muitas vezes se misturavam com a rede de esgoto, transportando os dejetos para as águas. Além disso, o entorno do rio era uma área industrial, o que fazia com que boa parte do lixo da região fosse para os canais e rios.
Em 1991, no entanto, surgiu o plano de despoluição das águas e a remoção da área industrial ao redor do rio. Assim, as galerias pluviais foram reconstruídas, os reservatórios de água foram estabelecidos em pontos estratégicos da cidade para que a água da chuva se armazenasse em caso de tempestade e o encanamento dos esgotos foi melhorado. O lixo, por sua vez, passou a ser reciclado e incinerado.
Hoje os habitantes e turistas podem, até, tomar banho nas piscinas públicas artificiais criadas pelo governo.

Fonte: EcoD

3 de dez de 2013

Vagão abandonado é transformado em centro cultural itinerante no Equador



Um vagão abandonado do sistema ferroviário do Equador foi transformado em um centro itinerante de cultura e lazer, em que são realizadas apresentações musicais, festas, peças de teatro, oficinas de capacitação e outras atrações totalmente gratuitas por onde passa. A transformação do antigo vagão em novo centro de cultura abriu novas oportunidades à população, e, ainda, tornou-se referência de sustentabilidade na arquitetura.


Batizado de “Vagão do Saber”, o projeto dos arquitetos do escritório Al BordE faz parte da revitalização das linhas férreas do país latino, que possui apoio do Ministério da Cultura e do Patrimônio do Equador. O novo vagão leva desenvolvimento por onde passa, isso porque, há diversas comunidades isoladas no entorno da linha do trem, desativada há mais de doze anos. Assim, o projeto está aumentando a importância econômica destas áreas, cujos cenários são de risco e fragilidade social.


Utilizar pouco material para construir um espaço com muitas funções foi um dos conceitos de sustentabilidade adotados pelos arquitetos responsáveis pelo Vagão do Saber. Além disso, os operários responsáveis pela reforma foram moradores das comunidades locais, selecionados e capacitados pelas próprias oficinas do projeto. De acordo com o site Plataforma Arquitectura, para diminuir o tempo e o dinheiro gastos nas obras, poucas foram as intervenções na estrutura abandonada. Assim, segundo os arquitetos, foi necessário apenas incluir um teto retrátil, móveis adaptados e alguns tonéis no interior do vagão. 


Quando começam a rodar seu trajeto, os condutores selecionam a opção de uso do Vagão do Saber, que pode ser convertido numa praça de convivência, numa sala de cinema, num teatro, ou, ainda, num escritório multiuso. A fim de preservar a identidade do equipamento férreo, a estrutura original foi preservada, mesmo com os desgastes provocados pelo tempo. Em breve, o projeto vai percorrer as cidades do litoral do Equador, levando atrações culturais à população local e aos visitantes destas áreas.

Fontge: CicloVivo