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Como criar espaços confortáveis e sustentáveis sem desperdiçar recursos

A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...

Casa moldável pode ser adaptada para qualquer lugar ou clima

 Além da flexibilidade dos materiais construtivos, a casa pode ser autossuficiente energeticamente.

Foto: Altkat Architectural Photography

Pouco importa se você quer viver em uma montanha ou na cidade. A casa batizada de MU50 é projetada para ser adaptável a uma ampla variedade de paisagens. As estruturas são pré-fabricadas e facilmente montadas no local da obra. Além da flexibilidade dos materiais construtivos, a residência modular pode ser autossuficiente energeticamente.
O interessante design foi projetado pelos arquitetos da Teke Architects Office, comandado pelo turco Onur Teke. A casa é composta por paredes de vidro, madeira pré-fabricada e um telhado que pode ser feito de madeira, alumínio ou cobre.

O vidro das paredes garante a integração entre a área interna e externa. Esta característica pode ser agradável, sobretudo, se a casa for montada em um local de abundante natureza.

Eficiência energética

Entre os aspectos bioclimáticos, a orientação do edifício e o uso de envidraçamento duplo protegem o interior da luz solar direta. Isso garante o melhor aproveitamento da iluminação natural.

A entrada de luz ainda pode ser controlada pelas paredes de madeira, que se abrem como janelas ou, como dizem os arquitetos, “cortinas de madeira”. Elas podem ser operadas manualmente e permitem moderar a intensidade de sol e vento que entra no recinto.



A casa também possui ventilação cruzada, isolamento térmico, painéis solares e uma bomba de calor, de fonte subterrânea, para o sistema de aquecimento e resfriamento de piso, que foi projetado sob medida. Aliás, o pavimento é elevado acima do solo, o que permite a circulação de ar abaixo de sua superfície.

Funcional



A residência modular possui 50 m² e assemelha-se a um galpão. Uma estrutura no meio, chamada pelos arquitetos de núcleo interno, serve como demarcador de cômodos. Ao mesmo tempo funciona como prateleiras para armazenamento. Isso cria otimização ao espaço que, a priori, é bem minimalista.

Inovação

O elemento chave deste projeto está nas diversas configurações espaciais possíveis. Com estruturas simples, que podem se repetir, é possível construir os mais diversos imóveis em diferentes locais para diversos usos. Os arquitetos até ressaltam que é possível incluir mais sistemas de geração de energia e coleta de água, tornando a casa totalmente autossuficiente.

Acrescente ainda baterias de armazenamento de energia, banheiros secos e tratamento ecológico de esgoto e o resultado é uma residência “fora do sistema”.

“Como princípio básico, independentemente do uso ou da escolha do local, os elementos modulares do sistema são projetados para serem construídos em materiais reutilizáveis ​​e recicláveis, facilmente disponíveis e podem ser montados por construtores locais em qualquer local específico”, relata a descrição do projeto.

O projeto venceu o World Architecture Community (WA Awards), em 2019, na categoria “projetos realmente construídos”.









Fonte: Ciclo Vivo






















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