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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

26 de set de 2010

Arquitetura sustentável na casa pré-fabricada

Foi o tempo em que as casas pré-fabricadas, de madeira, tinham que ser todas do mesmo estilo e ter aquele formato típico de chalé. Os arquitetos da empresa espanhola IaaC (Institute for advanced architecture of Catalonia), em parceria com os físicos do MIT (Massachusetts Institute of Technology), desenvolveram a FabLab House. Coberta por painéis de captação de energia, a casa é toda abastecida pela luz e pelo calor do sol. Além disso, a construção também armazena e facilita a reutilização da água da chuva. Tudo isso, sem deixar o design de lado.

 Visão do lado interno da casa
A casa está em exposição em Madri e foi visitado por mais de 5 mil pessoas

Fonte: Revista Casa & Jardim

Arquitetura Sustentável Na Malásia

Desde a construção das torres Petronas que a Malásia, e mais propriamente a sua capital, Kuala Lumpur, é referência na arquitetura mundial. Assim sendo, não surpreende ali vermos nascerem mais alguns edifícios notórios. Só que, desta vez, o seu interesse não reside na altura – bem pelo contrário! – mas sim no fato de serem bons exemplos de arquitetura bioclimática e sustentável. Oito edifícios invulgares irão prolongar a frente urbana de Putrajaya, zona situada 30 km a Sul da capital e conhecida como Precinct 4.
O projeto nasceu da colaboração entre o Studio Nicoletti Associati e uma firma local, a Hijjas Kasturi Associates, que elaboraram também todo o arranjo urbano da zona privilegiando a relação com o lago circundante.
No entanto estes oito edifícios são, sem margem para dúvidas, a parte mais interessante de todo o conjunto.
A pequena altura e a transparência são, desde logo, os aspectos mais marcantes e a imagem global evoca vagamente ou propositadamente motivos navais, sejam barcos empilhados verticalmente exibindo o seu cavername ou uma frota de veleiros numa regata, razão porque o projeto já é conhecido como a frota de Putrajaya. Mas há também aqui algo de arquitetura islâmica, sugerido pela curvatura dos edifícios. E, no fundo, tudo se resume a habitações como outras quaisquer, que também incluem terraços, sombreadores, ventilação natural, envidraçados com espaços verdes, etc.

Fosse ou não procurada esta imagem, o que é certo é que ela resulta da introdução no desenho arquitetônico de novos elementos e novos problemas para resolver. Estes requisitos exteriores, chamemos-lhes assim, e as suas necessidades específicas, muitas delas de carácter tecnológico, são um estímulo e um fator importante de renovação da linguagem arquitetônica. Os autores deste projeto souberam fazê-lo com mestria.

 Fonte: Inhabitat

Cidades Inteligentes, Cidades Sustentáveis (Smart Cities)

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24 de set de 2010

Estocolmo mostra uma forma mais sustentável de lidar com o lixo


Envac revolucionou a coleta seletiva de resíduos na capital sueca/Foto: Spacing Magazine

Em Estocolmo, capital da Suécia, o poder público e a população de 807 mil habitantes (dados de 2009) contam com uma alternativa ao método tradicional de coleta de resíduos sólidos. Trata-se do sistema Envac, no qual as lixeiras são conectadas a tubos ligados a uma área de coleta, localizada na periferia. O objetivo é facilitar e tornar menos custoso o recolhimento de lixo.
Um sensor instalado percebe quando a lixeira está cheia, e o sistema de tubos cria um vácuo que suga os resíduos, transportando-os para o local de coleta. Existem sistemas para residências, prédios comerciais e áreas públicas. Funciona da seguinte forma: os sacos de resíduos são depositados nos pontos de coleta, a qualquer momento do dia, por meio de coletores instalados nas vias e/ou edifícios.
A partir de então, os sacos são transportados por sucção e conduzidos por uma rede de tubulações subterrâneas até a central de coleta de resíduos a uma velocidade entre 60 e 80 km/h. Na central os resíduos são coletados, separados e compactados em contêineres estanques, para posterior envio ao destino final. É lá também que o ar de transporte é separado do resíduo para ser tratado por um sistema de filtros antes de ser devolvido à atmosfera.

Resultados

A coleta seletiva se torna mais fácil com o Envac, uma vez que os diferentes tipos de resíduos não são misturados durante o processo, como é feito no método tradicional. As áreas de coleta possibilitam uma diminuição do número de caminhões de lixo circulando, já que há um uso mais racional do espaço.
Em vez dos resíduos serem simplesmente colocados na calçada, na frente de cada prédio, o caminhão de coleta se dirige somente à área onde ficam acumulados os sacos de lixo. Consequentemente, a poluição sonora e ambiental também diminui. Outro ponto importante é a redução de 30% a 40% no custo de coleta. Em Estocolmo, o Envac foi implementado nos seguintes locais:

•Södra station (2800 residências);

•Norra Hammarbyhamnen (2050 residências);

•Essinge Udde (900 residências);

•Hammarby Sjöstad (2400 residências).

Em 2010, foi ultrapassada a barreira de 600 destes sistemas instalados pelo mundo.

Fonte: Pesquisadores da Plataforma de Cidades Sustentáveis Via: EcoDesenvolvimento

Reaproveitamento de água da pia!

Postado por Flávio Vieira e 08/09/2010

Feita de concreto polido, a Pia batizada de “Jardim Zen” possui um canal que reaproveita a água utilizada na lavagem das mãos para molhar a planta.
Foi criada pelo jovem designer Jean-Michel Montreal Gauvreau. A pia vem em cuba dupla ou modelo simples. Provavelmente você já se perguntou se a água cheia de sabão vai parar mesmo nas plantas. Fique tranquilo, uma peça no início do canal drena o líquido e só deixa água sem sabão escorrer até a planta. Você pode facilmente colocar uma mangueira e reaproveitar a água para outras ocasiões.
Simples e interessante, não?

16 de set de 2010

Designer britânica cria ponto de ônibus sustentável

Ecoshel, o ponto de ônibus verde, foi criada por uma designer britânica

A designer britânica Tiffany Roddis desenvolveu um novo modelo de ponto de ônibus, mais futurístico e mais sustentável. Ecoshel, como ficou conhecido, tentará reduzir o impacto causado pelas emissões de carbono dos ônibus de uma forma simples e tecnológica.
O projeto, que em muito lembra os tubos de ônibus usados em Curitiba, inova nas tecnologias verdes empregadas. Ecoshel combina células solares, um gerador elétrico e, até mesmo, materiais recicláveis, o que não só produz energia, como também miniminiza os impactos ambientais.
O objetivo é que ônibus também possam se abastecer desses recursos

Além disso, Ecoshel utiliza painéis solares e blocos de pressão para voltar a produzir sua própria eletricidade e calor. A ideia agora é desenvolver ônibus que também se abasteçam desses recursos, diminuindo, assim, as emissões de carbono na atmosfera.
Não há informações sobre a inauguração do ponto de ônibus, entretanto, é um projeto que deve ser levado em consideração no que tange à mobilidade sustentável.
Fonte: EcoDesenvolvimento

Rio planeja transformar lixo em energia

O Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia da Universidade Federal do Rio de Janeiro (Coppe) começa a elaborar a proposta de construção de uma usina para transformar o lixo da capital fluminense em energia elétrica.
O anúncio foi feito pelo coordenador técnico do projeto e pesquisador do Coppe, Luciano Basto, durante a assinatura do convênio entre o instituto e a Companhia Municipal de Limpeza Urbana do Rio de Janeiro (Comlurb).
Com o acordo, pesquisadores das duas instituições vão analisar a viabilidade técnica e ambiental da instalação de uma unidade de tratamento no bairro do Caju, na zona portuária da cidade, por onde passa metade do lixo produzido pelos fluminenses. Luciano Basto acredita que o estudo, com o cálculo de custos e identificação de tecnologia, seja entregue à prefeitura do Rio em dois meses.
“O investimento pode ser até mais caro do que as tradicionais soluções para destinação de lixo e oferta de eletricidade. Mas como lixo é um combustível a custo negativo, pelo qual a sociedade paga para se livrar do problema, e o tratamento energético do lixo evitaria emissões de gases de efeito estufa, essas receitas adicionais podem ser contabilizadas como benefícios para esse tipo de aproveitamento energético”, estimou o pesquisador.
Basto disse ainda que o aproveitamento energético seria de 100%, considerando que a usina será instalada dentro da cidade, diferente, segundo ele, das hidrelétricas que atendem 80% da matriz energética do país. Por estarem distantes dos grandes centros urbanos, as hidrelétricas registram perda de cerca de 15% da eletricidade gerada.
Atualmente, o Rio de Janeiro produz 9 mil toneladas de lixo por dia. Os detritos são encaminhados a três estações de transferência da cidade: Caju (zona portuária), Irajá (zona norte) e Jacarepaguá (zona oeste). Dessas estações, o lixo é transportado para dois aterros sanitários.
A usina na estação do Caju, que recebe o maior volume de detritos da cidade, poderia chegar a 500 megawatts de potência instalada. Pelos cálculos do Coppe, a transformação de 9 mil toneladas de lixo em energia seria suficiente para abastecer 1,5 milhão de residências, com consumo médio de 200 quilowatt-hora por mês.
A presidente da Comlurb, Ângela Nóbrega Fonte, garantiu que a empresa vai fornecer todo o material para os estudos e espera abrir o processo de licitação para a construção da usina em seis meses. “Além do que já temos feito no aterro [sanitário] de Gramacho, minimizando a emissão de gases de efeito estufa, e em Seropédica, onde será construído um aterro sanitário controlado com licenciamento ambiental, essa novidade é muito importante para a população. Isso vai trazer mais recursos para a cidade e o meio ambiente vai agradecer”, comemorou Ângela Nóbrega.
Fonte: Info.abril

Faça você mesmo: “Saco” de lixo de jornal velho


Todo mundo já sabe que as ecobags vieram para ficar e, cada dia mais, as pessoas trocam os sacos plásticos por sacolas reaproveitáveis. O problema é que muita gente reaproveita o saco do supermercado nas lixeiras de casa. Aí surge o dilema: o que pode ser usado para substituir as sacolinhas, já que os sacos de lixo vendidos no mercado também são feitos de plástico?
Se você é uma dessas pessoas, seus problemas acabaram! Nesse passo a passo você irá aprender a fazer um saquinho de jornal, feito a partir de uma dobradura de origami.
Segundo Martha Maria Lopes Pontes, dona da ideia, o processo é rápido e fácil, pode ser feito em apenas 20 minutos e utiliza apenas jornal velho. O copinho pode ser feito com apena uma folha de jornal ou outro tipo de papel, mas a artesã aconselha usar mais de uma para deixá-lo mais resistente.

Confira o passo a passo:

1. Faça uma dobra para marcar, no sentido vertical, a metade da página da direita e dobre a beirada dessa página para dentro até a marca, e assim terá um quadrado;
2. Dobre a ponta inferior direita sobre a ponta superior esquerda, formando um triângulo;
3. Dobre a ponta inferior direita do triângulo até a lateral esquerda;
4. Vire a dobradura e, novamente, dobre a ponta da direita até a lateral esquerda;
5. Para fazer a boca do saquinho, pegue uma parte da ponta de cima do jornal e enfie para dentro da aba que você dobrou por último, fazendo-a desaparecer lá dentro;
6. Sobrará a ponta de cima que deve ser enfiada dentro da aba do outro lado, então vire a dobradura para o outro lado e repita a operação;
7. Abra a parte de cima e você verá o saquinho pronto!
8. Agora é só encaixar dentro do seu cesto de lixo e abandonar de vez o saco plástico.

14 de set de 2010

Jovem britânico inventa bicicleta dobrável

A bicicleta é dobrável e pode ser presa em postes, por exemplo

Sofre com a insegurança em torno da sua bicicleta? Um jovem britânico teve uma criativa ideia para que você pare de se preocupar com os assaltos. Kevin Scott, 21 anos, desenvolveu um projeto de uma bicicleta que dobra no meio e pode ser presa em qualquer poste.
O protótipo foi desenvolvido no último ano da faculdade de Design de Produto na Universidade de Montfort na Inglaterra. “Eu preferi escolher a área da segurança”, diz Kevin sobre o projeto, “é o design sendo desenvolvido para usar os objetos existentes na cidade, como os postes, por exemplo”, completou o jovem em entrevista a um jornal local.

A bicicleta possui um travamento

A bicicleta dobrável funciona da seguinte forma: existe um prendedor para as partes do fundo e da frente, se solto, a bike se torna flexível, se acionado, a bike volta para a posição normal. Segundo o jornal Daily Mail, 52 bicicletas são roubadas em Londres diariamente, se desenvolvido, o projeto poderá diminuir este número.
Outro ponto positivo do protótipo é que, se comercializado, ele ajudará aqueles que precisam levar as bicicletas para escritórios, transportes públicos ou armazenar em casa.

Depois do compromisso, é só pegar a bike e pedalar normalmente


Pelo menos é o que deseja Kevin, que faturou o Design Centre New Designer of the Year Award, prêmio voltado para as revelações do design. O jovem disse que pretende usar o dinheiro do prêmio para terceirizar a produção de mais bicicletas. “Agora vou levar o projeto adiante, espero que esta ideia seja um trampolim para uma nova concepção na indústria de bicicletas”, deseja.

Fonte: EcoDesenvolvimento

Seria isso um barco-cozinha?

photo © School of Fish Foundation
Localizada no Canadá, Vancouver, esta sala de jantar flutuante chama a atenção pela beleza, sofisticação e também pela curiosidade.
As pessoas se perguntam: como “isso” está boiando no meio da água? A resposta é simples e ecologicamente correta. Foram usadas cerca de 1700 garrafas PET para que o ambiente pudesse se sustentar em cima das águas.

Desenvolvida pelo escritório Good Weather, a sala de jantar é também um projeto acadêmico da Fish Foundation, organização que tem como objetivo formar novos chefs de cozinha que se preocupem com a pesca amiga do meio ambiente.
A cozinha-balsa pode acomodar cerca de 12 pessoas e abre todas as noites. Para a construção do piso, as garrafas foram arrumadas em fileiras e sobrepostas por um piso de madeira, o que garantiu a segurança do projeto.
Até setembro, os chefs da cozinha flutuante estarão ministrando um curso sobre vinhos. Para fazer parte do time seleto, o interessado terá que desembolsar cerca de R$400.

Organizações irão construir cinco mil casas sustentáveis por US$ 8 mil cada

Uma parceria entre a Home Depot Foundation (THDF) e a Habitat for Humanity International irá construir cinco mil casas sustentáveis até 2013. O detalhe é que cada casa custará US$ 8 mil (cerca de R$ 14 mil), sendo US$ 3 mil para que tenha os padrões Energy Star e outros US$ 5 mil para ser utilizado nos mais rigorosos critérios de construção verde.
O anúncio foi feito na última quarta-feira, 8 de setembro, e revelou ainda que filiados de 42 estados espalhados pelos Estados Unidos receberão as 2.400 casas que serão construídas entre 2010 e 2011. O projeto, que teve início em 2009, irá investir US$ 30 milhões nas construções sustentáveis.
Até o momento já foram erguidas 1.500 casas em todo o país - todas adequadas aos critérios do programa, que incluem uso de matérias-primas eficientes e duráveis durante o processo de construção, dispositivos de conservação de água e energia, tintas e revestimentos livres de substâncias tóxicas e sistema de isolamento e ventilação natural de alta performance.
Segundo o comunicado, os primeiros resultados mostram que já é possível verificar benefícios nas construções verdes. Dados da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos revelam que as casas erguidas pelo programa podem ter uma economia de 30% em relação à casa semelhantes tradicionais.

Sustentáveis e acessíveis

“Nós acreditamos que casas saudáveis são o bloco de construção para comunidades mais prósperas, acessíveis e ambientalmente sadias”, afirmou o presidente da THDF, Kelly Caffarelli. Ele disse ainda que o objetivo da parceria com a Habitat for Humanity é levar os benefícios financeiros e ambientais para as construções verdes e as famílias mais necessitadas.
“Ao mostrar que uma construção ecológica e uma manutenção eficiente podem manter o dinheiro da família dentro da carteira, nós esperamos que isso sirva de exemplo e tenha um efeito cascata em todo o país”, afirmou.
Ela ainda lembrou que, no início, poucos acreditavam que seria possível construir casas que fossem ao mesmo tempo sustentáveis e acessíveis. “Acho que isso acontece porque quando as pessoas ouvem o termo ‘construção verdes’ elas logo pensam em casas caras, cobertas por painéis solares, pisos de bambu e um design que faz com que elas pareçam naves espaciais. Em outras palavras, casas que a maioria das pessoas não gostaria ou não poderia construir”.
A grande questão, segundo Caffarelli, é que a definição de “sustentável” é bem diferente disso. “Para nós, uma ‘casa verde’ é simplesmente aquela construída com materiais ecológicos, isolamento e pintura não-tóxicos, que utilizem torneiras que poupem água e equipamentos com eficiência energética. E já que nosso objetivo principal é fornecer casas para famílias trabalhadoras, queremos que elas sejam acessíveis de serem adquiridas e mantidas em longo prazo”, conclui.

12 de set de 2010

Bamboo Bottle, a garrafa térmica feita de materiais reciclados

Garrafa é feita de bambu, vidro e plástico reciclados




Se você é daqueles que não dispensa um cafezinho ou um chá, vai adorar esta garrafa térmica. Além de linda e prática, ela foi construída inteiramente com bambu, vidro e plástico reciclado. A hora do café promete ser um pouco mais elegante e sustentável.
A Bamboo Bottle, desenvolvida pela empresa homônima, foi pensada para o público que cansou de encontrar garrafas de plástico ou pouco sustentáveis à venda. O exterior é feito de bambu, as tampas e o fundo de plástico reciclado e o interior de vidro 60% reciclado.

A empresa garante que o vidro assegura a limpeza e ainda deixa o seu café ou chá na temperatura certa para o consumo. Para limpar a garrafa, basta desenroscar a parte inferior e superior, e depois, montar novamente.
Bamboo Bottle pode ser comprada pelo site oficial por aproximados R$ 50, sendo que 1% desse valor vai para a ONG 1% for the Planet.




Masdar City: um oasis sustentável no meio do deserto

Masdar City promete ser referência mundial em desenvolvimento sustentável
Foto: zerochamp

Um verdadeiro oasis em pleno deserto. Esta é a melhor definição para Masdar City, nos Emirados Árabes Unidos, a primeira cidade do mundo com emissão zero de carbono, ao incorporar a sustentabilidade em todos os aspectos do planejamento e concepção do município, segundo apuraram os pesquisadores da Plataforma de Cidades Sustentáveis.
Construída a partir de 2007 e com conclusão prevista para 2018, Masdar City foi projetada para abrigar 50 mil habitantes. A principal meta da cidade é tornar-se um pólo de pesquisa em tecnologias limpas, no intuito de ser considerada uma das lideranças na área.
Para concretizar este objetivo, o Masdar Institute of Science and Technology, desenvolvido junto com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), terá sede na nova cidade. A proposta do local é de ser um laboratório onde serão aplicados os princípios de sustentabilidade.

Listamos para você os principais objetivos traçados por Masdar City:

•Matriz energética 100% renovável;

•Reduzir ao máximo a pegada de carbono;

•Transporte exclusivamente público;

•Documentação dos habitantes totalmente digital para evitar o uso de papel;

•Refrigeração dos edifícios e ruas da cidade baseada na tradicional arquitetura árabe.

A infraestrutura de Masdar City tem sido construída com investimentos do governo de Abu Dhabi (capital dos Emirados Árabes) em parceria com as empresas Foster e Partners e Mubadala Development Company. O Masdar Institute of Science and Technology está quase completo e sua primeira turma começará as aulas em setembro de 2010. A partir daí investidores externos iniciarão a construção de escritórios, residências e zonas mistas.

Pesquisadores desenvolvem fossa séptica eficiente

Fossa séptica é mais eficiente do que as convencionais,
além de menos poluentes/Foto:Embrapa

Uma fossa séptica de maior eficiência do que as convencionais e acessível às populações mais pobres foi desenvolvida pelo grupo de pesquisa do Laboratório de Modelos Físicos do Instituto de Geociências da Universidade de São Paulo (IG-USP), segundo informou a Agência Fapesp.
A novidade busca solucionar um problema da maioria das cidades brasileiras, que sofrem de contaminação por nitrogênio, particularmente de nitrato. Já as zonas rurais são contaminadas em razão do uso excessivo de fertilizantes e os solos urbanos recebem nitrogênio sobretudo de fossas sanitárias ou mesmo de redes de esgoto sem manutenção ou mal projetadas.
“As fossas convencionais são bastante eficientes em degradar matéria orgânica infiltrada no solo, mas o seu rendimento é limitado para nutrientes, como o nitrogênio”, explicou o professor do IG-USP Ricardo Hirata, que coordenou o projeto.
A dificuldade de degradação do nitrato, aliada ao fato de a substância derivar de uma fonte crescente (os dejetos humanos), fazem dele o contaminante mais abundante do planeta nas águas subterrâneas. “Não é o mais agressivo, mas com certeza é o mais comum e o que se apresenta em maior volume nos reservatórios de água subterrânea, os aquíferos”, acrescentou Hirata.
Sem condições financeiras para construir uma estrutura apropriada, muitos moradores cavam buracos simples no solo, com o objetivo de encontrar o nível freático. Segundo Hirota, o recurso chamado de “fossa negra” é ainda mais nocivo ao ambiente, pois injeta o contaminante diretamente na água subterrânea, sem que nenhuma forma de redução possa ocorrer no solo, onde se processa a maior parte da transformação bioquímica dessas substâncias nocivas.

Experimento

Para desenvolver o novo modelo de fossa, o grupo da USP escolheu o bairro de Santo Antônio, no distrito de Parelheiros, Zona Sul de São Paulo, cuja comunidade carece de rede de esgoto.
Os pesquisadores acompanharam o desempenho de duas fossas pertencentes a moradores vizinhos. Uma delas, a fossa controle, era do tipo convencional. A segunda foi construída na casa ao lado segundo a tecnologia desenvolvida pelo grupo.
A fossa projetada pelos pesquisadores tem dois níveis. O primeiro é formado por óxidos de cálcio e de ferro, um rejeito da indústria siderúrgica com propriedades bactericidas. “Por ter um pH muito alto, próximo de 12, esse material consegue degradar vírus e bactérias com alta eficiência”, destacou Hirata.
O projeto foi bem-sucedido e a primeira camada eliminou 95% dos vírus e bactérias presentes. Já a barreira de serragem e areia degradou com eficiência 60% do nitrato encontrado, mas Hirata observou que o conhecimento alcançado no experimento permite melhorar esse número para 80%.

Vantagens

Hirata ressaltou que o custo da obra é bem acessível, embora não tenha estimado o valor exato. Outra vantagem é que a construção da nova fossa dispensa treinamento específico de profissionais. “Qualquer pedreiro familiarizado com obras de poços é capaz de construir o novo modelo.”
“O ideal seria que todos tivessem coleta de esgoto, porém, como nossa experiência mostra que a área de saneamento não costuma contar com muitos recursos, essas soluções poderiam amenizar muito a contaminação da água e reduzir os problemas de saúde da população”, concluiu Hirata.
O projeto Minimização dos Impactos dos Sistemas de Saneamento (Minisis), apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp) por meio da modalidade Auxílio à Pesquisa Regular, analisou o problema de maneira ampla e resultou em uma série de contribuições ao sistema de saneamento por fossas sépticas.

Descarte de CFC

Entre todos os países da América do Sul, o Brasil é o primeiro a ganhar uma fábrica de reciclagem de geladeiras, freezers e ar condicionado. A unidade, de origem suíça, está em fase final de construção no município paulista de Cabreúva, a 80 km da capital, e deve iniciar os testes operacionais em dez dias, com inauguração prevista para setembro.
Ligada a um projeto europeu de proteção climática para reaproveitamento e descarte adequado do lixo eletroeletrônico, a Indústria Fox está sendo implantada com um sistema inédito de reciclagem: ela é a primeira com capacidade de captar, destruir e transformar os CFC´s (clorofluorcarbonetos), um dos principais vilões do efeito estufa presente no motor e nas paredes das geladeiras e de outros refrigeradores, em uma solução que não agride o meio ambiente.
Apesar de sua produção e uso estarem proibidos no Brasil, refrigeradores antigos ainda possuem CFC na estrutura. Sem um descarte correto desses aparelhos, o gás corre risco de se dispersar na atmosfera, agravando o aquecimento global – o potencial de aumentar o efeito estufa do CFC é 10 mil vezes mais alto do que o do gás carbônico. “O que se vê frequentemente no Brasil é um mercado informal de sucateiros que não dão uma destinação correta a esses aparelhos”, diz Philipp Bohr, diretor geral da empresa.
Segundo Bohr, com a nova tecnologia utilizada na fábrica será possível conseguir uma economia de emissão de gases efeito estufa equivalente a 1 milhão de toneladas de CO2 por ano. O cálculo é feito com base na capacidade produtiva da fábrica, de reciclar até 420 mil aparelhos anualmente, cerca de 35 mil/mês. Inicialmente, a fábrica contará com aparelhos oriundos de programas de eficiência energética de empresas brasileiras de energia, que fazem a troca de geladeiras velhas por novas em comunidades de baixa renda.
No sistema de tecnologia alemã, o CFC é captado por sucção e enviado para uma câmara que atinge até 1400°C de temperatura, que transforma o gás nocivo em uma solução ácida que não agride a camada de ozônio e ainda pode ser aproveitada por indústrias químicas.
Os aparelhos seguem para um mecanismo de trituração. Segundo o executivo, todo o processo de reciclagem apresenta uma taxa de aproveitamento de 96%, que gera porções de matéria-prima para revenda: matéria ferrosa (60%) para usinas de aço; alumínio (5%), que segue para fundição, plástico (13%) e poliuretano (15%).

Mercado potencial para reciclagem

Em tempos de regulamentação para o descarte ambientalmente correto do lixo eletroeletrônico, parte da recém aprovada Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS), a empreitada promete dar o ponta-pé inicial para reciclagem de refrigeradores.
No geral, Bohr está otimista em relação ao potencial brasileiro para o desenvolvimento de política de gestão de eletroeletrônicos, mas enfatiza a necessidade de regulamentação e fiscalização da Lei. O alemão, de 31 anos, vem acompanhando de perto as discussões do Conama e da PNRS. Afinal, o mercado por aqui parece bastante promissor: estima-se que em 2009, o País se desfez de mais de 4 milhões de geladeiras.

Associação defende coleta de lixo eletrônico


A Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação, Software e Internet – seção Rio de Janeiro (Assespro-RJ) está preocupada com o lixo eletrônico gerado principalmente pelos equipamentos de informática, como os computadores.
A entidade se mobiliza para dar uma destinação correta a esse tipo de lixo, de acordo com o Plano Nacional de Resíduos Sólidos, sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O plano estabelece que todos os fabricantes e consumidores devem ter responsabilidade em relação ao descarte do lixo.
Um encontro promovido pela Assespro, no dia 26 de agosto, discutiu o destino que deve ser dado às máquinas que ficam obsoletas diante do processo de desenvolvimento contínuo do setor de tecnologia da informação. O diretor da organização não governamental (ONG) PC Vida, Abner Feital, falou sobre a redução dos impactos causados ao meio ambiente pelos resíduos dos equipamentos eletroeletrônicos. A idéia é estabelecer um destino politicamente correto para esse tipo de lixo.
O vice-presidente executivo da Assespro-RJ, Alvaro Cysneiros, disse que o Brasil é o campeão entre os países emergentes na produção desse lixo eletrônico. “Somos os campeões dos emergentes, com certeza, e um dos maiores do mundo, se colocarmos os países desenvolvidos também”. Segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), são 96,8 mil toneladas de computadores que vão para o lixo anualmente no Brasil. Eles são despejados em lixões e provocam derramamento de metais pesados, resultando em lixo tóxico, prejudicial à saúde.
Cysneiros afirmou que a associação quer implementar nos municípios fluminenses um processo de destinação ambiental correta de todo o lixo eletrônico, desde a coleta até a fase de reciclagem. “O processo começa com locais de recepção desse material”. Ele alertou, contudo, que as pessoas e empresas não podem jogar o lixo eletrônico nos mesmos locais onde são despejados os resíduos orgânicos.
Para garantir um destino correto a esse lixo especial, o vice-presidente da associação ressaltou a necessidade de haver postos de coleta espalhados pelas cidades ou um serviço de coleta específico. A proposta prevê a instalação de galpões, onde cooperativas treinadas se incumbiriam de proceder à desmontagem e ao reaproveitamento eventual de máquinas. Computadores reciclados podem ser destinados para uso público, acrescentou.
O trabalho de separação deve obedecer aos vários tipos de material usados nesses equipamentos, explicou Cysneiros. Vidro, cobre e plástico são alguns subderivados dos equipamentos que podem gerar renda por meio da reciclagem. As cooperativas devem ser cadastradas e homologadas pelo Instituto Estadual do Ambiente (Inea). “Assim, você garante que tudo foi desmontado e separado e teve a destinação ambiental correta. Desde que você tenha cooperativas preparadas para isso, gerando renda e fazendo o processo fluir”.
Ainda não existe no Brasil uma indústria de reciclagem do lixo eletrônico. O que há são algumas iniciativas municipais. Uma delas, da ONG PC Vida, de Itaipava, em Petrópolis, região serrana do Rio, coleta e dá destinação ao material eletroeletrônico descartado. A organização apóia a Assespro-RJ nesse projeto. “Eles já fazem essa destinação correta no município de Petrópolis e a gente está querendo pegar essa iniciativa para multiplicar pelo resto do estado”, disse Cysneiros.
Ele lembrou que a Lei 12.305, que trata dos resíduos sólidos, exige dos fabricantes uma responsabilidade solidária. Isso significa que eles têm que garantir uma destinação correta para os equipamentos. “O problema do lixo eletrônico é que no Brasil a maioria dos computadores é formada por máquinas montadas. Você tem o gabinete de um fabricante, a placa-mãe de outro”. O mesmo ocorre em relação às placas de vídeo, por exemplo. “Então, você não consegue responsabilizar um único fabricante por aquele computador”.
A melhor solução, na avaliação de Cysneiros, é ter um método de coleta em que, na ponta, cooperativas de catadores se encarreguem de dar uma destinação correta aos sub-resíduos desses equipamentos.
Fonte: info.abril