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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

28 de mar de 2016

Aproveitamento de água da chuva: para uso não potável Aproveitamento de água da chuva: para uso não potável

aproveitamento de água da chuva

A chuva é um recurso natural de nosso alcance que nos permite dispor de uma reserva de água de ótima qualidade para destinar à rega de jardins, e lavagem de piso e outros espaços. É uma água que cai do céu de forma gratuita e que infelizmente no Brasil é desperdiçada se misturando ao sistema de esgoto. Na Alemanha, por exemplo, essa água é coletada em um sistema individual de água de chuva, onde alguns distritos subsidiam estas instalações. Aproveitando essa água, contribuímos com a diminuição da escassez de água, que já atinge várias regiões do país. Já passou o momento de planejar um novo consumo, mais racional, mais inteligente e mais solidário. Uma das maneiras de evitar esse desperdício é utilizando o sistema de aproveitamento de água da chuva para uso não potável nas edificações, que pode significar mais de 50% do consumo total. Como funciona o sistema de aproveitamento de água da chuva para uso não potável: Se sua edificação não possui uma estrutura composta por coletores de água, como por exemplo, calhas e condutores, o ideal primeiramente seria instalar esses equipamentos para captação e após instalados será necessário direcionar toda a água para um reservatório. As primeiras águas da chuva devem ser descartadas, pois são águas que lavam o telhado. O Movimento Cisterna Já divulga como é possível fazer uma minicisterna de uma maneira fácil, de baixo custo e dentro das normas técnicas. Veja o esquema abaixo: 
aproveitamento de água de chuva
Esquema de aproveitamento de água da chuva – Crédito: Site Sempre Sustentável 

projeto de mini-cisterna
Crédito: Site Sempre Sustentável 
A instalação do sistema de captação de água da chuva pode ser desde o mais simples até o mais sofisticado. Veja nas fotos algumas opções: 
Aproveitamento de água da chuva
Imagem: ecoassist 

Caso queira ir mais longe com a captação de água, será necessário instalar uma segunda caixa d’água para alimentar uma rede específica de encanamentos, que não deve se misturar a rede de água, para abastecer locais como os vasos sanitários e máquinas de lavar. 

Equipamentos do sistema completo de captação e aproveitamento da água de chuva: 

– Bacia Coletora (telhado): Funciona como captadora da água de chuva 
– Calhas e coletores: Reune a água que vem do telhado. 
– Filtro grosseiro: Retem os resíduos sólidos, como galhos, folhas, e outras impurezas grosseiras. 
– Filtros de areia: Retem a maior parte dos contaminantes presentes na água bruta 
– Filtro desferrizador: Remove o ferro e o manganês presente na água 
– Separador de Primeiras Águas: Abstrai a primeira chuva. 
– Unidade de desinfecção: Garante a segurança sanitária de um sistema de aproveitamento de águas pluviais, podem ser empregados: cloro, ozônio ou radiação ultravioleta; 
– Reservatório (cistena): Para acumular a água de chuva. O reservatório deve ser fechado para evitar entrada de sujeiras e da luz solar. 
– Sistema de Pressurização: Bombas e sistema de segurança e automação para envio da água estocada para caixas de alimentação. 
– Caixas de alimentação secundária ou reservatório elevado 
– Rede de aproveitamento: Tubulação exclusiva e independente para aproveitamento da água reservada.

Não pode misturar com água de distribuição. Apesar de ser uma alternativa ecologicamente correta, o aproveitamento de águas pluviais deve ser implementado de forma responsável. A água de chuva possui substâncias tóxicas e bactérias que em caso de ingestão ou contato com a pele e mucosas pode causar doenças, desde simples irritações na pele a graves infecções intestinais É fundamental estar por dentro das normas técnica brasileiras, caso queira se aprofundar no assunto. Os documentos relacionados a seguir são indispensáveis à aplicação do aproveitamento de água da chuva: 
NBR 15527 – Água de Chuva – Aproveitamento de coberturas em áreas urbanas para fins não potáveis ABNT NBR 5626:1998, Instalação predial de água fria; ABNT NBR 10844:1989, Instalações prediais de águas pluviais; 
ABNT NBR 12213:1992, Projeto de captação de água de superfície para abastecimento público; 
ABNT NBR 12214:1992, Projeto de sistema de bombeamento de água para abastecimento público; ABNT NBR 12217:1994, Projeto de reservatório de distribuição de água para abastecimento público.


Fonte: Sustentarqui

França anuncia a pavimentação de mil quilômetros de rodovias com painéis solares


Já há algum tempo temos ouvido falar sobre o conceito de pavimentação com painéis solares, como os bons resultados obtidos com a ciclovia solar na Holanda, e a intenção de levar esta tecnologia para as rodovias. Seguindo esta diretriz, o governo francês anunciou recentemente que instalará painéis fotovoltaicos ao longo de 1000 km de rodovias nos próximos cinco anos.  A ideia é que a rodovia abasteça com energia renovável 5 milhões de pessoas, isto é, aproximadamente 8% da população nacional.

A energia produzida a partir da pavimentação pode ser usada para abastecer veículos elétricos, alimentar estações de atendimento e iluminação ou ser simplesmente destinada às redes de transmissão de eletricidade.

Em termos de uso, Wit garante que o sistema não deixa a desejar em relação às ciclovias tradicionais. Segundo ele, muitos dos usuários que não sabem da função extra da pista, nem conseguem notar diferença. “Isso é exatamente o que nós queremos alcançar: estradas que cumprem suas funções originais, enquanto geram energia solar”, finalizou o empreendedor.


A rodovia utilizará painéis Wattway, uma tecnologia fotovoltaica desenvolvida pela companhia Colas, principal empresa de engenharia civil francesa, juntamente com o Instituto Nacional de Energia Solar. De acordo com Ségolène Royal, Ministro de Ecologia e Energia da França, o projeto, que tem sido chamado de "Anergia Positiva", será financiado com o aumento dos impostos sobre os combustíveis fósseis. 
A primeira ciclovia solar do mundo está localizada em Amsterdã, na Holanda. Um ano após ser finalizada, a estrutura, construída através de financiamento coletivo, se mostrou mais eficiente do que era estimado nos testes laboratoriais.
Conforme informado pelos responsáveis pela estrutura, em entrevista ao site Fast Co. Exist, a cada metro quadrado de ciclovia solar é possível gerar 70 quilowatts/hora, o suficiente para abastecer três casas. Os bons resultados mostram que o investimento é viável e a expectativa é de que ele se pague em 15 anos.

O grande diferencial deste projeto é a forma como as placas fotovoltaicas foram instaladas. Não se trata de uma cobertura, mas sim um pavimento criado especialmente para absorver a energia do sol e transformá-la em eletricidade. A ideia é expandir este modelo para outras pistas e estradas. “Se nós pudermos adicionalmente incorporar células fotovoltaicas nos pavimentos das estradas, então uma área muito mais passaria a ser produtiva, colaborando para a descentralização da geração de energia solar sem que seja necessário espaços extras”, esclareceu Sten de Wit, representante da SolaRoad.
"Apenas 20m² de Wattway bastam para produzir eletricidade o bastante para abastecer um lar (sem incluir a calefação)", afirma a empresa Colas.

A ideia é levar esta tecnologia a zonas remotas, onde é difícil e caro fazer chegar eletricidade.

26 de mar de 2016

5 dicas para incluir a madeira na decoração da sua casa de forma sustentável

madeira-ecod.jpg
Reaproveitar as gavetas, utilizar pallets para fazer um sofá e restaurar aquele móvel que já anda mais pra lá do que pra cá são apenas alguns exemplos de como é possível incluir a madeira na decoração de uma forma menos nociva ao meio ambiente.
O portal Hypeness elaborou algumas dicas bem bacanas que podem te ajudar nessa missão:
1. As prateleiras de gavetas estão com tudo
Reaproveitar as gavetas que sobraram de uma cômoda velha é muito fácil e está mais do que na moda. A ideia fica perfeita quando você transforma as gavetas em prateleiras cheias de estilo, que caem bem em qualquer cantinho da casa.
Para dar um ar ainda mais legal, você pode forrar o interior das gavetas com tecido, adesivo ou apenas pintar com uma cor que contraste com o restante da composição.
2. Sofá de pallets
Um sofá feito de pallets não perde nada em termos de conforto quando comparado àqueles comprados nas lojas, mas é muito mais sustentável e bem mais econômico. E o melhor é que qualquer um pode fazer o seu e deixá-lo super personalizado. Olha só que charme que fica:
3. Restaure aquele móvel velhinho
Todo mundo tem um em casa: é aquele móvel velhinho, que até dá para usar, mas não cai bem na sala, nem no quarto, nem na cozinha… E acaba indo parar na garagem. Só que a gente sabe que as coisas não precisam ser assim, não é mesmo?
Então é hora de vestir aquela camiseta velha, abraçar a boa vontade, e investir no DIY para repaginar o móvel e deixá-lo com a cara da sua casa. No vídeo abaixo tem um tutorial bem simples de como fazer isso – e você só vai precisar de tinta e papel adesivo.
4. De caixote à mesinha de centro
Caixotes de feira costumam ser feitos de materiais super resistentes, o que faz com que sejam ótimas mesinhas de centro, super baratas e sustentáveis. É claro que será preciso lixá-las e fazer um acabamento antes de usar, mas o modelo abaixo não exige muita habilidade para ser feito e fica lindo em qualquer ambiente.
5. Compre apenas de marcas sustentáveis
Quando precisar adquirir um móvel novo, verifique sempre se os produtos da empresa que você busca são produzidos a partir de madeira de floresta plantada e dê preferência àqueles que são produzidos localmente. Basta uma busca no Google para garantir que o fornecedor é confiável e continuar decorando sua casa com a consciência limpa.
Fonte> EcoD

18 de mar de 2016

Ecoeficiência - O Verde sobe dos Jardins para as Coberturas

O TELHADO VERDE VEM CONQUISTANDO ADEPTOS POR FAVORECER O DESEMPENHO TÉRMICO DOS EDIFÍCIOS, AUMENTAR A UMIDADE DO AR E COLABORAR COM A REDUÇÃO DA POLUIÇÃO ATMOSFÉRICA. MAS SUA INSTALAÇÃO EXIGE CUIDADOS.

Cidades com elevado grau de urbanização, como São Paulo e Rio de Janeiro, possuem grande concentração de asfalto e concreto, pouca quantidade de verde e alto índice de poluição atmosférica, resultando nas chamadas ilhas de calor, em que as temperaturas aumentam e a umidade relativa do ar fica mais baixa.

O recurso para amenizar esse efeito indesejável e danoso ao meio ambiente é reduzir as superfícies escuras, que absorvem calor, substituindo-as por superfícies claras, capazes de refletir a energia solar que incide sobre elas, ou por coberturas verdes. Tanto um quanto o outro elemento não só atendem com eficiência a esses objetivos, como contribuem para a redução do consumo de energia.

Um dos efeitos positivos dos telhados verdes é o aumento da umidade relativa do ar na microrregião em que está instalado, uma vez que a raiz da planta, ao absorver a água, libera vapor para a atmosfera. As plantas também retiram partículas em suspensão no ar, o que torna muito mais agradável o ambiente, como se pode verificar em parques e espaços arborizados. Outro benefício diz respeito à fotossíntese, uma vez que a retirada de gás carbônico do ar ajuda no combate ao aquecimento global.


Segundo o engenheiro agrônomo Sérgio Rocha, diretor técnico do Instituto Cidade Jardim, fabricante de telhados verdes com sede em Itu, SP, para cada 10 mil metros quadrados desses elementos instalados é possível sequestrar cerca de 50 toneladas de carbono.

O diretor do Green Building Council Brasil, Nelson Kawakami, afirma que “se medirmos a temperatura da zona rural de uma cidade e a compararmos com a de seu centro urbano, poderemos ter uma diferença de quatro a cinco graus”. Esse aquecimento é provocado não só pelo uso do asfalto no capeamento da malha viária, como pelo emprego das mantas escuras que impermeabilizam boa parte da cobertura dos edifícios.

“O bairro da Mooca, em São Paulo, é mais quente que muitos outros em razão do concreto e da ausência de árvores, situação que contrasta com a Cantareira ou com o Morumbi; como consequência, poderemos ter uma diferença de até dois graus nesses lugares”, ele complementa.

O arquiteto Luís Felipe Aflalo Herman, do escritório Aflalo & Gasperini, revela que o cuidado com o isolamento térmico das coberturas dos edifícios, especialmente os de uso comercial, é uma preocupação antiga da empresa. “Sempre tivemos muito claro que o concreto é um irradiador de calor. Portanto, o sol incidindo ao longo do dia sobre a laje provoca um aumento crescente da temperatura, transferindo parte desse calor para o interior dos ambientes”, ele explica.

Lajes que davam para pátios ou andares de escritórios e lajes de cobertura de imensas garagens eram impermeabilizadas segundo procedimentos técnicos apropriados, com camadas de terra, pedriscos para a drenagem da água, mantas asfálticas e, por cima, jardim. No entanto, “o processo era caro: para criarmos um jardim com árvores era necessária uma camada de 40 centímetros de terra, o que tornava a cobertura muito pesada, com grande impacto no custo da estrutura”, lembra Aflalo.

Nos casos de lajes com máquinas, a providência para o isolamento térmico fica reduzida a uma pintura reflexiva. São as chamadas coberturas brancas, para as quais existem tintas com pigmentos especiais cujo índice de refletância é muito elevado, além de contarem com grande poder de resistência a água, sol e poluição.

Segundo Kawakami, não há material específico para o telhado branco. “Pode ser qualquer telha, uma vez que o fenômeno é de reflexão, mas é necessário considerar a transmissão, ou seja, a parte de energia que passa pela camada de tinta. Nesse caso, o material de que a telha é constituída conta no resultado”, ele avalia. Isso mostra que, ao contrário da telha de barro, a de alumínio necessitaria de um isolamento térmico adequado.

O arquiteto Siegbert Zanettini tem resolvido a questão do isolamento térmico com o emprego de telhas termoacústicas, do tipo sanduíche, com miolo de poliuretano. A lâmina superior é de alumínio pintado de branco e a de baixo - que independe da cor da tinta - é perfurada, para absorver o ruído, especialmente o provocado pela chuva.

Segundo o arquiteto, “a cobertura branca oferece menos benefícios que a cobertura verde, mas é solução simplificada tanto para edifícios novos quanto para os já construídos e tem como qualidades o elevado índice de reflexão solar e o baixo custo de implementação, além de ser aplicável a telhas de variada natureza, como metálicas, de concreto e de fibrocimento, entre outras”.

BENEFÍCIOS DO VERDE
Em comparação com a cobertura branca, o telhado verde em módulos é um sistema relativamente novo no Brasil. Os exemplos pioneiros vêm dos Estados Unidos. No Millenium Park, em Chicago, uma das maiores coberturas do mundo nesse sistema abriga um shopping center. E a fábrica de caminhões da Ford, no estado do Michigan, considerada por alguns anos a maior cobertura verde do mundo, com 4,2 hectares, teve uma economia de 7% em todos os gastos com energia elétrica. Apesar de recente, a tecnologia do telhado verde representa um avanço considerável, por sua eficiência muito maior que a da cobertura branca.

Segundo Zanettini, a cobertura verde mostra-se interessante sob vários aspectos. Ela favorece o desempenho térmico dos edifícios, melhorando o conforto interno, diminuindo a temperatura através do resfriamento evaporativo e aumentando a umidade do ar em dias quentes de verão, o que representa significativa economia de energia com sistemas de refrigeração.

Além disso, tem a vantagem de manter o ciclo oxigênio-gás carbônico, contribuindo para a diminuição da poluição atmosférica. Retém até 75% de água de uma chuva, que é liberada gradualmente na atmosfera via condensação e transpiração; provê um hábitat para plantas, insetos e outros pequenos animais; assegura efeito visual e estético aos edifícios, bem como conforto ambiental e saúde aos habitantes.

Há fatores que influenciam diretamente no conforto da edificação e na consequente economia energética com os sistemas de climatização. A massa térmica, a porosidade e a capacidade de absorção das coberturas são fatores decisivos e têm comportamento distinto nos dois sistemas.

Conforme estudo de Zanettini, baseado em tabela de valores gerais de absortância da Associação Brasileira de Normas Técnicas (2003), estima-se que na cobertura branca a absortância seja de 20%, enquanto na cor preta esse índice alcança 97%. Já na cobertura verde, cerca de 27% da radiação solar incidente é refletida, 60% é absorvida pelas plantas e apenas 13% é transmitida à superfície inferior.

PLANTAS SUCULENTAS
O fabricante Instituto Cidade Jardim tem como carro-chefe a telha Sempre Viva. Trata-se de módulo de 40 x 50 centímetros, com nove centímetros de altura, composto por uma bandeja de plástico 100% reciclável com base em formato de copinhos que armazenam até duas vezes mais água da chuva do que nos sistemas que não dispõem desse recurso.

Sobre esses pequenos recipientes há um filtro de partículas (uma espécie de espuma) para impedir a entrada de terra. Por cima dele é colocado um substrato muito leve (metade do peso da terra). “No substrato já estão as plantas pré-cultivadas. Então, temos tudo numa única peça”, diz Sérgio Rocha.

A telha Sempre Viva oferece duas opções de plantas. Uma são as plantas suculentas de forração, que asseguram a máxima sustentabilidade. Trata-se de pequenas plantas de deserto, do gênero sedum, adaptadas ao clima do local. Em sua grande maioria originárias da África do Sul, são praticamente as mesmas utilizadas por todas as empresas de telhados verdes no mundo.

Resistentes tanto em regiões de clima seco quanto à neve e ao granizo, têm manutenção reduzida - uma vez por ano, incluindo adubação e aplicação de inseticida natural para controle de pragas. Outra opção é o gramado esmeralda, que exige sistema de manutenção e de irrigação, pois, como cresce mais rápido, necessita de poda e consome mais água e nutrientes, sendo necessário irrigá-lo a cada 20 dias e adubá-lo com maior frequência.

Neste caso, o peso estrutural é de 150 kg/m2, com 80 kg/m2 correspondendo à planta. “Tecnicamente, é possível colocar qualquer tipo de planta, como jabuticabeira e bambu, mas isso vai depender do projeto paisagístico e da carga que a estrutura do telhado pode suportar.

Além disso, é necessário providenciar uma proteção mecânica para evitar que a força da raiz provoque perfuração da superfície impermeabilizada”, afirma Rocha. Assim, o cliente poderá personalizar o jardim, escolher as plantas, criar caminhos e colocar até bancos.

A primeira empresa brasileira no setor de telhados verdes foi a Ecotelhados, com sede em Porto Alegre. Seu sistema é muito semelhante ao do Instituto Cidade Jardim. Compreende uma bandeja modular de 35 x 70 centímetros e cerca de 11 centímetros de altura, fabricada em EVA (etil vinil acetato), material leve, flexível, reaproveitado da indústria.

As camadas se sucedem de baixo para cima, da seguinte forma: membrana antirraízes (evita infiltrações na laje), membrana alveolar tridimensional com copinhos para reter a água, camada filtrante que impede a passagem de terra e, por último, o substrato nutritivo com a planta, como se fosse um xaxim.

Segundo João Manuel Linck Feijó, engenheiro agrônomo e diretor da Ecotelhado, “o conjunto todo, incluindo a água da chuva absorvida, soma cerca de 50 kg/m2; o peso pequeno permite empregar o telhado em prédios existentes, que não levaram em consideração essa carga”. O produto utiliza plantas de forração, preferencialmente de baixo porte, do gênero sedum, dada a profundidade reduzida da bandeja.

“Se o cliente desejar, é possível plantar soja, arroz, milho; há tecnologia disponível para isso, bastando mais substrato e irrigação. O que não pode é planta de raiz agressiva, como a figueira, pois penetra na impermeabilização”, afirma Feijó.

A água fica retida por alguns dias, alimentando, por evaporação, plantas que dispensam a chuva por longos períodos, superiores aos dos registros pluviométricos das cidades. As bandejas podem ser substituídas facilmente, além de impedirem que as raízes das plantas obstruam as tubulações.

Na avaliação do arquiteto Aflalo Herman, tal princípio “apresenta uma dupla vantagem: a de podermos dispensar a irrigação e a de substituirmos as coberturas tradicionais, que absorvem muito calor, por um material orgânico”. Além disso, a solução assegura não só melhor qualidade de ar - uma vez que o ambiente fica mais úmido -, mas também melhor condição térmica, porque dissipa o calor e pode representar uma estratégia de combate às enchentes.

IMPERMEABILIZAÇÃO
Esse tipo de telhado requer cuidados especiais, em particular com a impermeabilização. Trata-se de um pré-requisito que não pode apresentar falhas no sistema. Diferentemente de uma telha normal, que tem a característica de ser estanque, os produtos para telhado verde precisam ser vazados, uma vez que as plantas não podem ficar encharcadas por muito tempo.

Portanto, a água deve ser escoada, drenada, e consequentemente a parte de baixo deve ser estanque, o que só é garantido com boa impermeabilização. Por razões de segurança, uma exigência das empresas que trabalham com telhados verdes é que a drenagem seja dimensionada em função da captação de água desse telhado.

Há normas da ABNT com fórmulas que permitem calcular o volume máximo suportado por uma laje pelo período de uma hora, por exemplo, numa grande tempestade. Isso implica a definição do número e do diâmetro dos bocais necessários para dar vazão a essa água.

Uma opção à laje impermeabilizada é a telha de alumínio zipada, fabricada pela Bemo. Trata-se do Sistema Green Roof, composto por chapas contínuas, da cumeeira ao beiral, com a junção longitudinal feita por um zíper, resultando em estanqueidade suficiente para receber um grande volume de água.

Para tornar o produto completo, a Bemo utiliza os módulos vegetados da Ecotelhados. Ela disponibiliza também as telhas metálicas zipadas revestidas na cor branca com índice de refletância solar (SRI, na sigla em inglês) dentro dos valores exigidos pelo Leadership in Energy and Environmental Design (Leed).

CASOS ESPECIAIS DE APLICAÇÃO
Qualquer telhado pode receber cobertura branca. Os cerâmicos, no entanto, dispensam essa providência, uma vez que já apresentam bom desempenho térmico devido a sua porosidade e elevada absorção de água.

Por outro lado, o sistema de cobertura verde pode ser utilizado sobre qualquer superfície, desde que corretamente preparada e impermeabilizada. Mesmo nas preexistentes, as condições de aplicação são plenamente viáveis. No entanto, é preciso considerar, nos telhados com madeiramento, a carga adicional dessa vegetação. Daí a importância do responsável técnico: é ele quem confirmará se a estrutura poderá suportar esse peso.

O sistema de cobertura verde também pode ser aplicado em telhados inclinados, dependendo do grau de declividade. Se esta for acentuada, faz-se necessária uma análise cuidadosa.

NATUREZA NAS ALTURAS:
A utilização de telhados verdes não é recente. Ao contrário, há registros de sua presença desde a antiga Mesopotâmia. Quem nunca ouviu falar dos jardins suspensos da Babilônia, criados no século 6 a. C.? Considerados uma das sete maravilhas do mundo antigo, eles tinham, antes de beleza paisagística ou contemplativa, o objetivo de atenuar as temperaturas elevadas dessas regiões.

E as cidades do Mediterrâneo, com suas casas totalmente pintadas de branco, tradição antiga de moradores que sabiam dos efeitos desse recurso no meio ambiente? Ao longo do tempo, o uso desse sistema foi sendo aperfeiçoado e se propagou pelo mundo, constituindo elemento fundamental da arquitetura de países da Europa Central e da Escandinávia.

Nos anos 1960, as pesquisas foram intensificadas na Alemanha e novas tecnologias introduzidas, tais como materiais drenantes, membranas impermeabilizantes, agentes inibidores de raízes, substratos de baixa densidade e espécies adequadas de plantas. Atualmente, a Alemanha é o único país do mundo com telhados verdes aplicados em escala significativa: cerca de 15% do total das construções.

Em países de clima tropical, como o Brasil, o conceito existe há muitas décadas, porém sua viabilização mostrou-se muito difícil no passado. Hoje, com o aquecimento global, o aumento das ilhas de calor e a degradação ambiental, o assunto vem ganhando maior atenção do poder público, das empresas privadas e dos cidadãos.

As coberturas verdes se beneficiaram da evolução da técnica construtiva e, especialmente, dos recursos de impermeabilização. Constituíram um dos princípios básicos da arquitetura moderna, já nas primeiras décadas do século passado. Uma referência pioneira é a antiga sede do Ministério de Educação e Saúde, atual Palácio Capanema, projeto de 1936, com o terraço-jardim de Roberto Burle Marx.

MAIS VERDE NAS COBERTURAS:
Para sensibilizar a sociedade e exigir do poder público a implantação de legislação federal que regulamente a utilização dos telhados verdes, foi fundada a Associação Telhado Verde Brasil, tendo como diretor o engenheiro João Manuel Linck Feijó, da Ecotelhados.

Por enquanto, somente o estado de Santa Catarina dispõe de lei que define a criação do Programa Estadual de Incentivo à Adoção de Telhados Verdes em espaços urbanos densamente povoados, em que a implantação de sistemas vegetados não pode ser inferior a 40% da área total do imóvel.

Em âmbito municipal, a Secretaria do Meio Ambiente de Porto Alegre defende a destinação de uma porcentagem da área total dos terrenos para vegetação sem elemento construtivo permeável. Em Curitiba ainda não existe uma lei que mencione as coberturas vegetadas, mas são comuns as reduções parciais de IPTU para imóveis com áreas verdes.

Exemplo da importância dos telhados verdes é o fato de em algumas regiões dos Estados Unidos ser obrigatória a execução de coberturas com alto índice de refletância. Em Nova York, a municipalidade oferece estímulos para as construtoras que implantarem telhados verdes em pelo menos 50% de suas obras e ainda prevê desconto no imposto predial desses imóveis. “O que propomos para associações é a criação de um espaço vivo dentro das cidades, ou seja, precisamos pagar um tributo à natureza, devolver-lhe aquilo que dela foi retirado”, conclui Feijó.

O Green Building Council, em atividade no Brasil desde 2007, realizou uma campanha incentivando o uso dos telhados brancos e verdes. “Fizemos sucessivos seminários e palestras para mais de 10 mil pessoas, em sua maioria da área da construção civil e do setor imobiliário”, conta Nelson Kawakami. Agora a entidade desenvolve a campanha One Degree Less (Um Grau a Menos), com filmes veiculados em várias mídias, como televisão, internet e cinema.

“É uma campanha de ordem educativa no sentido de conscientizar a sociedade sobre a importância de adotar os telhados verdes e contribuir, assim, para o desaquecimento de nossas cidades”, finaliza Kawakami.

COMO CUIDAR:
A manutenção das coberturas verdes é muito prática. Deve ser feita anualmente e inclui adubação e aplicação de algum tipo de inseticida natural para controle de pragas. A cada seis meses recomenda-se uma inspeção no telhado para verificar se há alguma planta invasora ou árvore de grande porte, já que eventualmente o vento ou passarinhos podem trazer sementes.
Via: Arcoweb

17 de mar de 2016

Como Construir um Telhado Verde

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Que a vegetação é fundamental para reduzir a temperatura nas cidades, disso ninguém duvida. Dois pesquisadores da Universidade Cardiff, no País de Gales, resolveram calcular como cidades diferentes seriam beneficiadas. Phillip Jones, diretor da Escola Welsh de Arquitetura, e a arquiteta Eleftheria Alexandri simularam no computador os efeitos em 9 metrópoles caso elas cobrissem o teto de todos os seus edifícios com vegetação. Eles perceberam que, dependendo do lugar, a temperatura local poderia cair de 3,6 a 11,3 graus. Quanto mais quente a cidade, maior o efeito refrescante. “Além de reduzir o calor, em regiões quentes as coberturas verdes diminuem consideravelmente o consumo de energia com o uso de arcondicionado”, diz Jones. E o consumo menor de energia significa menos poluição, principalmente nos países que usam usinas termoelétricas.

Tanto a instalação quanto a manutenção são simples. Não é preciso fazer nenhum reforço na construção, pois o peso da estrutura toda instalada é bem menor do que o que uma laje deve suportar segundo as regras brasileiras. A manutenção, segundo Cardim, da empresa Skygarden Evec, é idêntica à de um jardim.”Corta-se a grama, tiram-se as ervas daninhas, e nem precisa se preocupar muito com irrigação, pois o telhado acumula água”, conta. Outro profissional do ramo, João Feijó, da Ecotelhado, sugere usar plantas típicas da região, até como maneira de devolver à natureza o que dela foi tirado pelas edificações. Com imaginação, é possível fazer todo um projeto paisagístico no teto de casa.

Vantagens do telhado verde:

– Criação de novas áreas verdes, principalmente em regiões de alta urbanização;
– Diminuição da poluição ambiental;
– Ampliação do conforto acústico no edifício que recebe o telhado verde;
– Melhorias nas condições térmicas internas do edifício;
– Aumento da umidade relativa do ar nas áreas próximas ao telhado verde;
– Melhora o aspecto visual, através do paisagismo, da edificação.

Desvantagens do telhado verde:

– Custo de implantação do sistema e sua devida manutenção;
– Caso o sistema não seja aplicado de forma correta, pode gerar infiltração de água e umidade dentro do edifício.

Dicas para fazer seu próprio Telhado Verde

Um telhado verde é uma alternativa viável e sustentável perante os telhados e lajes tradicionais, porque facilita o gerenciamento de grandes cargas de águas pluviais, melhoria térmica, serviços ambientais e novas áreas de lazer. Em ambientes extremamente artificiais como o urbano, promovem o reequilíbrio ambiental, trazendo os benefícios da vegetação para a saúde pública e a biodiversidade, quando com plantas nativas do local. Às vezes, telhados verdes contam com painéis solares que reduzem o consumo de energia elétrica.

A obra exige a instalação de uma estrutura específica na cobertura da casa – se o telhado for simplesmente uma laje, é preciso impermeabilizá-la; se for feito de telhas de cerâmica, é preciso retirá-las e colocar placas de compensado que servirão de base para a cobertura vegetal. Ali serão colocados a terra e o adubo para o crescimento das plantas. Mantas onduladas, para impedir que o substrato escorra, de impermeabilização, para evitar infiltrações na casa, dutos de irrigação e drenagem também fazem parte do projeto de um telhado verde, que ajuda a reduzir o barulho dentro de casa e a manter a temperatura constante.

Para obter um telhado verde, quase sempre é necessário investir uma quantia nem sempre disponível nos bolsos da maioria das pessoas, por isso sempre podemos contar com a criatividade e a intuição. Dedicando algum tempo as pesquisas na internet, encontramos esse passo-a-passo que pode ser muito útil às mentes criativas que estão lendo esse artigo agora.

Preparando a lona

Preparando a lona

Lona colocada

Lona colocada

Plantando a grama

Plantando a grama

Multirão

Mutirão

Estrutura

Estrutura

Gramado pronto

Gramado pronto

Forros

Forros

Acabamento
Acabamento

Pronto em dois dias e duas noites
Pronto em dois dias e duas noites

Quatro meses depois...
Quatro meses depois…

Na minha opinião pessoal, Telhado Verde não é plantar grama no telhado, pois cresce, dá mosquito, é difícil de manutenção. O telhado abaixo está mais correto por terem utilizado plantas Leguminosas que não necessitam de manutenção e algumas nem crescem muito. Eu escolheria uma espécie de leguminosa que não cresce muito e assim meu telhado estaria livre de mosquitos, e de manutenção constante.

1a

Opções de Plantas Leguminosas:

Sedum Acre ou Estrelinha Dourada
Resultado de imagem para planta sedum acre

Sedum SP 1

Mais a frente vou postar uma relação de plantas mais apropriadas para Telhado Verde.

Passo-a-Passo de como Construir uma Casa em Superadobe

fim

Baixo custo e consciência ambiental: bioconstrução em superadobe passo -a- passo:

Quando se trata de construção natural, o melhor a fazer, para ilustrar uma possibilidade, é trazer exemplos concretos e reais das experiências que sempre são aplicadas quando se pratica a bioconstrução assim como o conhecimento ganho com a mescla de técnicas milenares com materiais modernos e medições. Claro que este post não se propõe a ser o guia definitivo para construir sua casa, porém será sempre um exemplo e uma instrução, aumentando o seu grau de intimidade com o assunto, lembrando sempre que as diversas situações exigem caminhos diferentes de cada bioconstrutor. Olhando através e além do exemplo que o Jardim Do Mundo traz hoje, agregado a algumas pesquisas a cerca de eficiência térmica e outros pormenores práticos e estéticos, aliado a uma mãozinha dos amigos, qualquer um será capaz de erigir o seu próprio cantinho, só não vale fazer corpo mole diante do um grande desejo que é construir a casa própria.

Neste artigo vamos ver o passo -a- passo de uma construção feita em superadobe.

A técnica da terra ensacada, também chamada de “superadobe” é um processo de construção, no qual sacos de polipropileno são preenchidos com solo argiloso e moldados de acordo com a estrutura desejada. Sobre o processo, trazemos imagens e comentários da construção de uma pequena casa de campo, lançando-se mão desta mesma técnica citada acima.

1 – Implementação de fundações:
Captura de Tela 2015-11-05 às 14.03.48

Uma vez que o piso é feito, uma trincheira de cerca de 50cm por 40cm de largura foi escavada. Tudo coberto com plástico grosso para isolar a umidade. A primeira rodada de fundação levou mais cimento, 25%, para dar mais estrutura para a base. A segunda rodada então seguiu com uma mistura normal.

2 – Os sacos foram cheios e procede-se a colocação de arame farpado entre os suportes de cada linha para dar aderência.

A mistura tomou TERRA + 5% DE CIMENTO e água. Não deve se tornar lamacenta, mas bem molhada. O ponto de mistura certo você pode verificar quando se toma um punhado com a mão ele não deve se despedaçar ao pressionar mas sim manter uma boa liga.
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2.1 – Este rolo é o saco de polipropileno é preenchido com a mistura de solo.

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Para o enchimento dos sacos existem vários métodos. No exemplo utiliza-se uma folha de metal em forma cilindrica no qual toda a extensão do saco é colocada, deixando uma ponta livre para o preenchimento.


Os sacos cheios são empilhados e entre os mesmos coloca-se uma linha de arame farpado, como comentado acima para garantir a aderência e para que não haja deslizes quando se der o pilonamento. No caso de tetos abobadados usa-se duas linhas de arame farpado para garantir a aderência.
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Uma vez o saco preenchido, deves-e obstruir as pontas e posicionar o saco sobre o arame farpado fazendo com que o mesmo fique bem posicionado entre os sacos empilhados. em seguida deve-se proceder uma compactação através do pilonamento.

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3 – Colocam-se as aberturas a medida que os sacos vão completando a estrutura.


Pode-se aplicar algumas algum material entre os sacos, como por exemplo, madeira, para construção de detalhes como estantes acopladas a estrutura.

4 – Prossegue-se o empilhamento até alcançar a altura ideal onde inicia-se o teto.

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5 – A estrutura de sustentação do telhado é aplicada com postes de madeira.



6 – Aplicação de uma membrana impermeável para a vedação do teto.

Vista interior do telhado:



7 – pisos, reboco dos interiores e pintura de cal.


8 – Detalhes do interior


9 – Detalhes do exterior.

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Assista o Vídeo: