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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

13 de dez de 2017

Australiano transforma espaço de 60 m² em fazenda urbana

A plantação no quintal produz anualmente 70 quilos de vegetais e 161 quilos de frutas.23 de novembro de 2016 • Atualizado às 09 : 40

“As pessoas não têm noção do que é possível fazer em espaços pequenos." 

A agricultura urbana é uma das soluções para garantir a segurança alimentar no mundo. Este é o pensamento do permacultor australiano Geoff Lawton. Como um dos grandes incentivadores do plantio em pequenos espaços, ele mostra que é possível produzir diversos tipos de alimentos em áreas muito pequenas. Para provar a eficiência deste conceito, o especialista mostrou o exemplo criado por um de seus alunos, que produz centenas de quilos de frutas, legumes e ervas medicinais em sua própria residência.

Angelo Eliade é um farmacêutico que vive na cidade de Melbourne, na Austrália. Estudante de permacultura, ele levou quatro anos para transformar um jardim comum em uma verdadeira fazenda urbana. Externamente a casa é exatamente igual às residências vizinhas, com um pequeno gramado à frente. No entanto, ao abrir o portão, o que se vê é um terreno altamente fértil espalhado por apenas 60 metros quadrados.

“Você pode transformar qualquer propriedade, de qualquer situação para a absoluta abundância”, explica Lawton. A casa em Melbourne comprova isso. No quintal de Eliade são produzidos anualmente 70 quilos de vegetais e 161 quilos de frutas. Entre as opções estão: limões, maçãs, figos, cereja, pêssego, uva, banana, feijão, pepino, batata, alface, cenoura, alho, cana-de-açúcar, entre outras coisas. 

O farmacêutico explica que não é necessário ter um conhecimento profundo do assunto ou ser um especialista para começar a plantar. No entanto, é preciso se interessar pelo tema para entender o funcionamento e a relação entre as espécies e o solo.

Uma das principais dicas do australiano consiste em manter sempre a variedade na produção. Mesmo plantando em um espaço pequeno, é possível ter muitas espécies diferentes crescendo juntas. Atentando às características de cada uma delas, é possível planejar onde serão plantadas para que uma ajude a outra a se desenvolver melhor.

Ele ainda lembra que nada do plantio deve ser descartado. Os resíduos do cultivo são excelentes para serem aproveitados como adubo orgânico, oferecendo mais nutrientes para manter o solo sempre saudável. Segundo ele, a principal diferença entre ter um jardim comum e um sistema deste tipo é que a natureza passa a controlar o ambiente sozinha, o que traz inúmeros benefícios à biodiversidade local. Outra prática do permacultor é utilizar a água da chuva captada em seu telhado para irrigar seu jardim.


O projeto do australiano começou há quatro anos, com a ajuda de Geoff Lawton, desde então, Eliade percebeu algumas mudanças importantes em sua vida, principalmente relacionadas à sua própria saúde. Ele diz que passou a ter hábitos e um estilo de vida muito mais saudáveis, além de saber exatamente o que está comendo e ter a certeza de que os alimentos não estão contaminados com agrotóxicos e pesticidas.

“As pessoas não têm noção do que é possível fazer em espaços pequenos. Isso pode acontecer em qualquer lugar, basta entender o potencial e o funcionamento”, explicou Lawton.

O permacultor disponibiliza gratuitamente em seu site vídeos educativos que ensinam os conceitos de permacultura e direcionam as pessoas interessadas em iniciarem seus próprios plantios. Clique aqui para acessar a página e ter mais informações.

Por Thaís Teisen 
Fonte: CicloVivo

12 de dez de 2017

Casa na Colômbia feita com sacos de terra mantém ambiente naturalmente fresco

Construída pelo arquiteto colombiano Jose Andres Vallejo, a casa foi feita no sistema superadobe.21 de novembro de 2017 • Atualizado às 15 : 40

A forma orgânica arredondada de La Casa Vergara foi criada através do empilhamento de uma série de sacos de terra tubulares. | Foto: Jose Andres Vallejo


La Casa Vergara é uma residência em forma de cúpula construída com o sistema bioconstrutivo ‘earthbag’ que utiliza sacos de terra (ou sacos de areia) na construção.

Construída em Bogotá em 2011 pelo arquiteto colombiano Jose Andres Vallejo a residência usa a terra tradicional para criar uma residência naturalmente fresca com um impacto ambiental suave. Coberto com acabamento de concreto, a construção de terra não é apenas rentável, mas também resistente a terremotos e alagamentos.


O edifício emprega uma prática antiga que foi recentemente atualizada para projetar casas mais modernas. Vallejo construiu a casa usando o sistema chamado superadobe, que foi originalmente inventado pelo arquiteto iraniano Nader Khalili e usa três elementos principais para criar espaços de vida flexíveis – terra, sacos tubulares e arame farpado. Com apenas US $ 28 por metro quadrado, o baixo custo é complementado por seu suave impacto ambiental, tornando-se uma solução arquitetônica promissora para áreas de baixa renda.

A forma orgânica arredondada de La Casa Vergara foi criada através do empilhamento de uma série de sacos tubulares repletos de terra. Com o uso de uma moldura de madeira, o formato exterior foi construído com sacos de tamanhos variados em formato de cúpula, bem como uma sala retangular adjacente.


Os sacos foram cobertos com uma mistura de cimento por dentro e por fora para selar e proteger contra a umidade, juntando. Os quartos foram acabados com vigas expostas de madeira sustentável, bem como uma série de claraboias para fornecer iluminação natural ao interior.

Uma vez pintada, a estrutura de terracota parece uma casa moderna, proporcionando uma solução sustentável para habitação que pode ser personalizada com interiores exclusivos.

Ficou inspirado? Que tal construir uma casa usando um método semelhante chamado ‘earthbags’? Clicando aqui você encontra todo o passo a passo.

Fonte: CicloVivo

11 de dez de 2017

10 perguntas que você sempre quis fazer sobre casa container


Acabaram as férias. Aproveitamos bastante – e ainda temos mais dias para aproveitar o descanso do trabalho convencional -, mas o blog não podia ficar mais tempo sem atualização, não acham? Se bem que os demais canais (não nos segue neles ainda? Aff) continuaram sendo atualizados, principalmente o Instagram e o Facebook.

E sabem o que mais não deixou de ser atualizado? A caixa de e-mails com diversas perguntas sobre casas containers. O tema é novo no Brasil e por isso normal que as pessoas tenham dúvidas sobre esse tipo de construção.

Já antecipo que, apesar do container, todo o resto é basicamente igual a qualquer outra construção: aberturas, pisos, coberturas etc.

Mas, para acabar de vez com as perguntas mais comuns sobre o tema, pedi para minha arquiteta (que está fazendo minha casa container), Livia Ferraro, da Ferraro Container Habitat, esclarecê-las. Afinal, ainda que eu pesquise o tema, nada melhor do que uma profissional do gabarito dela para sanar todas as dúvidas.

Com a palavra, a profissional especializada no tema:

A Arquitetura sempre foi concebida a partir de princípios básicos como a estaticidade, a estabilidade e a durabilidade. As vertiginosas mudanças econômicas, sociais e culturais de hoje solicitam novas alternativas de planejamento espacial fundamentadas em conceitos como a mobilidade, a flexibilidade, a mutabilidade, a instantaneidade, a criatividade e a reciclagem.

No Brasil ainda predomina o sistema construtivo da alvenaria convencional: um sistema artesanal com mão de obra altamente desqualificada, alto consumo de energia e desperdício de materiais. Apesar deste panorama, já surgem algumas iniciativas visando à mecanização e à minimização do impacto ambiental que estes processos acarretam.

Surge então uma nova tendência nesta década: a utilização de containers marítimos como matéria prima para uma construção modular, mais prática e instantânea.

Esta unidade construtiva atende perfeitamente quando consideramos a necessidade atual de minimização do impacto ambiental. As “Containers Cities” que as regiões portuárias brasileiras se tornaram configuram imensos depósitos de containers sucateados a céu aberto e representam o potencial adormecido que temos em nosso país e que não se pode ignorar. Itajaí, cidade catarinense localizada a 90km de Florianópolis é hoje uma das principais regiões no país com este cenário. A apropriação deste material visa dar destino correto a estes containers e melhorar a auto-estima desta população, que passa a enxergar o que antes era visto como lixo em um enorme potencial de negócios.

Excelente como matéria prima, uma obra com containers diminui significativamente a produção de resíduos, reduzindo de 30% (em obra convencional) para 1% de desperdício. São três caçambas de entulho contra um saco de lixo, comparativamente. O container reefer, adotado neste projeto, é um material altamente resistente, produzido com aço cortain, alumínio e um isolante térmico bastante eficiente. Foi projetado para o transporte naval e para receber água salgada diariamente. Sua fácil manutenção garante a durabilidade por gerações quando em terra firme.

Os custos de obra deste sistema são similares aos de uma construção convencional, porém com algumas vantagens: por se tratar de uma “caixa pronta”, a arquitetura modular a partir de containers representa uma obra muito mais rápida. A economia que uma obra neste sistema pode gerar vem, portanto, do tempo reduzido desta construção: uma obra finalizada em menos tempo retorna mais rápido o seu investimento.

Um sistema mais mecanizado onde se envolvem empresas especializadas e não uma mão de obra desqualificada resulta em uma maior previsibilidade de orçamento, evitando gastos desnecessários ou surpresas no orçamento.

Por se tratar de uma estrutura mais leve que a alvenaria, reduz significativamente a carga nas fundações, otimizando desta forma o direcionamento dos custos dentro da obra.

Outro fator economicamente favorável é de ordem conceitual: por se tratar de algo inovador e sustentável, uma edificação em containers gera uma mídia espontânea bastante intensa, favorece a disseminação da proposta e se torna um marco para o local onde se insere.

10 perguntas que todo mundo sempre faz:

1. Não esquenta?

Utilizamos os containers do modelo Reefer, usados para transporte de carga refrigerada. Já vem com um isolamento de fábrica altamente eficiente, dispensando o uso de ar condicionado.

2. É mais barato?

O valor final de uma obra em container se equivale ao de uma construção convencional, com algumas vantagens.[O barateamento vai depender dos demais materiais utilizados e utilização de produtos alternativos]


3. E quanto à durabilidade?

O container é um material projetado para transporte marítimo em condições bastante adversas. Em um terreno, se feita a manutenção adequada, pode durar gerações.

4. No caso de um raio atingir o container, por ser uma caixa metálica, existe algum risco?

Um container funciona pelo mesmo princípio da Gaiola de Faraday: um condutor, quando carregado, tende a espalhar suas cargas uniformemente por toda a sua superfície. Se esse condutor for uma esfera oca, por exemplo, os efeitos de campo elétrico criados no interior do condutor acabam se anulando, obtendo assim um campo elétrico nulo. É o mesmo princípio dos aviões e dos carros, contrariando o pensamento popular de que são os pneus que fazem essa proteção.


5. E se o container transportou material tóxico ou radioativo?

Antes da compra, é pesquisado o histórico de cada container. Este histórico indica o tipo de carga e os itinerários de cada unidade. Também é solicitado um laudo, emitido pelo serviço público federal no próprio porto antes que o container seja liberado. Este laudo atesta que o container está livre de qualquer resíduo ou radiação.

6. O material do container é inflamável?

A camada isolante de poliuretano se localiza no interior entre as chapas metálicas interna e externa do container, permanecendo completamente isolado. O poliuretano utilizado é anti-chamas.


7. Não vou me sentir oprimido dentro de um container, como em uma lata de sardinhas?
Por se tratar de um espaço compacto, surge o desafio de trabalhar bem a ergonomia e conforto deste espaço. O mobiliário projetado de forma a ser eficiente, os revestimentos aplicados e a cobertura vegetal aliados aos recortes nas chapas para favorecer a ventilação, a iluminação e a circulação são recursos utilizados para a “humanização” deste material, fazendo com que se torne um espaço bastante confortável, apesar de compacto.

8. Como é feito o transporte e instalação?

Por se tratar de um material que possui dimensão padrão para transporte, pode ser transportado através de caminhão ou navio. Chegando ao local de instalação é necessário um guindaste ou caminhão munk para retirá-lo do caminhão e colocá-lo no chão. A fundação é bastante simples por conta do peso reduzido de um container com relação à alvenaria e dependendo das condições do terreno, bastam blocos de concreto para apoiá-lo.

A partir daí, são feitos todos os cortes nas chapas, as instalações hidro-sanitárias e elétricas (que podem ser embutidas ou aparentes) e os acabamentos como piso, pintura, conexões entre módulos. É um processo bastante simplificado e rápido.


9. É seguro contra roubos?

O container é produzido com um aço altamente resistente. Suas portas originais são projetadas a fim de manter o módulo estanque, quando fechado. Para abri-lo é necessário um maçarico. Na instalação os containers são afixados na fundação, evitando que possam ser transportados a qualquer momento.

10. Quais são as características do container Reefer?

– Painéis e portas em aço inoxidável, evitando corrosões.

– Os painéis externos podem ser em alumínio ou aço, dependendo do modelo.

– O isolamento térmico é feito com poliuretano de alta densidade na espessura de 10cm.

– O piso é uma grelha em alumínio, permitindo um colchão de ar abaixo do piso instalado.

– Suportam até 35.000kg de carga/ Tara de 4.000kg