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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

30 de nov de 2009

Palestra com Sergio Besserman Vianna, Economista e Ecologista, conselheiro da WWF-BR, Presidente da Câmara Técnica de Desenvolvimento Sustentável e Governança Metropolitana - RJ

Próxima Terça-feira 8 de dezembro - 19:00h - Escola de Artes Visuais do Parque Lage - Salão Nobre - R. Jardim Botânico, 414 - Ingresso - 1 lata de leite em pó a ser doada a ONG RENASCER.


25 de nov de 2009

Casa sustentável brasileira disputa prêmio na Europa


Uma casa em que o sol é a única fonte de energia para todas as atividades cotidianas dos moradores é o resultado de uma parceria entre seis universidades brasileiras. A casa, cuja construção deve começar ainda neste mês, em São Paulo, está entre os 19 projetos selecionados para a Solar Decathlon Europe, competição internacional entre universidades que acontecerá em junho de 2010, na Espanha.

O uso da energia solar e, também, a flexibilidade da construção contribuem para tornar sustentável o projeto das universidades brasileiras, batizado como Casa Solar Flex. Além de estar equipada para converter a luz do sol em energia e calor, a casa é projetada em módulos que permitem diferentes montagens a partir de uma mesma estrutura, adaptando a construção às condições ambientais locais.



A equipe brasileira responsável pelo projeto, chamada Consórcio Brasil, é formada por estudantes e professores de seis universidades do país (USP, UFSC, UFRGS, Unicamp, UFRJ e UFMG). Adnei Melges de Andrade, pesquisador do Instituto de Eletrotécnica e Energia (IEE) da Universidade de São Paulo (USP) e coordenador da equipe, conta que a ideia de unir as seis instituições de ensino surgiu quando o vice-reitor de relações internacionais da Universidad Politécnica de Madrid (UPM), José Manuel Páez Borrallo, apresentou aos brasileiros a competição Solar Decathlon Europe. “A intenção do professor Páez era a de que uma universidade brasileira se candidatasse. Considerando a complexidade do projeto e o custo financeiro elevado, decidimos de pronto trabalhar em consórcio”, justifica Andrade.

É a primeira vez que uma equipe da América do Sul participa de um Solar Decathlon, competição organizada pelo Departamento de Energia dos Estados Unidos desde 2002. No ano que vem, o evento ocorrerá na Europa também pela primeira vez, fruto de um acordo entre os governos da Espanha e dos Estados Unidos. Na competição entre universidades de todo o mundo, ganha o prêmio a equipe que apresentar a melhor casa auto-suficiente energeticamente, utilizando como única fonte a energia solar.
No projeto da equipe brasileira, a energia irradiada do sol é aproveitada de duas formas, como explica o arquiteto Miguel Pacheco, aluno de doutorado da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) e integrante do Consórcio Brasil. Por um lado, painéis solares - chamados painéis fotovoltaicos - transformam essa energia na eletricidade usada na casa. Por outro, coletores solares convertem a energia captada do sol em calor, que é usado para aquecimento da água doméstica utilizada, por exemplo, para banhos e na cozinha.
Além dos painéis em toda a superfície de cobertura da casa, foram projetadas placas solares móveis na fachada, como informa Yuri Kokubun, aluno de arquitetura da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e integrante da equipe. De acordo com o estudante, a estratégia foi adotada para otimizar o ganho de energia solar, considerando que a trajetória do sol é mais curta durante o inverno. As placas podem movimentar-se em função da diferença de insolação ao longo do ano ou do dia. Kokubun explica que, no caso de Madri, onde será a competição, elas podem ficar na fachada leste pela manhã e na sul à tarde, acompanhando o sol. Fora da competição (onde haverá uma rede interligada de energia), a auto-suficiência da Casa Solar Flex será garantida por baterias que acumulam toda a energia excedente gerada ao longo do dia. Nos períodos em que a geração for menor que o consumo, a casa utilizará essa energia acumulada. Se a energia solar é renovável e os sistemas precisam de pouca manutenção, por que as residências auto-suficientes não são adotadas em larga escala? Para Andrade, da USP, a perspectiva é que essas casas, com painéis fotovoltaicos, sejam de conhecimento da sociedade, já que o crescimento da população mundial levará a um maior consumo de energia, causando problemas de abastecimento. “Na medida em que os custos de sistemas fotovoltaicos baixem (e têm baixado), e na medida em que eletrodomésticos mais eficientes sejam utilizados e que haja consciência sobre o uso racional da energia elétrica, as casas auto-suficientes poderão ser viáveis em grande escala”, avalia o pesquisador. “Numa sociedade que se preocupa com o ambiente, já começam a surgir incentivos e leis para estimular o uso da energia solar”, completa.
O aproveitamento da energia que o sol irradia para a Terra tem amplo potencial de uso, na opinião de Pacheco, da UFSC. Ele lembra que o Brasil, por ser um pais tropical e equatorial, tem boas condições geográficas para esse aproveitamento. O arquiteto ressalta que o preço da geração fotovoltaica de energia elétrica diminuiu nos últimos anos, ao mesmo tempo em que cresceu a eficiência desses sistemas. “Para que a adoção em larga escala se torne viável, é necessário seguir o que está sendo feito no Japão, Estados Unidos e União Europeia: política de incentivo à instalação de sistemas fotovoltaicos e permissão para as residências venderem energia em excesso para a rede elétrica”, defende Pacheco, cuja pesquisa de doutorado tem como tema os chamados Edifícios de Energia Zero que, além de gerarem energia, repõem para a rede elétrica toda a eletricidade que importaram dela no período de um ano.
O projeto da equipe brasileira levou em conta também a chamada arquitetura bioclimática que, segundo Pacheco, usa o clima a seu favor para reduzir ao máximo a necessidade de sistemas artificiais de aquecimento e resfriamento. “Isso garante maior conforto ambiental, redução do consumo de energia e poluição e tem vantagens econômicas”, defende o arquiteto.
A casa possui uma estrutura comum - que contém instalações como geradores de energia, ar condicionado, eletrodomésticos e banheiro - à qual são acoplados módulos que permitem montagens diferenciadas. É possível construir modelos diversos de residência que, por exemplo, favoreçam a maior ou menor exposição solar e a escolha de paredes, coberturas e pisos para climas mais frios ou mais quentes, para que a casa se adapte às necessidades ambientais locais. Para exemplificar a flexibilidade do projeto, Pacheco contrapõe Curitiba e Amazônia. No primeiro caso, áreas grandes de janelas onde o sol incide no inverno frio esquentariam a casa, tornando-a confortável. E o projeto garantiria que, durante o verão, as janelas ficassem sombreadas, evitando aquecimento em excesso pela incidência direta do sol. Já na Amazônia, com calor e umidade o ano todo, as janelas seriam sempre sombreadas.
A decisão de projetar a casa em peças modulares levou em conta, também, a competição na Europa, como explica Kokubun, da UFRGS. A Casa Solar Flex será contruída na USP e depois levada para Madri. “Pensamos em uma casa que fosse transportável e de fácil montagem”, justifica o estudante. Ele conta que a situação influenciou, também, a definição do principal público alvo do projeto: o turista.
José Kós, professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) e um dos coordenadores do projeto, explica que a decisão sobre o público-alvo visa atingir um número grande de famílias, que passariam alguns dias nessa casa e poderiam buscar várias das tecnologias do projeto quando fossem construir suas próximas residências, com o objetivo de gerar menor impacto no meio ambiente. Para Kós, o mais importante é que o sistema informe aos usuários o que acontece na casa: a energia que ela produz e a quantidade consumida por cada equipamento, condições climáticas externas, condições de conforto na casa, temperatura da água armazenada e previsões climáticas, por exemplo. “Com isso, os usuários poderão tomar decisões sustentáveis e avaliar o impacto das mudanças de seus hábitos”, argumenta. Kós esclarece que o objetivo do projeto da Casa Solar Flex não é que ele seja viável em grande escala em curto prazo, mas que algumas soluções já poderiam ser adotadas em muitas residências brasileiras.
Kokubun, da UFRGS, conta que a premissa da sustentabilidade esteve presente em cada pensamento do projeto da equipe brasileira. “Isso pode ser visto em cada detalhe que projetamos para a Casa Solar Flex. Vai desde a escolha dos materiais mais adequados, como a madeira de reflorestamento, até os equipamentos utilizados, com menor consumo energético”, descreve o estudante.
A construção de moradias no país ainda é muito pouco sustentável, na opinião de Kós, da UFRJ. “Não é só o mercado da construção que precisa ser alterado. É imprescindível que os hábitos dos moradores sejam modificados e que, além disso, eles pressionem o mercado, buscando casas mais sustentáveis”, defende. Ele acredita no potencial do desenvolvimento de soluções sustentáveis para residências brasileiras. “Se considerarmos a grande quantidade de moradias construídas anualmente no país, e ainda assim, o elevado déficit habitacional brasileiro, além da energia despendida, os materiais utilizados, os dejetos produzidos e o impacto social de todas as pessoas envolvidas no processo de construção e uso de uma residência, podemos concluir que esta é uma das áreas com maior impacto positivo na direção de uma sociedade mais sustentável”, completa.
Fonte: http://www.comciencia.br/comciencia/?section=3¬icia=583


23 de nov de 2009

Alimentando uma casa com energia solar

Agora que temos nosso módulo FV, o que fazemos com ele? O que você teria que fazer para trazer energia para sua casa através da energia solar? Embora não seja tão simples como colocar alguns módulos no telhado, também não é tão difícil assim.

Primeiro de tudo, nem todo telhado tem a orientação ou o ângulo de inclinação adequado para tirar proveito da energia solar. Sistemas FV sem rastreamento no Hemisfério Norte devem apontar em direção ao sul (esta é a orientação). Eles devem ficar inclinados em um ângulo igual à latitude da área para absorver a máxima quantidade de energia o ano todo. Uma orientação e/ou inclinação diferente poderia ser usada se você quisesse maximizar a produção de energia para a manhã ou tarde e/ou, ainda, para o verão ou inverno. É claro que os módulos nunca devem receber sombra de árvores ou de prédios vizinhos, não importa a hora do dia ou a época do ano. Em um módulo FV, mesmo se apenas uma das 36 células estiver na sombra, a produção de energia será reduzida por mais da metade.
Se você tem uma casa com um telhado sem sombra e direcionado para o sul, você deve decidir que tipo de sistema você precisa. Isso é complicado porque sua produção de eletricidade depende do clima, o que nunca é completamente previsível, e sua demanda de eletricidade também pode variar. Estes obstáculos são bem fáceis de superar. Os dados metereológicos dão uma média mensal de níveis de raios solares para áreas geográficas diferentes. Eles levam em consideração as chuvas e os dias nublados, bem como a altura, umidade e outros fatores subentendidos. Você deve planejar para o pior mês para ter eletricidade o suficiente para o ano inteiro. Com esses dados, e sabendo sua demanda doméstica média (suas contas de serviços públicos informam a quantidade de energia que você gasta em cada mês), existem métodos simples para determinar exatamente quantos módulos você vai precisar. Você também vai precisar saber a voltagem do sistema, que você pode controlar decidindo quantos módulos deve cabear em série.
Você já deve ter percebido quantos problemas vamos ter que resolver. Primeiro, o que fazer quando o sol não sair? Certamente, ninguém iria querer ter apenas eletricidade durante o dia e apenas em dias claros. Precisamos armazenar energia, baterias. Infelizmente, as baterias aumentam muito o custo e a manutenção do sistema PV. Porém, atualmente é uma necessidade se você quiser ser completamente independente. Uma forma de contornar o problema é associar sua casa a uma rede de serviços públicos, comprando energia quando necessário e vendê-la quando produzir demais. Desta forma, o serviço público atua praticamente como um sistema de armazenamento infinito. O serviço público tem que concordar e, na maioria dos casos, comprarão a energia de você a um valor bem menor do que o preço de venda deles. Você também vai precisar de um equipamento especial para ter certeza de que a energia que está vendendo para o serviço público está sincronizado com o deles, isto é, se compartilha as mesmas formas de ondas e freqüência. A segurança também é um problema. O serviço público tem que assegurar que, se houver interrupção de energia em seu bairro, seu sistema PV não fornecerá eletricidade para as linhas que eles acham que estão inutilizadas. Isto é chamado de isolamento.
Se você decidir usar baterias, tenha em mente que elas precisarão de manutenção e substituição depois de alguns anos. A duração dos módulos PV deve ser de 20 anos ou mais, mas as baterias não têm um tempo de vida útil tão longo assim. As baterias nos sistemas PV também podem ser muito perigosos por causa da energia que elas armazenam e dos eletrólitos acidíferos que elas contêm, então você vai precisar de um lugar muito bem ventilado e não metálico para elas.
Embora muitos tipos diferentes de baterias sejam usados, a única característica que todas elas devem ter em comum é serem baterias de ciclo profundo. Diferentemente da bateria de seu carro, que é uma bateria de ciclo-baixo, as baterias de ciclo profundo podem descarregar mais a energia armazenada enquanto mantiverem uma longa vida. Para dar a partida no carro, as baterias descarregam uma grande corrente num período muito curto e, imediatamente, recarregam enquanto você dirige. As baterias PV geralmente tem que descarregar uma corrente menor em um período maior (como durante a noite toda), enquanto é carregada durante o dia.
As baterias de ciclo-profundo mais usadas são as baterias de chumbo (ambas seladas e ventiladas) e as baterias de níquel-cádmio. As baterias de níquel-cádmio são mais caras, mas duram mais e podem ser descarregadas mais por completo sem causar danos. Mesmo as baterias de chumbo de ciclo profundo não podem ser descarregadas 100% sem reduzir seriamente o tempo de vida e, geralmente, os sistemas PV são projetados para descarregar as baterias de chumbo não mais de 40 ou 50%.
O uso das baterias também requer a instalação de outro componente chamado controlador de carga. Elas duram muito mais se tomar cuidado para que não sejam sobrecarregadas ou descarregadas demais. É isso que o controlador de carga faz. Uma vez que as baterias estejam totalmente carregadas, o controlador não deixa que a corrente dos módulos PV continuem fluindo para eles. Também, uma vez que as baterias tenham sido descarregadas até certo nível, controladas pela medição de voltagem, muitos controladores de carga não permitirão que mais corrente seja drenada das baterias até que elas tenham sido recarregadas. O uso do controlador de carga é essencial para a vida longa da bateria.
Outro problema é que a eletricidade gerada por seus módulos PV (e extraída das baterias se você optar por usá-las) é uma corrente direta, enquanto que a eletricidade fornecida pela empresa de energia (e o tipo que todo aparelho em sua casa usa) é a corrente alternada. Você vai precisar de um inversor, um aparelho que converte a DC (corrente direta) para a CA (corrente alternada). A maioria dos grandes inversores também permitirão que controle automaticamente como seu sistema funciona. Alguns módulos PV, chamados de módulos CA, na verdade, já têm um inversor embutido em cada um, eliminando a necessidade de uma grande central inversora e simplificando os problemas de instalação elétrica.

                                
                      Esquema geral de um sistema FV residencial com armazenamento de bateria
Adicione ao “hardware” de montagem instalação elétrica, caixas de junção, equipamento de aterramento, proteção de sobrecarga, dispositivos de segurança para desconectar sistemas usando CC e CA e outros acessórios, assim, você terá seu sistema. As normas elétricas devem ser seguidas, e é altamente recomendado que a instalação seja feita por um eletricista licenciado e que tenha experiência com sistemas FV. Uma vez instalado, o sistema FV requer pouca manutenção (especialmente se nenhuma bateria for usada) e fornecerá eletricidade limpa e clara por 20 anos ou mais.

Se os fotovoltaicos são uma fonte tão boa de energia grátis, então, por que o mundo todo não usa energia solar? Algumas pessoas têm um conceito errado da energia solar. Enquanto a energia da luz solar é grátis, a eletricidade gerada pelos sistemas FV não é. Como você pode perceber, para se ter um sistema doméstico FV, muito equipamento é necessário. Atualmente, um sistema FV instalado vai custar em torno de US$9 por Watt. Para dar uma idéia de quanto custa um sistema doméstico, vamos considerar a Casa Solar (em inglês) - uma residência modelo em Raleigh, Carolina do Norte, com um sistema PV montado pelo Centro Solar local para demonstrar a tecnologia. É uma casa razoavelmente pequena e estima-se que seu sistema PV de 3,6 kW cobre cerca da metade da eletricidade necessária total (este sistema não usa baterias, é conectado à rede). Ainda assim, a 9 dólares por Watt, este sistema instalado custaria cerca de 32 mil dólares.
Esta é a razão pela qual o FV é geralmente usado em áreas remotas, longe das fontes convencionais de eletricidade. Hoje, ele não pode competir com os serviços públicos. De qualquer modo, os custos estão reduzindo à medida que a pesquisa está sendo feita. Os pesquisadores estão confiantes que o FV um dia terá um custo eficaz nas áreas urbanas bem como em áreas remotas. Parte do problema é que a fabricação precisa ser feita em larga escala para reduzir os custos o máximo possível. Entretanto, o tipo de demanda para o FV não existirá até que os preços caiam a níveis competitivos. É uma situação sem saída. Mesmo assim, a demanda e a eficiência do módulo estão constantemente aumentando, os preços caindo, e o mundo está se conscientizando cada vez mais dos problemas ambientais associados às fontes convencionais de energia, fazendo dos fotovoltaicos uma tecnologia com um futuro brilhante.
Fonte: http://ambiente.hsw.uol.com.br/celulas-solares2.htm

Plástico biodegradável é feito de milho


Professor do MIT abre fábrica de bioplástico – material que é degradado na natureza e pode ser produzido a partir do milho.

De acordo com Anthony Sinksey, do Massachusetts Institute of Technology, mais de 113 milhões de toneladas de plástico são produzidos no mundo por ano. O problema não está somente na fabricação, mas na poluição gerada com o descarte do material
Muito do plástico produzido vai parar nos oceanos, onde ele nunca se decompõe: só é quebrado em minúsculas partículas.

Como resultado de um trabalho de mais de 25 anos, no mês que vem o professor Sinksey e seu antigo aluno Oliver Peoples irão abrir a fábrica Metabolix, que usa tecnologia patenteada do MIT para fazer plástico de milho. A fábrica pretende produzir anualmente 50 mil toneladas de bioplástico, que será degradado no solo ou oceano.
Isso é apenas 1% do que somente os Estados Unidos produzem, mas espera-se que a indústria tenha potencial de crescimento. Segundo os cientistas, o mercado global de polímeros biodegradáveis gira em torno de 259 mil toneladas por ano, e deve dobrar até 2012.
O projeto teve início quando Peoples começou a seqüenciar o gene da bactéria R. eutropha no laboratório de Sinskey. Esse gene codifica uma enzima que permite à bactéria produzir polihidroxialcanoato (PHA) — uma forma natural de poliéster. Ela precisa apenas de luz do sol, água e uma fonte de carbono para sintetizar o material que utiliza para armazenar carbono e energia.
A ideia, a partir dessa descoberta, era aumentar a capacidade de produção da bactéria para que ela pudesse ser usada para fins comerciais. Em 1994 eles fundaram a Metabolix e utilizam desde então as patentes do gene sintetizador de PHA, tentando viabilizar a produção em larga escala.
No processo de engenharia metabólica desenvolvido por eles, diferentes genes de diferentes bactérias são incorporados na espécie E. coli, criando uma raça que produz PHA em níveis muito maiores que em bactérias naturais.
A nova fábrica em Clinton, Iowa, usa milho como ponto de partida para as bactérias, mas ela também pode funcionar com outros materiais, como celulose, óleo vegetal e cana de açúcar.
O uso de materiais agrícolas ajuda a reduzir a quantidade de petróleo utilizada para fazer plásticos tradicionais. Atualmente, segundo os pesquisadores, são necessários dois milhões de barris de petróleo por dia para fabricar plásticos.

Fonte: http://info.abril.com.br/noticias/tecnologias-verdes/plastico-biodegradavel-e-feito-de-milho-17112009-13.shl?2

21 de nov de 2009

Dicas Eco-Friendly

Dica 1:

Foi lançado em junho e chegou ao Brasil através da operadora TIM, o Samsung E1107 Solar.

O aparelho tem bateria com carregamento solar, que possui autonomia para até 10 minutos de conversa com uma hora de carga solar, rádio FM, viva-voz e alerta vibratório.

Dica 2:

Uma das formas de pensar sustentavelmente é buscar informações sobre a quantidade de energia consumida em casa.

Como conseguir essa informação? Passe a usar a calculadora criada por Furnas Centrais Elétricas que está disponível em www.furnas.com.br/simulador_consumo.asp. Com ela você pode saber quanto gasta com cada aparelho em casa e controlar o seu consumo.

Dica 3:

Como muitos já sabem, 50 milhões de toneladas de lixo eletrônico são geradas por ano no planeta e o destino costuma ser um aterro sanitário. Pensando nisso, organizações como a Fundação Pensamento Digital e o Comitê para Democratização da Informática (CDI) oferecem a opção do descarte consciente, assim os computadores e seus acessórios podem ter como destino a reciclagem. Para isso existem postos de coleta que podem ser localizados acessando http://www.pensamentodigital.org.br/  e http://www.cdi.org.br/

15 de nov de 2009

TIJOLOS ECOLÓGICOS LAPIN


Residência construída cm tijolo ecológico

01. Porquê os Tijolos LAPIN são chamados de Ecológicos?
Porque não passam pelo processo de queima, como acontece com os tijolos convencionais, evitando assim a derrubada de árvores para utilizar a madeira como combustível.

02. Os Tijolos Ecológicos LAPIN são também conhecidos como Tijolos Modulares. O que é isso?
Nos Tijolos Modulares o princípio de montagem é feito por módulos, possuindo medidas e formatos padrões, permitindo assim a precisão na aplicação e distribuição dos mesmos.

03. Porquê é mais barato construir com os Tijolos Ecológicos LAPIN, mesmo eles sendo mais caros que os tijolos convencionais?
A aplicação dos Tijolos LAPIN consorciada com outros técnicas construtivas (como o radier israelense, por exemplo) irá requerer uma estrutura mais otimizada para a descarga dos pesos de obra, reduzindo assim o custo de fundações para que possa ser realizada a montagem. Além disso, dada a uniformidade dos tijolos, os mesmos não irão requerer coberturas como emboço, reboco, chapisco etc., reduzindo o custo de acabamento da alvenaria. O tempo de edificação neste sistema também é muito reduzido, representado assim uma significativa redução de custos em mão de obra.

04. Porquê utilizando-se os Tijolos Ecológicos LAPIN alcança-se até 50% de economia na fase estrutural da obra?
Pela redução no custos de mão de obra nesta fase e pela eliminação de elementos estruturais tais como sapatas, baldrames, colunas, vigas e cintas em concretos armado.

05. Porquê construindo com os Tijolos Ecológicos LAPIN a casa dos seus sonhos pode ficar pronta em 45 dias, dependendo do seu projeto em 15 dias?
Devido principalmente à redução de tempo dispendida na fase estrutural e à velocidade de montagem dos tijolos (por serem encaixados). Além disso, a nossa técnica construtiva não requer massa de assentamento e garante a qualidade das fachadas externas pós-montagem, eliminando quase totalmente a perda de tempo de retrabalho e correções. Outro fator importante é que as instalações serão realizadas dentro dos furos já existentes nos tijolos fazendo com que já durante a montagem todas as instalações elétricas e hidráulicas sejam feitas simultaneamente.


Residência construída com tijolo ecológico

06. Porquê a qualidade dos Tijolos Ecológicos LAPIN destaca-se em relação à qualidade apresentada pelos concorrentes existentes no mercado?
Porquê a LAPIN mantém rigoroso controle de matéria prima, do processo de fabricação e da qualidade do produto final, atestada através de ensaios realizados no Instituto de Cerâmica Vermelha de 3 Rios (FIRJAN).

07. É necessário mão de obra especializada para construir com os Tijolos Ecológicos LAPIN?
Não. Contudo, são necessários conhecimentos básicos de construção. Durante a montagem, o montador deverá ter em mente a idéia de que cada tijolo aplicado será parte do acabamento total da alvenaria, fazendo-se necessária a limpeza e a organização de obra.

08. Existem restrições em relação ao tipo de solo para construir utilizando-se os Tijolos Ecológicos LAPIN?
Sim, mas são as mesmas restrições impostas à qualquer outra técnica construtiva. O excesso de umidade (alagados, charques , etc.) torna-se prejudicial à qualquer tipo de alvenaria. Recomendamos uma sondagem do solo e avaliação por técnico responsável para início da edificação.

09. Até quantos pavimentos pode-se construir utilizando-se os Tijolos Ecológicos LAPIN?
Sim, mas são as mesmas restrições impostas à qualquer outra técnica construtiva. O excesso de umidade (alagados, charques , etc.) torna-se prejudicial à qualquer tipo de alvenaria. Recomendamos uma sondagem do solo e avaliação por técnico responsável para início da edificação.

10. Quais são as formas e recursos que a LAPIN disponibiliza para assessorá-lo ao construir sua casa utilizando os Tijolos Ecológicos LAPIN?
A LAPIN oferece Orientação Técnica, Ensaios e Resultados Laboratoriais, Cartas contendo procedimentos e Manuais de Montagem, Palestras de Apresentação e, caso seja necessário, visita técnica no local da obra.






Embaixadores do clima em ação


Na semana passada, estudantes do ensino médio tiraram uma foto aérea da campanha 350 no gramado do senado brasileiro em Brasília para passar a mensagem da campanha – divulgado pela coordenadora do 350 no Brasil, Paula Collet.

Os adolescentes eleitos pelo British Council como embaixadores do clima, projeto que leva informação e ações de sustentabilidade para escolas públicas e privadas no Brasil, João Pedro Barbosa e Sofia Martins Carvalho, organizaram um grande 350 na frente do Congresso Nacional. Eles mobilizaram 200 estudantes para fazer parte desta ação, todos estavam muito animados e até pintaram a face com 350.
A mídia apareceu para cobrir o evento, apesar de não ter sido muito divulgado, os jovens fizeram questão de conversar com todos da imprensa sobre a importancia da mobilização dos jovens para assegurar seus próprios futuros.
O senador Sarney Filho, que representa há muito tempo o time que luta pelo meio ambiente, saiu do congresso e foi receber os estudantes, assinou a petição da campanha e ressaltou a importância da mobilização dos jovens.

Depois nesta semana no dia 3 de Novembro, João Pedro e seu grupo foram esperar na frente do local, onde o governo brasileiro estava reunido para discutir sua posição na COP15, encontro que definirá o futuro do Planeta. Quando a reunião acabou, João entregou ao ministro do meio ambiente, Carlos Minc, uma carta para o presidente Lula pedindo para que ele seja um líder e luta por um futuro seguro contra as mudanças climáticas e pelo 350ppm.

Mais informações acesse: www.350.org/pt

3 de nov de 2009

Uso sustentável de energia


Os prejuízos ambientais provocados por ações humanas tornaram-se uma das principais preocupações da sociedade atual. Com o objetivo de sensibilizar a população sobre a importância desse tema, a Pontifícia Universidade do Rio Grande do Sul (PUCRS) lançou, em setembro último, o projeto denominado Uso Sustentável de Energia (USE), que envolverá campanha de conscientização, capacitação de técnicos-administrativos e professores de todas as unidades acadêmicas, elaboração do Manual de economia de energia e de uma página virtual. A iniciativa inclui também uma série de projetos, como o do telhado verde, em que as tradicionais telhas para cobrir casas e edificações são substituídas por uma camada de vegetação.

O professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo (FAU) e membro da USE Márcio D’Avila adverte que determinar qual o melhor modelo de telhado a ser usado exige a análise de vários aspectos. “Estamos pesquisando diversas espécies de plantas”, conta. “É importante que elas resistam bem aos períodos de estiagem. As flores também são interessantes para atrair a fauna, como os insetos polinizadores (que aumentam a capacidade das plantas de se reproduzir com mais eficiência)”, diz, lembrando que o substrato (composição da terra), o nível de retenção da água da chuva e o peso que cada estrutura arquitetônica precisa suportar são outros itens a serem considerados.
Da telha para o telhado verde
Para mostrar quais os benefícios de substituir a telha comum pelo telhado verde, a Prefeitura Universitária, a Divisão de Obras, a FAU e o Museu de Ciências e Tecnologia (MCT) da PUCRS desenvolveram três protótipos, cada um deles com diferentes tipos de telhado: o verde, o de fibrocimento e o de zinco.
Segundo D’Avila, com o telhado verde, a temperatura interna da casa permaneceu mais constante. “A cobertura vegetal evita, por exemplo, o surgimento de ilhas de calor nos centros urbanos. Em dias quentes, geralmente evitamos permanecer em locais onde a superfície é composta por materiais que retêm o calor gerado pelos raios solares, como o asfalto, o concreto, entre outros. Já o telhado verde diminui essa retenção de calor”, compara.
Redução dos gastos de energia
Um dos objetivos do USE é reduzir os gastos com a energia elétrica no campus central da universidade. Para isso, o comitê responsável pelo projeto – formado pelas faculdades de Arquitetura e Urbanismo e de Engenharia, além da Prefeitura Universitária e da Divisão de Obras – verifica o consumo em todos os prédios. O diretor do MCT, professor Emilio Jeckel Neto, lembra que o telhado verde reduziu os gastos com o ar-condicionado, pela maior eficiência do equipamento em um ambiente com temperatura estável.
A pesquisa, iniciada em novembro do ano passado, envolve hoje um grande número de unidades acadêmicas. A previsão do comitê é que, nos próximos seis meses, as primeiras experiências com o telhado verde sejam estendidas a todos os prédios do campus.
Fonte: http://cienciahoje.uol.com.br/155517