Translate

Google Translate
Arabic Korean Japanese Chinese Simplified Russian Portuguese
English French German Spain Italian Dutch

Fale Conosco

- Deixe seu comentário ou envie um e-mail: celinalago@gmail.com
- Se desejar receber as novidades do site seja um seguidor que o envio é automático.
- A sua participação é muito importante. Só assim, unidos conseguiremos reverter o processo de destruição planetária pelo qual estamos passando e encontrar um equilíbrio saudável.

Muita Luz e Amor,

Celina Lago

16 de dez. de 2019

Companhia aérea troca descartáveis por copos comestíveis

Pense em uma mistura de farinha de trigo, açúcar, ovo e baunilha. Já temos a base para fazer um biscoito, correto? É mais ou menos isso que a empresa Twiice faz: biscoitos em forma de copos. A companhia aérea Air New Zealand decidiu investir no produto e já oferece aos passageiros os inusitados utensílios para servir café.
Segundo a fabricante, os copos não apenas são comestíveis como também gostosos. Com sabor predominante de baunilha, eles não vazam e resistem o suficiente para serem consumidos logo após a ingestão de um cafezinho quente ou de um gelado sorvete. Devido à natureza artesanal do produto, tamanhos e formas variam.
Quem não poderá usufruir dos biscoitinhos são os veganos, uma vez que a composição leva ovo e ainda pode conter vestígios de laticínios. Entre os planos da Twiice está a criação de uma xícara de chocolate e também uma versão sem glúten.

Sem plásticos nas alturas

A opção ecológica vai ajudar a Air New Zealand que serve, anualmente, oito milhões de xícaras de café. A companhia já havia empregado copos compostáveis a base de plantas, mas em busca do “lixo zero” tem testado outras soluções. Inclusive incentiva os viajantes a levaram seus próprios copos reutilizáveis.
Sendo a principal linha aérea da Nova Zelândia, a empresa afirma que conseguiu substituir 24 milhões de produtos plásticos descartáveis por alternativas de menor impacto ambiental no último ano.
Além dos copos, trocou pacotes plásticos individuais de molho por molhos servidos em utensílios reutilizáveis nas cabines Business Premier na América do Norte e Hong Kong. Garrafas descartáveis de água ​​foram removidas de voos regionais: livrando os aterros de receberem mais 460 mil garrafas.
Fotos: Twiice
Com as mudanças, o peso da aeronave também foi reduzido, o que impactará na diminuição das emissões de carbono em mais de 300 toneladas por ano -, de acordo com os cálculos da própria companhia. Esse último ponto é chave para discutir o setor aéreo e suas contradições inerentes ao setor, uma vez que em 2018 apenas a aviação civil respondeu pela emissão de 918 milhões de toneladas de dióxido de carbono.
Alguns esforços que vêm sendo testados pelo mundo:
Apesar da criação de copos e talheres comestíveis e/ou compostáveis não ser mais novidade, empregá-los comercialmente ainda é um desafio encarado por poucos. Lembre-se de outras soluções:
Fonte: Ciclo Vivo

10 de dez. de 2019

Casa com autonomia energética e resistente a enchentes é construída por estudantes










Uma casa moderna, aberta e flexível. Assim se apresenta um projeto de estudantes de arquitetura no Kansas, EUA. O grupo projetou e construiu duas residências “inteligentes” que agregam características tecnológicas e eficientes ambientalmente.
Anualmente, o país norte-americano é acometido por grandes enchentes. Além dos casos mais “corriqueiros” estima-se que o nível do mar poderá aumentar um metro até 2100 e, em um cenário mais preocupante, mais de dois metros. Neste sentido, arquitetos estão adaptando suas ideias em estruturas que possam resistir às mudanças climáticas. O projeto dos estudantes entra nesta lógica: casas flutuantes de vidro localizadas em uma planície de inundação, cujas bases são elevadas e o acesso se dá por rampa.
A água que cai da chuva, por exemplo, é canalizada por meio de canos subterrâneos e usada para as plantações nativas. Além disso, superfícies permeáveis garantem melhor absorção do volume de água.

Fotos: Corey Gaffer | Studio 804
Também dentro de cada residência foram instalados equipamentos de baixo fluxo com classificação WaterSense: programa dos EUA que reúne marcas preocupadas com o uso consciente da água. Ainda o aquecedor de água com bomba de calor possui o selo Energy Star – padrão internacional para o consumo eficiente. Luzes, persianas e termostatos podem ser controlados pelo telefone.
Em ambas as residências a entrada de luz natural é abundante, principalmente nos quartos. Mas, há também espaços com vidros que bloqueiam 80% da iluminação solar – uma escolha estratégica para controlar a temperatura interna.
Fotos: Corey Gaffer | Studio 804

Os vidros ainda garantem uma vista exuberante da vegetação ao redor, uma vez que as casas estão bem próximas de um parque local, o Brook Creek Park.
Outra economia energética se dá pelo uso de invólucro altamente isolado, sistema de ventilação eficiente e 18 painéis solares no telhado. Tudo foi feito para atingir o “Net Zero Energy”, ou seja, garantir que toda a demanda de energia seja suprido por sua própria produção. Com tantas soluções aplicadas para contribuir com a redução do uso de energia e água, não é à toa que o projeto ganhou a certificação máxima LEED Platinum.


Fotos: Corey Gaffer | Studio 804
Todo esse trabalho foi criado por meio do Studio 804, um estúdio de design de arquitetura desenvolvido pelo professor Dan Rockhill na Universidade do Kansas.
Fonte: Ciclo Vivo






Telhado verde com cisterna possibilita drenagem e reuso de água


O excesso de áreas pavimentadas, prédios e residências em áreas de baixa altitude e o acúmulo de resíduos sólidos contribuem para um cenário de enchentes e alagamentos nas cidades. Uma solução possível é amortecer e manter parte da água da chuva em cisternas.
Estas cisternas podem ser construídas nas coberturas de casas, embaixo de telhados verdes – outra solução da arquitetura para problemas ambientais como ilhas de calor, por exemplo. É esta combinação entre cisternas e telhados verdes que propõe o Sistema Azul e Verde da Ecotelhado, empresa especialista em infraestrutura verde e design biofílico.
No sistema convencional, a água da chuva escoa sobre telhas e passa pelas ruas e calçadas carregando impurezas.  Com a laje cisterna, ela é recolhida e utilizada para irrigação do próprio telhado verde e outros fins não potáveis, como descargas de sanitários e jardinagem.
Segundo o engenheiro agrônomo João Manuel Feijó, o sistema cumpre duas funções ao mesmo tempo: promove a drenagem urbana com o amortecimento da água da chuva e age como um purificador do ar. A estrutura retém partículas de impurezas que ficam sob as coberturas e realiza a troca do CO2 por oxigênio. Isso traz melhorias na qualidade do ar e, consequentemente, proporciona bem-estar às pessoas.
Outro ponto importante é usar o sistema para diminuir a temperatura interna do ambiente e garantir a eficiência enérgica, reduzindo uso de ar condicionado e gastos com energia.
“Telhados verdes, jardins verticais, horta urbana contribuem para o aumento de áreas verdes na cidade, diminuem a incidência de doenças respiratórias, estresse e depressão”, ressalta Feijó.

Como funciona

A água é retida através de uma estrutura colocada abaixo da vegetação do teto verde, formando uma bacia superior sobre a laje. Assim, o excesso de chuva infiltra para a bacia de amortecimento e, lentamente, a água passa pelo tubo inferior de menor diâmetro. Além disso, quando a intensidade da chuva aumenta, a água passa a escoar também pelo tubo superior.
“Vamos captar água, prolongar o tempo de escoamento para as ruas e podemos evitar enchentes. Com o sistema, é possível minimizar as ilhas de calor e problemas causados pela poluição”, acrescenta o engenheiro agrônomo.
Fonte: Ciclo Vivo