A arquitetura tem um papel importante na maneira como vivemos. Os ambientes em que moramos, trabalhamos e descansamos influenciam nossa rotina, nosso conforto e a forma como nos relacionamos com o mundo. Mas será que, para viver melhor, precisamos consumir mais energia, instalar mais equipamentos e utilizar cada vez mais recursos? Essa é uma reflexão importante quando falamos em arquitetura sustentável. Criar espaços que proporcionem qualidade de vida não significa necessariamente construir mais, investir em tecnologias sofisticadas ou seguir as últimas tendências. Significa, antes de tudo, compreender as necessidades das pessoas e planejar ambientes que funcionem de maneira eficiente, saudável e equilibrada. Uma arquitetura consciente busca o equilíbrio entre conforto, funcionalidade, respeito ao meio ambiente e uso responsável dos recursos disponíveis. 1. O conforto começa nas escolhas do projeto Um ambiente confortável não depende apenas de móveis bonitos ou equipamentos modernos. E...
A construção teve 60% de sua base proveniente de materiais reciclados. |
Foto: Divulgação
A “Ecoescola Sustentável” é a primeira instituição pública de ensino feita de forma totalmente sustentável na América Latina. O prédio que abriga a escola foi construído por voluntários, seguindo os conceitos da bioarquietura, que utiliza materiais que iriam para o lixo e aproveita as condições naturais para reduzir os impactos da construção.
O arquiteto que assina o projeto da Ecoescola Sustentável é o norte-americano Michael Reynolds, criador do conceito Earthship, que há 45 se dedica às edificações autossustentáveis em diversos lugares do mundo.
A nova escola pública uruguaia está localizada em Jaureguiberry, uma comunidade costeira, que abriga, em média 500 pessoas. O projeto tem sido trabalhado com os moradores locais desde 2014, através de ações de mobilização de pais e filhos, envolvidos em todas as etapas de planejamento e construção da instituição.
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Além da participação da comunidade de Jaureguiberry, a construção também contou com o apoio de 200 voluntários de 30 países, interessados em promover e conhecer melhor os conceitos da bioarquitetura.
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O projeto contou com o reaproveitamento de muitos materiais normalmente considerados lixo. Para um edifício de 270 m2, foram usados: dois mil pneus, cinco mil garrafas de vidro, dois mil metros quadrados de papelão e oito mil latas de alumínio. De acordo com a Tagma, organização não-governamental por trás do projeto, a construção teve 60% de sua base proveniente de materiais reciclados. O colégio ainda conta com sistemas de captação de energia solar e eólica e hortas para a produção de alimentos orgânicos.
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A Ecoescola Sustentável atende, atualmente, a 45 crianças. Mas, o intuito é beneficiar até cem estudantes, com uma metodologia de ensino baseada nos cuidados com o meio ambiente, a natureza e o uso racional dos recursos naturais.
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Fonte: Una Escuela Sustentable Via: CicloVivo
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