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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

18 de ago de 2017

O que são Sistemas Solares Passivos?


Os Sistemas Solares Passivos são os sistemas utilizados para captar e acumular o calor da energia solar diretamente. São chamados passivos porque não tem nenhum dispositivo eletro-mecânico para recircular o calor, isso acontece por conta dos princípios físicos básicos de condução, radiação e convenção de calor.

Conheça diferentes estratégias:

Ganho Direto – O sistema mais simples que consiste na captação de energia do Sol através de vidros que permite que o calor entre e impedem que o calor saia. Estas janelas devem ser dimensionadas e orientadas de acordo com a orientação em relação a trajetória solar e tipo de uso do ambiente.


Muro Trompe – Um muro construído com tijolos e concreto, pintado de preto. Para melhorar a captação, instala-se uma superfície de vidro para que produza o efeito invernadeiro. O vidro permite que a luz do Sol atravesse e o muro aqueça, emitindo raios ultra violetas que não podem atravessar o vidro. Por esse motivo a temperatura se eleva no Muro e na camada de ar existente entre o muro e o vidro. Podem ser instalados furos embaixo e em cima para que o ar entre diretamente da camada de ar aquecida ao ambiente.

Invernadero – Neste caso o espaço entre o muro e o vidro é habitável, fazendo com que sejam diminuídas as perdas de calor do interior ao exterior.

Estanques Solares – Em algumas regiões é possível usar a superfície teto para acumular calor porém é necessária a instalação de dispositivos móveis para não deixar que o ar escape durante a noite.

Coletores solares – É um sistema mais complexo que, através de uma camara de vidro fechada, posicionada na fachada ensolarada, capta o calor no ar ou na água e esse calor é transferido para uma camada abaixo do piso através de um sistema de serpentina. Aquecendo o ambiente naturalmente.


Fechando o Ciclo na Construção


Um edifício, além de ser uma estrutura física composta por elementos distintos, também é uma espécie de “máquina viva”, onde as pessoas desenvolvem suas atividades diárias, os eletrodomésticos consomem energia e a temperatura deve se regular.

Os impactos que eles produzem sobre o meio ambiente são muito variados, e os problemas existentes causados pelos processos relacionados a construção são inúmeros, como o aquecimento global, a redução da camada de ozônio, a perda dos habitats naturais e da biodiversidade, a erosão dos solos e a liberação de contaminantes tóxicos.

Os fatores que influenciam em um edifício, durante as fases de sua vida útil, se estabelecem durante os processos de projeto e construção. Por tanto, as decisões tomadas nesses momentos determinam o consumo de recursos e energia durante as etapas futuras. Logo, os aspectos que devem ser levados em conta se agrupam em cinco categoriais principias, sendo elas o controle de consumo de energia, o consumo de materiais, o consumo de água, a gestão de residuos e o controle de ruídos.

Uma abordagem útil seria projetar o futuro edifício como uma nova entidade, viva e saudável, criando uma parte integrante do local, de modo que os sistemas sejam um ciclo fechado e sustentável.
Fonte: Ecoeficientes

6 de ago de 2017

Holanda cria vila minimalista, colorida e repleta de verde para moradores em situação de rua

Foto: Divulgação/Estúdio Elmo Vermijs

Para quem vive muito tempo na rua, adaptar-se novamente a viver numa casa, junto com outras pessoas, dividindo espaço e compartilhando regras, nem sempre é uma tarefa fácil. Para ajudar essas pessoas no processo de adaptação, a iniciativa Trudo Housingcorporation, em parceria com o estúdio de arquitetura Elmo Vermijs, projetou uma vila minimalista para abrigar aqueles que saem das ruas.

O espaço é composto por diversas casas coloridas, com grandes janelas que propiciam a entrada de luz natural e muito verde no entorno. No chão, ainda há caminhos que levam de uma moradia para outra. Tudo para despertar nessas pessoas que viviam em situação de ruao senso de pertencimento em comunidade, mas sem que sintam que estão abrindo mão de sua individualidade e/ou liberdade. Bacana, não?

O inquilino que ganha uma casa na vila não tem prazo para sair – pode ficar até se sentir pronto para mudar para uma residência “mais convencional”. Mas precisa ajudar a comunidade com os gastos. Para barateá-los ao máximo, as casas foram construídas em modelo minimalista e equipadas com sistema de geração de energia fotovoltaica, a fim de eliminar os gastos com eletricidade.

Rodeado de tanto cuidado e humanidade, fica muito mais fácil vencer essa etapa tão difícil que é a saída das ruas!

28 de jul de 2017

Casa pré-fabricada com eficiência energética pode ser construída por 2 pessoas

Foto: Ecokit

Designers australianos estão propondo habitações alternativas para quem sonha com um lar para chamar de seu. A proposta é obter pequenas casas pré-fabricadas eficientes energeticamente e que podem ser montadas por somente duas pessoas e em poucas semanas.

Desenvolvido por dois jovens, o projeto é chamado de Ecokit. Trata-se de uma casa modular, construída com painéis com isolante térmico, materiais ecológicos e equipado com energia solar. Parece um sonho energético compactuado em uma mini residência.

O kit para a montagem da casa pode ser feito pelo próprio morador, no estilo DIY (Sigla em inglês para Faça você mesmo), ou contratando um profissional. “É acessível, versátil, fácil de montar, gasto zero de energia, custos operacionais mínimos e menor impacto ambiental. É a alternativa real (e legal) às construções convencionais. A casa destina-se a aproveitar as fontes de energia renováveis – sendo gentil com nosso meio ambiente e o seu bolso – imagine uma vida sem contas de energia”, afirmam os criadores do projeto no site Indiegogo.

Por meio do site de financiamento coletivo, veja aqui, os idealizadores buscam obter os recursos para completar as documentações e certificações necessárias para levar o produto ao mercado.


Fonte: CicloVivo

Arquitetos suecos divulgam projeto e passo a passo de horta esférica urbana

Para construir basta cortar a madeira e seguir as instruções.

The Growroom é uma grande horta esférica com diversos níveis. | Foto: SPACE10

O SPACE10, um laboratório e centro de exposições no centro de Copenhague, juntamente com os arquitetos Sine Lindholm e Mads-Ulrik Husum, decidiram divulgar e liberar os direitos autorais e de produção de um jardim comestível com design inspirador. O chamado The Growroom é uma grande horta esférica com diversos níveis e foi projetado para produzir alimentos suficiente para uma vizinhança.

A missão do laboratório SPACE10, que tem a gigante IKEA como um de seus colaboradores, é investigar o futuro da vida urbana através da detecção de grandes desafios que irão impactar as pessoas em uma escala global e explorar possíveis soluções. O projeto para construção e o passo a passo para instalação foram liberados por eles na esperança que pessoas ao redor do mundo invistam seu tempo e recursos para criar, pelo menos, uma horta esférica por bairro.

Foto: SPACE10

As ferramentas necessárias para criar o jardim esférico incluem madeira compensada, martelos de borracha, parafusos e muita paciência para seguir as instruções, compostas de 17 etapas. Para iniciar a construção basta o interessado baixar os arquivos necessários para cortar as placas de madeira compensada. As instruções de montagem são gratuitas e online e fornecem todas as informações necessárias etapa à etapa.

De acordo com o laboratório de design, já existem planos para construir The Growrooms em diversas cidades do mundo, como Taiwan, São Francisco, Helsinque e até mesmo no Rio de Janeiro.

“Os alimentos produzidos localmente representam uma alternativa séria ao modelo alimentar global. Reduz as distâncias alimentares, a nossa pressão sobre o meio ambiente e educa os nossos filhos de onde os alimentos realmente provêm… O desafio é que a agricultura tradicional ocupa muito espaço e o espaço é um recurso escasso em nossos ambientes urbanos”, diz o escritório dinamarquês.

Clique aqui para acessar o passo a passo.

Fonte: Ciclo Vivo

Curso online e gratuito sobre ecodesign de cidades é oferecido por universidade canadense

Serão apresentados exemplos que podem ser adotados em qualquer comunidade.



O crescimento desordenado das cidades resultou em diversos problemas urbanos. Mas é possível repensar diversas práticas e é bom esse desafio que a conceituada University of British Columbia, do Canadá, lançou um curso online e grátis sobre ecodesign de cidades.

A instituição acredita que a concepção ecológica significa integrar o planejamento, o design urbano e a conservação de sistemas naturais para produzir um ambiente sustentável. A proposta é mostrar como a ecologia pode orientar o design para evitar desastres ambientais e melhorar a vida das pessoas. Tudo isso usando exemplos reais.

Além de abordar projetos de destaque em grandes cidades (como Estocolmo, Vancouver e Manhattan), também serão dados exemplos de pequenas ações que podem ser adotadas em qualquer comunidade. “As cidades e bairros construídos de acordo com os princípios do ecodesign podem e devem se tornar normais, em vez de serem apenas alguns exemplos especiais”, afirma a descrição do curso.

As aulas não só vão apresentar exemplos reais e bem-sucedidos como também prometem ensinar as ferramentas necessárias, os processos e as técnicas de desenvolvimento e implementação de políticas. Veja aqui como se inscrever.

Fonte: CicloVivo

30 de jun de 2017

Décor gringa: a robusta Casa Domo

A casa da madeira criada pelo britânico Timothy Oulton extrapola os limites do design. É livre de colunas e pilares, prima pela sustentabilidade e tem uma decoração minimalista que favorece o relaxamentoA inspiração foram os domos, presentes em diversas construções, dos iglus ao panteão grego. As paredes arqueadas criam a atmosfera de calma nos 160 metros quadrados de área útil. Fotos: Timothy Oulton Design / Divulgação

A Casa Domo, edificação de madeira projetada no sul da China pela Timothy Oulton Design, é o paraíso dos designers. Afinal, foi feita sob medida para os profissionais da área de uma empresa da redondeza. O espaço principal, concebido na forma de um domo, é um local comunal para os designers se reunirem para dialogar e criar.

No entorno da casa, estão localizadas outras sete residências redondas, com quartos e banheiros. Como explica o próprio Oulton, o ambiente de criação é decisivo para as ideias: quanto mais relaxante e criativo, mais as ideias fluirão.

A habitação levou alguns anos para ficar pronta, pois exigiu o desenvolvimento de técnicas construtivas novas. Isso porque os responsáveis pelo projeto quiseram eliminar as colunas e os pilares da estrutura. Confira nas fotos como ficou o resultado.

A casa seguiu o modelo alemão de construção sustentável, também chamado de passivhaus (casa passiva), que tem como uma de suas metas o menor consumo energético possível. No total, foram utilizados 70 paineis de madeira para formar a residência com 6,5 metros de altura

O espaço é flexível: os ambientes do primeiro piso são integrados, o mobiliário é solto e a escada central em espiral leva ao mezanino

Cozinha de aço e mármore escuro que abraça as paredes curvadas. Destaque para a iluminação intimista em harmonia com a luz natural

A construção foi pensada para interferir minimamente no ambiente. Além da casa domo, foram construídas sete residências redondas menores

A entrada remete à arquitetura tradicional chinesa com um portal circular de concreto e um caminho ladeado por bambus e árvores frutíferas

Pátio interno que liga as outras casas redondas criadas para a vila

O exterior de uma das casas circulares

Banheiro de uma das casas redondas adjacentes: revestimento em mármore e pastilhas, e concreto aparente

Quarto de uma das casas redondas menores: concreto aparente e madeira com toque minimalista

Domo Geodésico - Forma Perfeita de Buckminster Fuller


O Domo Geodésico. A forma que Richard Buckminster Fuller estudou e tornou conhecida pela sua extrema resistência estrutural. Dizem que ele passou por experiências traumáticas em sua vida e que pensou em se suicidar. Mas ao invés de tirar a vida, passou a dedicar-se a estudar soluções. Como ele mesmo definiu em suas palavras em fazer de sua existência dali em diante 

“(…) um experimento, descobrir como um único indivíduo pode contribuir para mudar o mundo e beneficiar toda a humanidade.”

Na área de arquitetura, o Domo Geodésico, além da facilidade de uso, se caracteriza pela:

Resistência aos ventos, tormentas e neve.
Resistência Estrutural
Coleta de energia solar passiva - sendo um concentrador de luz e calor
Economia para construção
Melhor facilidade de ventilação e distribuição de calor interno

Uma estrutura relativamente simples que pode ser construída por pessoas leigas com alguma instrução a respeito e que pode ter uma espaço interno super agradável. 


Uma alternativa interessante que tanto pode resultar em uma estufa, um abrigo de férias ou edificações maiores e mais complexas. São versáteis e de fácil montagem como mostra o vídeo abaixo.


Um homem interessante o seu Buckminster Fuller. Fez das suas experiências amargas de vida um combustível para estudar melhorias para outras vidas. Estudou a natureza e como ela se comportava para achar soluções. Teve uma visão sustentável de vida e mundo bem antes dos demais. Conseguiu 28 patentes, escreveu 28 livros, recebeu 47 títulos honorários.

Domo na Floresta from Diogo Coneglian on Vimeo.


“Procurar por princípios que governem o universo e auxiliar a evolução da humanidade de acordo com os mesmo… Encontrar meios de fazer mais com menos, para que todas as pessoas de todos os lugares possam ter mais e mais” 
Buckminster Fuller

Veja aqui um acervo digital com seus artigos. Via: Elenara Leitão

29 de jun de 2017

Casa gera sua própria energia, reaproveita toda água e produz alimentos

Além de ser sustentável, o projeto pretende questionar os custos das moradias nas grandes cidades.14 de março de 2017 • Atualizado às 11 : 33

O protótipo, desenvolvido para um concurso internacional, foi feito com materiais sustentáveis e sistemas eficientes para a produção de energia e uso da água. | Foto: Divulgação


O protótipo, desenvolvido para um concurso internacional, foi feito com materiais sustentáveis e sistemas eficientes para a produção de energia e uso da água. A casa é coberta com painéis solares, que garantem toda a energia necessária para o seu funcionamento, o que inclui iluminação, eletrodomésticos, eletrônicos, ar-condicionado e o abastecimento de um carro elétrico.

Imagem: Divulgação

Para reduzir o consumo de eletricidade, os estudantes acrescentaram um sistema de aquecimento solar de água e uma bomba de armazenamento. Aliás, o projeto leva a água extremamente a sério, com soluções que evitam todos os tipos de desperdício.

Uma cisterna capta a água da chuva, que passa por um sistema de filtragem, tornando-a potável, enquanto a água cinza também passa por um tratamento e é usada na máquina de lavar, pia, chuveiro, irrigação e abastecimento do sistema aquapônico para a produção de alimentos.
Imagem: Divulgação

A aquaponia é um sistema que associa o cultivo de plantas à criação de peixes. Este modelo é tão eficiente que pode economizar até 90% de água em relação ao plantio tradicional. Por ser totalmente fechado, ele ainda evita o descarte de efluentes no meio ambiente.

Além de ser eficiente em água, energia e produção de alimentos, a NexusHaus ainda foi planejada com um design inteligente e que valoriza a qualidade de vida dos moradores. Os espaços foram planejados para garantirem conforto independente da época do ano. Um exemplo é a área central da residência, que pode ser fechada ou aberta, de acordo com o clima externo. A casa ainda conta com uma cozinha com sala de jantar, sala de estar, um quarto, um banheiro e um escritório.
Imagem: Divulgação

Clique aqui para mais detalhes sobre este projeto.

Via: CicloVivo

Foi desenvolvida a célula solar mais eficiente do Brasil

O resultado do projeto de P&D é importante para o setor produtivo de módulos fotovoltaicos no Brasil. 

Um estudo da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS) em parceria com a Eletrosul produziu células solares com a maior eficiência do Brasil, 17,3%, e de forma totalmente industrial. Intitulado “Desenvolvimento de Processos Industriais para Fabricação de Células Solares com Pasta de Alumínio e Passivação”, o projeto de P&D Aneel comprovou que é possível a produção de mais potência elétrica com a mesma quantidade de silício.

O projeto foi desenvolvido pela equipe do Núcleo de Tecnologia em Energia Solar (NT-Solar) da PUCRS e coordenado pelos professores da Faculdade de Física Izete Zanesco e Adriano Moehlecke, com apoio de alunos do Programa de Pós-Graduação em Engenharia e Tecnologia de Materiais da Faculdade de Engenharia. A maior eficiência registrada até então no Brasil, de 17%, era de uma célula solar produzida em laboratório pelo NT-Solar, em parceria com a Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS) e com o Instituto de Energia Solar da Universidade Politécnica de Madri, da Espanha.

O resultado do projeto de P&D, iniciado pela PUCRS e Eletrosul em 2015, é importante para o setor produtivo de módulos fotovoltaicos no Brasil. A professora Izete Zanesco, umas das coordenadoras do estudo, explica que a célula solar foi desenvolvida em lâmina de silício grau solar e se diferencia do processo padrão da indústria atual de células solares de silício. Isso, porque o campo retrodifusor foi produzido pela difusão de boro, em vez de alumínio, o que possibilitou a passivação de ambas as faces da célula solar. Nesta célula solar, a passivação foi produzida por dióxido de silício que é crescido nas duas faces simultaneamente.

“Se o custo do processo não aumentar, então, há uma redução do custo da produção de energia elétrica a partir da conversão direta de energia solar”, explica Izete. A professora ressalta que o próximo passo é comparar o custo do processo desenvolvido pela equipe do NT-Solar com o custo atual do processo padrão da indústria.

Laboratório da Física. Foto: PUCRS/NT-Solar

Há mais de 10 anos, a Eletrosul vem pesquisando e incentivando tecnologias de produção de energia a partir do sol, e que deram origem ao recente desenvolvimento das células solares com a maior eficiência do Brasil. A primeira iniciativa se deu em 2004, quando a empresa participou de pesquisa coordenada pela PUCRS para o desenvolvimento de módulos fotovoltaicos com tecnologia nacional. Em seguida, a Eletrosul implantou em sua sede, em Florianópolis (SC), um projeto piloto de geração fotovoltaica (12 kilowatts), que funciona como uma planta de demonstração e estudos. A produção de energia elétrica atende parte do consumo do edifício.
Fonte: Ciclo Vivo

6 de jun de 2017

Brasileiros desenvolvem tinta ecológica que não prejudica crianças nem o meio ambiente

Novo modelo é 100% atóxico e é produzido com pigmentos naturais de folhas, raízes, frutas, flores e vegetais.


Existem diversas formas de desenvolver costumes sustentáveis dentro da educação. Em todos os casos, os ganhos da prática para a sociedade e, o mais importante, para o meio ambiente, são notórios, ajudando a estimular esse tipo de pensamento para futuras gerações, o que, por consequência, beneficiará o planeta.
Seguindo essa ideia, três designers cariocas fizeram um curso de tecnologia intuitiva e bioarquitetura, e, depois de se interessarem no estudo de tintas orgânicas, acabaram desenvolvendo uma nova versão que tem tudo para fazer um grande sucesso entre as crianças. Trata-se da criação da Mancha Orgânica, uma tinta ecológica que não prejudica crianças e nem o ambiente.
Produzida com pigmentos naturais de folhas, raízes, frutas, flores e vegetais, a Mancha é um material 100% atóxico, que apresenta características bem parecidas com as tintas convencionais e se destaca justamente pela ausência de substâncias com potencial para prejudicar à saúde em seu manuseio. Vale lembrar que essa prática não é nova, mas foi resgatada de maneira sustentável.
De acordo com seus criadores, Rafael D’Ávila, Amon Pinto e Pedro Ivo Costa, o novo produto conta com um catálogo de 50 cores, que podem ser aplicadas em madeira ou papel. Desta forma, além do público infantil – que popularmente utiliza o material para atividades escolares –, a Mancha pode também ser usada de maneira interessante na produção de materiais gráficos e pintura de móveis.
Para explorar essa oportunidade, os designers têm inserido a Mancha em participações de workshops de educação infantil e outras ações pontuais, com o objetivo de aproximar as crianças aos hábitos sustentáveis, através da relação entre cores e alimentos para utilização das novas tintas orgânicas.
Vale destacar que, no Brasil, marcas do segmento da moda, por exemplo, já fazem uso dessa novidade na criação de novas peças de roupas. A Mancha, inclusive, tem participado de programas e desafios sustentáveis com o intuito de promover à ideia e compartilhar seus valores.

6 de mai de 2017

Selo Casa Saudável - Você já ouviu Falar?

Desde que me conheço por gente minha vida é pautada na consciência de ajudar ao próximo, de cuidar da minha saúde física, mental e espiritual, de cuidar das pessoas à minha volta, respeitar o próximo, cuidar do meio ambiente não agredindo o mesmo. 

Sempre achei absurdo ver uma construção crescer com paredes de tijolos que após terem sido construídas, lá vinha o pedreiro quebrar a parede para fazer os caminhos onde seriam colocadas as tubulações. Isso me incomodava muito, pois que sentido havia em construir e quebrar gerando resíduos desnecessários? Não entendia!
Ao conhecer o Selo Casa Saudável fiquei muito feliz em saber que finalmente haveria algo a ser feito para que um cuidado maior aconteça ao pensarmos em construir um imóvel.

A OMS (Organização Mundial de Saúde), já tem estudos comprovando que muitas das doenças de hoje são causadas pelo ambiente em que as pessoas vivem, onde moram ou trabalham, e o Selo vem regular e assegurar a saúde das futuras habitações. 

Com a sociedade mudando seus padrões, nada mais natural, do que as pessoas estarem começando a perceber que não é somente mudar padrões de hábitos alimentares, ou cuidar do físico, o que precisamos, também urge a necessidade de revermos o local em que moramos ou trabalhamos, já que passamos a maior parte do nosso tempo nesses ambientes. A qualidade das construções de hoje em dia caiu muito com a utilização de paredes e lajes mais finas, o uso de materiais que são tóxicos, a construção de paredes onde passam tubulações de água e esgoto que ficam posicionadas na parede onde fica a cabeceira da cama do apartamento do vizinho e que causa doença, entre tantos outros fatores que vem afetando a saúde dos moradores desses imóveis.

A chegada ao mercado Nacional e Internacional do Selo Casa Saudável ou Health Building Certificate abre um caminho para o cuidado com as pessoas, e as empresas que se alinharem ao Selo vão ter um diferencial na hora de vendê-lo, pois com certeza qualquer pessoa ao tomar conhecimento de que um imóvel assegura que ele é saudável a seus moradores vai preferir adquirir esse imóvel.
É muito importante que as pessoas comecem a se inteirar das vantagens de ter um imóvel certificado. Pode ser que este imóvel saia um pouco mais caro, mas o custo benefício vai valer a pena porque se colocarmos no papel quanto gastamos com planos de saúde, remédios, internações, iremos verificar que saímos ganhando e muito.
Ser uma Consultora do Selo casa Saudável me trouxe uma realização que não sentia anteriormente, pois sempre achei que faltava alguma coisa em minha vida profissional, e o Selo veio preencher o vazio que eu sentia. Agora sim, sinto que estou realmente fazendo a diferença e realizando um trabalho diferenciado, e que ainda vai assegurar a saúde das pessoas.

Por tudo isso, resolvi postar sobre o Selo para que mais pessoas, profissionais e empresas possam tomar conhecimento de que uma mudança na maneira de se construir poderá trazer gratificantes resultados à todos.

As incorporadoras de Minas Gerais que aderiram ao Selo não sentiram a crise porque possuem um grande diferencial para o seu cliente: O CUIDADO COM A SAÚDE.

Conheça mais sobre o Selo no site: www.selocasasaudável.com.br 
Por: Celina Arczynska Lago
       Arquiteta Sustentável
       Consultora do Selo Casa Saudável
       

4 de mai de 2017

Pesquisadora brasileira cria plástico 100% biodegradável com resíduos da agroindústria

Matéria-prima é oriunda do cúrcuma, babaçu e urucum.


Pesquisas da Universidade de São Paulo (USP) em Ribeirão Preto avançam e busca plástico 100% biodegradável e competitivo com o plástico comum. O resultado inicial é animador. Os testes, que reúne na fórmula resíduos agroindustriais, resultaram em um produto com qualidades técnicas e econômicas promissoras, que se degrada em no máximo 120 dias.

A química Bianca Chieregato Maniglia desenvolveu filmes plásticos biodegradáveis a partir de resíduos agroindustriais de cúrcuma, babaçu e urucum. E o fato do novo material ser totalmente desenvolvido a partir de descartes da agroindústria faz toda diferença. Ao mesmo tempo, recicla resíduos e é biodegradável.

A matéria-prima é oriunda de material produzido com fontes renováveis e, por isso, não se esgotam. Outra novidade é que a substância pode ser cultivada em qualquer lugar do mundo. Ao contrário, o plástico comum é feito do petróleo.

Bianca Maniglia adiciona outras qualidades ao produto: matéria- prima barata, que não compete com o mercado alimentício e ainda “contém composição interessante com a presença de ativos antioxidantes”.

Essa fórmula com compostos antioxidantes pode ser ainda mais interessante no desenvolvimento de “embalagens ativas”. Embalagem que interage com o produto, capaz de melhorar a qualidade de armazenamento para acondicionamento de frutas e legumes frescos.

Os estudos confirmam caminho certo para a obtenção de um plástico, ou pelo menos um filme plástico, totalmente biodegradável.

Agora, busca-se aplicação de aditivos como a palha de soja tratada, outro resíduo agroindustrial, para melhorar as propriedades destes filmes. A meta é o ganho de maior resistência mecânica e menor capacidade de absorver e reter água.

Fonte: Ciclo Vivo

9 de abr de 2017

Aprenda a fazer uma Composteira caseira reutilizando baldes


A composteira do exemplo foi feita com baldes de margarina, porém podem ser feitas com qualquer tipo de balde. O minhocário econômico e funcional tem custo total de cerca de R$ 60,00.


A composteira caseira é formada por três baldes de plásticos empilhadas. | Foto: Arquivo pessoal/Cleber Almeida

Ter uma composteira caseira é um ótimo jeito de reduzir a quantidade de lixo que iria para os aterros e também uma forma de mudar a relação das pessoas com o lixo que elas geram.

A composteira doméstica decompõe os alimentos por meio da ação de micro-organismos e, com a ajuda de minhocas, transformam os restos de frutas, legumes e verduras em um rico adubo, tanto líquido, como sólido.

Para você que quer ter a sua própria composteira, o CicloVivo separou um passo a passo feito por Cleber Almeida. Esta técnica reutiliza baldes de 15kg de margarina ou manteiga (também chamadas de bombonas). Esses baldes são geralmente comprados por restaurantes e padarias em mercados de atacado, e muito deles acabam doando ou vendendo por um preço baixo. Foi o que aconteceu com Almeida, que foi até a padaria e comprou os seus por R$ 5,00 cada.

Foto: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

O policial, nascido no Paraná, começou a fazer compostagem e a cultivar uma horta para aliviar o estresse do seu trabalho, também encomendou minhocas californianas, a espécie ideal para fazer compostagem. O custo das minhocas, com frete, foi de R$ 45,00. O minhocário econômico e funcional teve custo total de R$ 60,00.

A composteira caseira é formada por três baldes de plásticos empilhadas e interligadas por pequenos furos feitos ao fundo.

O primeiro passo para começar a trabalhar na composteira foi lavar os baldes para retirar os resíduos gordurosos da margarina, que são prejudiciais a todo o processo de compostagem.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

Depois de limpos, faça diversos furos no fundo de dois dos baldes. Neste caso foi utilizada uma broca 6mm para aço, que não deixa rebarbas no plástico.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

É preciso também fazer furos menores, com broca de 3mm ou inferior nas laterais superiores dos três baldes, para que o oxigênio penetre na caixa, e também em uma das tampas, a que ficará no topo da composteira.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

O centro das outras duas tampas devem ser retirados para que as minhocas possam subir e descer livremente pela composteira. Você pode deixar apenas a borda deles para que o balde superior fique suspenso, como pode ser visto na foto abaixo.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

Instale uma torneirinha no fundo do último balde, que servirá para escoamento e armazenamento do chorume, líquido formado durante o processo de decomposição do material orgânico.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

A composteira pronta com três andares deve ficar assim. Caso produza mais resíduos orgânicos do que a composteira possa comportar, é possível aumentar mais andares ao sistema.

Fotos: Arquivo pessoal / Cleber Almeida

Cleber Almeida se inspirou no tutorial abaixo para fazer sua composteira:


Para saber mais detalhes de como funciona todo o processo da compostagem, confira o Manual de Compostagem Doméstica com Minhocas do grupo Composta São Paulo.

Caso queria aproveitar o húmus e o biofertilizante para começar uma horta orgânica em sua casa, clique aqui.

Por: Mayra Rosa Fonte: CicloVivo

6 de mar de 2017

Minicurso online ensina a construir sistema de captação de água da chuva

Online e gratuitas, aulas vão desde a preparação até dicas de armazenamento.

Em cinco lições, qualquer pessoa estará apta a construir sua própria minicisterna. | Foto: Permacultores Urbanos/Divulgação

Aproveitar a água que cai do céu é uma ação que, em conjunto com outras, reduz consideravelmente o consumo de água potável em uma residência. Entretanto, é preciso instalar um sistema em que seja possível captar, tratar e armazenar este líquido de forma segura. O programa Acessa SP, do governo de São Paulo, disponibiliza um curso online e gratuito que ensina como criar uma minicisterna doméstica.

O interessado aprende porque é importante captar água da chuva e como pode até ganhar dinheiro aprendendo a construir o sistema. Depois desta introdução, o curso ensina como realizar a limpeza do telhado e das calhas. Também indica como escolher o tipo de reservatório para cada necessidade e o local mais adequado para sua colocação. Essa fase de preparação é essencial para o sucesso do sistema.

Em seguida, a construção da minicisterna é ensinada em duas partes. Durante todo o processo há fotos, ilustrações e links que detalham o passo a passo. Por fim, algumas dicas e cuidados com o armazenamento de água e como se prevenir de doenças como dengue e chikungunya. Em cinco lições, qualquer pessoa estará apta a construir seu próprio sistema de captação de água.

Quer fazer o curso? Então acesse aqui.

Fonte: CicloVivo

Edifícios para ambientes áridos captam água da chuva e promovem resfriamento natural

O projeto possui coberturas em forma de bacias que colhem a água da chuva.

O telhado em forma de tigela ajuda na coleta da água de chuva evitando a evaporação. | Foto: BMDesign


O estúdio de arquitetura e paisagismo iraniano BMDesign aborda os climas áridos do seu país de origem como solução arquitetônica para a escassez de água. Eles desenvolveram o projeto de uma comunidade com edificações chamada de Concave Roof (telhado côncavo), um sistema de telhado duplo projetado especialmente para coletar e armazenar água da chuva e promover o resfriamento natural.

Segundo o site ArchDaily, o design foi desenvolvido para ambientes áridos, onde a coleta de água da chuva pode ser complicada devido a taxas de evaporação maiores do que a média e baixa precipitação anual. O sistema de telhado duplo, que inclui um telhado em forma de cúpula sob uma área de captação em forma de tigela, permite que pequenas gotas de chuva que caem no telhado se unam e virem gotas maiores, evitando que evaporem rapidamente.
Imagem: BMDesign

A sobreposição de uma cobertura côncava em cima de uma convexa também promove o resfriamento natural do ar através das sombras e do movimento de ventilação que o formato proporciona, resfriando ambas as coberturas e também o ambiente ao redor.

A área de captação em forma de bacia é inclinada para mover as gotas de chuva em direção a um ponto de coleta central, onde a chuva é canalizada para reservatórios. Os reservatórios são localizados entre as paredes do edifício para ajudar a regular as temperaturas internas.
Imagem: BMDesign

Os arquitetos estimam que, em um edifício maior, como uma escola com 923 metros quadrados de superfície de telhado côncavo, por exemplo, seria possível recolher cerca de 28 metros cúbicos de água da chuva.
Imagem: BMDesign

Os prédios e pátios do conjunto de edifícios também são afundados para promover um resfriamento natural, utilizando a técnica de arquitetura bioclimática, com troca de calor entre as paredes e a terra. Os edifícios seriam organizados em torno de átrios para promover a circulação da comunidade em uma ambiente agradável.
Imagem: BMDesign
Imagem: BMDesign
Imagem: BMDesign

Fonte: CicloVivo