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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

16 de jun de 2010

Guia da construção verde: Decoração sustentável

Depois de mostrar como construir uma casa sustentável desde a sua fundação até o jardim, é hora de finalmente decorar o seu lar, doce lar. Mas não pense que a sustentabilidade pode ser deixada de fora nessa última etapa. Com escolhas inteligentes e conscientes é possível montar seus espaços sem abrir mão do charme e do conforto e causando menos impactos ao planeta.

Móveis antigos e de demolição


A primeira opção quando você pensar nos móveis de sua casa é buscar lojas que vendem objetos antigos e de demolição. Você pode reformar ou dar uma nova serventia para mesas, cadeiras, vidrais e o que mais encontrar nesses locais.

Além de evitar que peças cheias de história acabem no lixo, você deixa de comprar produtos novos – o que reduz todos os impactos causados pela produção, transporte, comercialização e descarte desses novos móveis.
Uma porta de madeira antiga, por exemplo, pode ser transformada em uma mesa na sala de jantar. Basta lixá-la e pintá-la e escolher as cadeiras certas para acompanhar. Já o vaso de mesa tradicional pode ser substituído por uma chaleira encontrada em uma loja de móveis antigos ou pela louça herdada da vovó.
Com criatividade e bom senso é possível descobrir verdadeiras raridades e ainda poupar o meio ambiente.

Madeira certificada
Mas se você faz questão de objetos novos, fique atento e só compre produtos de madeira com certificado FSC de procedência. Com isso você inibe o comercio ilegal de madeira e estimula que mais lojas revendam produtos certificados.
A certificação florestal garante que determinada empresa ou comunidade obtém seus produtos manejando sua área florestal segundo determinados princípios e critérios. Essa madeira pode vir tanto de plantações (conhecidas como “reflorestamentos”) quanto de florestas nativas manejadas.
Existem dois tipos de certificações. Um diz respeito ao manejo florestal e certifica que a floresta foi utilizada de acordo com os princípios e critérios do FSC. A outra é certificação de cadeia de custódia e assegura as indústrias que processam e vendem produtos florestais, rastreando a matéria-prima desde a floresta até o consumidor.

Materiais alternativos

Além da madeira, você pode optar por materiais alternativos e mais sustentáveis. Porcelanato e cerâmica reciclada, fibra natural, couro ecológico, bambu, ladrilhos hidráulicos, pneus reciclado, pastilhas de coco, fibras obtidas em garrafas pets, aço inoxidável e borracha reciclada são alguns exemplos.
Consulte seu arquiteto ou decorador e visite lojas e sites especializados para saber sobre novidades e tendências. Também se informe sobre os produtos antes de comprá-los e verifique os impactos que ele causa no planeta.

Artesanato e produtos de cooperativas

Outra opção é comprar produtos artesanais e de cooperativas. Geralmente feitos de forma sustentável e utilizando materiais naturais, esses objetos são produzidos por artesãos e trabalhadores de pequenas comunidades e ajudam a gerar renda para essas famílias.
Dessa forma, além de deixar sua casa bonita com tapetes, colchas e outros objetos decorativos, você estará investindo em micro-empresários e organizações sociais e ajudando a manter economias de pequenas comunidades.

Eletroeletrônico com selo Procel

Na hora da iluminação, prefira sempre lâmpadas de LED ou fluorescentes para complementar a luz natural. Embora as lâmpadas de LED tenham uma eficiência energética menor do que as lâmpadas convencionais e um custo superior, elas consumem menos energia e ainda oferece uma vida útil muito superior.
Já as lâmpadas fluorescentes podem substituir com vantagens a iluminação convencional, pois duram mais, consomem menos eletricidade e já estão disponíveis em vários formatos e nas cores branca e amarela. Essas lâmpadas já podem ser encontradas facilmente em todo o país.

Produtos de qualidade e durabilidade

Uma questão fundamental na hora de comprar móveis e objetos de decoração é optar por produtos de qualidade e durabilidade. Apesar de quase sempre serem mais caros, produtos de qualidade podem durar mais tempo – o que evita a necessidade de comprar um produto novo pouco tempo depois da primeira compra. Assim, você economiza dinheiro a médio e longo prazo e diminui sua pegada no planeta.
Mas claro que isso nem sempre é possível. Se for o caso, escolha ao menos alguns móveis da sua decoração e procure levar para casa aqueles que você sabe que poderá contar por muitos anos.

Tintas naturais

Quando for pintar os cômodos internos e as áreas externas da casa, opte por tintas ecológicas. Elas são formuladas com matérias-primas naturais, sem componentes sintéticos ou insumos derivados de petróleo. A pintura a cal ou com tintas feitas a base de água, livre de compostos orgânicos voláteis (COVs) são as mais utilizadas.
Ao contrário das tintas com COVs, que liberam hidrocarbonetos aromáticos, as tintas a base de água não agridem a camada de ozônio nem prejudicam a saúde de quem as manipula e o ambiente onde são aplicadas. Mas atenção, além de não conter COVs, ela não deve ter pigmentos à base de metais pesados, fungicidas sintéticos ou derivados de petróleo.
Também evite usar tintas em spray e adote rolos e pinceis. O spray dispersa parte da tinta no ar, o que pode causa problemas respiratórios e alergias.
Agora que você conhece todos os passos para construir uma casa sustentável, mãos a obra! Essas dicas podem fazer a diferença e tornar a sua morada um lugar mais saudável para sua família e para o planeta.

Lâmpadas incandescentes viram porta condimentos

A simplicidade é, muitas vezes, uma grande aliada das boas idéias. Prova disso é essa criação das estudantes de designer Annisa Fardan Nabila e Aulia Amanda Santoso. Elas transformaram lâmpadas incandescentes velhas em porta condimentos, como sal, canela e pimenta.
Assim, o material que iria para o lixo pode ser reaproveitado e acabou ganhando uma nova serventia. Além de reduzir a geração de lixo e evitar a compra de novos objetos para guardar os condimentos, a criação ainda garante um charme a mais em qualquer cozinha.


O projeto ainda é um protótipo e as criadoras não informaram se ele será comercializado. Mas você pode se inspirar na ideia e tentar fazer o mesmo em casa. Lembre-se apenas de descartar corretamente o material presente dentro das lapadas, como os filamentos de metal.
Certamente seria uma boa opção para substituir as lâmpadas incandescentes pelas fluorescentes e ainda evitar que elas fossem para o lixo.

Lâmpada de algas funciona com sopro

Designer usa nanotecnologia e fotossíntese para criar uma lâmpada viva, que funciona a base de algas.
A Latro (palavra latina para “ladrão”) precisa apenas de água, luz do sol e gás carbônico para funcionar.
A energia gerada durante o dia é armazenada em uma bateria e pode ser usada por horas a fio à noite. E para alimentar as algas basta soprar dentro da garrafa e preenchê-la com água.
O projeto de Mike Thompson é baseado em uma descoberta feita este ano por cientistas das Universidades Yansei e Stanford. Eles criaram uma técnica na qual eletrodos com 30 nanômetros de largura são inseridos em organismos fotossintetizantes (cloroplastos) de células de algas. Isso retira uma pequena corrente elétrica das algas quando elas realizam a fotossíntese.

Inseridas em uma lâmpada com um gargalo, as algas com os eletrodos produzem 0.6 milliamperes por centímetro quadrado. As celulas estão conectadas umas às outras e ligadas à uma bateria central. Para que armazenem energia, ela devem ser tratadas – como explica o designer – da mesma forma que um animal de estimação: precisam de alimentação e cuidados.
As etapas são bem simples: manter sempre o reservatório com água (colocada por meio de uma abertura lateral), colocar o jarro no sol e fornecer CO2. Esta última etapa é feita simplesmente soprando na abertura principal.
Em contato com o sol, as células sintetizam alimento usando CO2 e água. Um sensor de monitora a intensidade de luz, permitindo a passagem para os elétrons somente quando o nível atingir determinado limite (o que garante que as algas não serão mal-nutridas).

Fonte: Eco4planet