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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

31 de ago de 2014

Casa sustentável é construída em apenas 6 semanas na Tailândia


O ex-assistente de voo, Steve Areen, decidiu se aposentar das aeronaves e embarcar em uma nova aventura. Após viajar pelo mundo, o norte-americano resolveu construir, com suas próprias mãos, uma residência sustentável na Tailândia.

A inspiração veio a partir de sua paixão pela cultura local e também por incentivo de seu irmão e seu cunhado. Com a ideia em mente, Areen escolheu uma fazenda orgânica de mangas para ser o jardim de sua casa e técnicas simples que deixassem o local atraente, sem a necessidade de gastar muito tempo e dinheiro.


A residência levou apenas seis semanas para ficar pronta, mesmo que o proprietário e construtor contasse com apenas dois ajudantes. A rapidez deve-se ao formato de construção escolhido, mas também às facilidades permitidas pela legislação local.

A edificação teve como base a utilização de materiais simples adquiridos localmente. Além dos tijolos, ele usou bambu e outras plantas comuns em telhados tailandeses. A residência possui uma área de 150 metros quadrados, distribuídos em pequenos e aconchegantes cômodos.


Conforme informado pelo site Inhabitat, Areen não conseguiu aplicar tecnologias que o libertassem totalmente das redes de transmissão de energia e água. Mesmo assim, foram aplicados elementos para reduzir os gastos energéticos, como as imensas janelas que circundam a casa e as claraboias utilizadas para elevar a quantidade de luz natural que adentra ao ambiente.

A casa do ex-assistente de voo se tornou um exemplo pela rapidez com que foi construída e finalizada e também pelos baixos custos da obra, que saiu por apenas oito mil dólares, pouco menos que R$ 16 mil. A intenção do norte-americano é replicar o projeto em outras construções ao redor do mundo.


Fonte: CicloVivo

27 de ago de 2014

Conheça uma ecovila localizada no coração da Islândia


Sólheimar é uma comunidade sustentável localizada no coração da Islândia. Ela é famosa por sua atmosfera artística e ecológica, onde moram cem pessoas que vivem e trabalham jutas. Entre as diversas estruturas sustentáveis do complexo o que mais se destaca é um centro educacional e esportivo inaugurado em 2002.


O projeto foi feito pelo escritório de arquitetura AKS, que cuidou para que cada detalhe fosse o mais eficiente possível. Esteticamente já é possível perceber que a preocupação em manter preservada a paisagem e os recursos naturais foi uma das premissas da construção.

A base do prédio é feita em madeira siberiana. O sistema de isolamento térmico do chão e das paredes, imprescindível em uma região tão fria como a Islândia, foi feito totalmente em lã de carneiro natural. No telhado o isolamento foi feito com papel, além disso, eles foram cobertos com gramado.


A estrutura é repleta de janelas, que maximizam o aproveitamento da luminosidade natural. Toda a energia utilizada para abastecer o local é proveniente de fontes sustentáveis. Placas fotovoltaicas, sistema de produção hídrico e um gerador que transforma a diferença de temperatura em eletricidade são os principais geradores de eletricidade da comunidade. O local também utiliza água quente geotérmica, retirada de seu próprio poço.


A aldeia ainda conta com estufas orgânicas para o cultivo de vegetais e outras plantas não comestíveis, bem como a silvicultura. Como os integrantes da comunidade trabalham e vivem dentro do complexo, ele também conta com um café, padaria, pensões, igreja, oficinas de artesanato e muito espaço pra arte, que recebem eventos diversos durante todo o ano. 


Fonte: CicloVivo

24 de ago de 2014

Com construção alternativa, casa no litoral de SP é a primeira certificada no Brasil


Sendo a construção um setor altamente poluente, a busca por certificações e alternativas mais sustentáveis se torna cada vez mais necessária. O escritório de engenharia LCP é um exemplo brasileiro de que é possível construir com impactos muito menores. A prova disso é que um dos projetos residenciais feitos pelo grupo recebeu durante a 5ª Expo Greenbuilding Brasil o primeiro selo de Referencial GBC Brasil Casa.

Localizada em Maresias, no litoral de São Paulo, a residência é de alto padrão e possui 1.880 m² de área construída. No entanto, seu principal diferencial é a utilização de Painéis de Argamassa Armada com miolo de Poliestireno Expandido (EPS), que substituem as paredes tradicionais de concreto ou tijolo.

Foto: Divulgação

Apesar de não ser ainda muito famosa no Brasil, esta tecnologia é bastante comum na Europa e Estados Unidos, a própria LCP já a utiliza em projetos nacionais desde 1990 e, inclusive, fabrica o material aqui, em parceria com empresas brasileiras. No ano passado, a empresa construíu um protótipo de habitação popular utilizando este mesmo sistema (veja aqui).

As placas são feitas de poliestireno expandido, tela de aço e argamassa. Ao contrário do que possa se pensar, este é um sistema altamente resistente, criado para suportar terremotos e furacões. Além disso, ele praticamente não deixa resíduos na obra, fator essencial para garantir a sustentabilidade de um projeto.

Em entrevista ao CicloVivo, a engenheira Lourdes Cristina Printes, explicou que este processo é muito mais rápido do que uma construção tradicional. A casa em Maresias foi construída em apenas oito meses. “Nós ganhamos em tempo. Isso chega a economizar 20%, pela redução dos gastos com mão-de-obra”, esclarece a especialista. Os custos durante a fase de construção também são minimizados pela economia em materiais como madeira e cimento, fatores que compensam o investimento na tecnologia.

Para que conseguisse a certificação, o projeto teve que atentar a muitos outros fatores, desde a limpeza no canteiro de obras até a utilização de fontes renováveis de energia. Um dos bons exemplos do projeto, segundo a engenheira, foi a reutilização da água da chuva. O que seria um problema, virou uma ótima saída. Durante as obras choveu muito no litoral paulista, mas isso não foi em vão. Com um sistema de coleta e armazenamento, a água da chuva foi usada em 60% de toda a argamassa usada na residência.

Dentro da casa, os materiais, principalmente relacionados à água e energia, foram os mais eficientes possíveis. A residência conta com sistema de aquecimento solar e também utiliza placas fotovoltaicas para produzir sua própria energia limpa. As medições individualizadas facilitam o controle sobre o consumo de energia e ajudam a minimizar o desperdício. Nas áreas externas foram utilizados pisos drenantes e a economia de água usada para a irrigação do sistema chega a 72%.

Imagem: Divulgação

A utilização das placas de EPS permite que, mesmo em uma obra deste porte, os resíduos gerados sejam mínimos e até reaproveitados. Portanto, quase nada é descartado. Especificamente em Maresias, Lourdes explica que os restos do isopor foram doados às escolas da comunidade e os resíduos do ferro voltam ao fabricante para serem reutilizados.

A engenheira também lembra que em qualquer construção sustentável, o projeto arquitetônico é essencial. Considerar as condições climáticas e geográficas é essencial para aproveitar os benefícios naturais da melhor maneira possível, como a iluminação e ventilação. O impacto disso é sentido da eficiência da estrutura e no bem-estar dos moradores.

Imagem: Divulgação

Por Thaís Teisen – Via: CicloVivo

22 de ago de 2014

Hospital norte-americano ganha horta comunitária gigante


O hospital Eskezaki Health, localizado em Indianápolis, nos EUA, é um bom exemplo de projetos sustentáveis. Além de ter o selo LEED Silver, a estrutura possui uma grande horta em seu terreno, usada para produzir alimento para pacientes e funcionários.

O projeto de agricultura urbana é fruto de uma parceria entre escritórios de arquitetura e coletivos que promovem o plantio na cidade. A proposta é de que a área cultivável sirva também para integrar as pessoas que utilizam o hospital. O espaço ajuda a promover um senso de comunidade, onde funcionários, pacientes e visitantes também estão próximos à natureza.



A horta possui 1.500 metros quadrados e foi totalmente construída com o apoio financeiro da própria comunidade e ajuda de organizações sem fins lucrativos. O local ainda será uma ferramenta de ensino prático para que os envolvidos entendam como os alimentos são cultivados e qual é a importância de incluí-los na alimentação.


Como a produção é diversa, o hospital público mais antigo de Indianápolis pode utilizar de seu próprio cultivo para alimentar os pacientes. Os vegetais orgânicos devem deixar as receitas mais saborosas e nutritivas.


Fonte: CicloVivo

19 de ago de 2014

Largo da Batata (SP) ganha praça com grama e bancos de paletes


Algumas iniciativas interessantes foram realizadas durante o DW! Design Weekend - evento que aconteceu no último fim de semana -, para incentivar os paulistanos a usufruírem dos espaços públicos da capital paulista. A programação contou, por exemplo, com a instalação de um Jardim Pop Up no Largo da Batata, na zona oeste da cidade, que deu vida à praça vazia.

Realizada pelo DesignOK, a ação busca discutir a importância da arborização e o ajardinamento no centro urbano, bem como incentivar a criação de mobiliários urbanos que tenham como premissa espaço para área verde. Por isso, além do jardim com grama sintética, foram instalados bancos com paletes (estrados de madeiras) e vasos de plantas. Tudo foi feito em cerca de 24 horas.

Nem a chuva desanimou o grupo. Foto: DesignOK

“A arborização e criação de mais áreas verdes são essenciais para a cidade e têm funções vitais, como propiciar sombra, purificar o ar, atrair aves, diminuir a poluição sonora e valorizar a qualidade de vida local”, afirma Lauro Andrade, idealizador do Design Weekend e da ação junto com o grupo DesignOK.

Coordenado por Vanessa Espínola, a iniciativa tem apoio institucional da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo, da Subprefeitura de Pinheiros, do Movimento “A Batata Precisa de Você”, além do apoio de estúdios de arquitetura e empresas. 

O Design Weekend terminou no último domingo (17), mas a praça continua no local. Os organizadores fizeram questão de doar a estrutura para a Subprefeitura de Pinheiros, que deve cuidar da manutenção.

A Subprefeitura de Pinheiros será responsável pela manutenção da praça. Foto: DesignOK

Fonte: CicloVivo

18 de ago de 2014

Selo consciente O’R 88º é apresentado na Expo Arquitetura Sustentável


A primeira casa com o grau máximo de sustentabilidade do Selo Consciente O’R 88°, que gradua os projetos do escritório de arquitetura Atelier O’Reilly, será apresentado pelo Consórcio Conexão 88º - projeto desenvolvido para empreendimento da incorporadora JHSF.

"Esta graduação foi possível graças a multidisciplinaridade do consórcio das empresas, o Atelier O’R (arquitetura), Gaia (construtora), Mado (caixilhos) e Rewood (madeira laminada) e dos parceiros complementares que se dedicam ao desenvolvimento tecnológico para baixo impacto ambiental, melhoria da eficiência térmica, acústica, energética e a utilização de materiais ecológicos, certificados, reciclados, utilizando o que há de mais inovador no mercado sustentável”, explica Patricia O’Reilly, arquiteta urbanista, membro da Conexão 88.

A expectativa da Conexão 88º com a Casa 88º é mostrar a viabilidade desse tipo de projeto no mercado brasileiro, e as mais diferenciadas estratégias de desenho aplicadas, as inúmeras inovações e soluções tecnológicas, materiais de alta performance e eficiência energética com o objetivo de minimizar o impacto negativo e maximizar o impacto positivo, acredita O'Reilly.

Expo Arquitetura Sustentável - Feira Internacional de Construção, Reforma, Paisagismo e Decoração

A feira acontece no Pavilhão Vermelho do Expo Center Norte. Todos os modelos e normas de certificações reconhecidas internacionalmente, tais como HQE (França) – adaptada para o Brasil como AQUA; BREEAM e SKA RATING (Reino Unido), DGNB (Alemanha), CASBEE (Japão), LEED (EUA), FSC, PROCEL, A3P (Setor Público) e SELO AZUL (Brasil) terão oportunidade de exposição. A Reed Exhibitions Alcantara Machado, promotora e organizadora da feira, estima 7 mil visitantes/compradores, em uma área de 8 mil m² e 100 marcas nacionais e internacionais. A conferência deve reunir 800 congressistas que assistirão e debaterão em painéis de 80 palestrantes.

Data: 26 a 28 de agosto de 2014 
Local: Expo Center Norte, Pavilhão Vermelho - São Paulo - SP
Horários: Exposição: 11h às 20h / Conferência: 9h às 18h
Para mais informações, acesse o site.

Fonte: Ciclo Vivo

13 de ago de 2014

Centro Cultural Jean Marie Tjibaou em Nouméa


 

Tratou-se de ver como a cultura kanak definiria a própria arquitetura a construir. Nesse processo, não estariam implicados tanto os procedimentos herméticos como aqueles de diálogo com as "preexistências" do lugar. Para isso, foi necessário "tentar entender como nasceu aquela cultura, porque tinha seguido determinadas tendências, que filosofia de vida a conformara" (2).

Durante a realização do projeto, trabalhou-se com base nas premissas que as construções da tradição kanak nascem da estreita relação com a natureza e são efêmeras como alguns de seus materiais. Sua continuidade no tempo não é baseada na duração do edifício isolado, mas na preservação de uma topologia e de um padrão construtivo. Outra vertente da cultura local é a concepção da paisagem como elemento indissociável da arquitetura.

  

Localizado em uma pequena península a leste de Nouméa, em parte cercada pelo mar e em parte por uma lagoa coberta por densa vegetação, e análogo aos assentamentos kanak, que querem, simultaneamente, ser bosque e povoado, o centro cultural foi proposto como um conjunto de edificações, vias e espaços abertos unidos por um núcleo central: a alameda do povoado tradicional.

A experiência de familiarização com o centro e suas atividades vai ocorrendo simultaneamente. O acesso não é feito de maneira frontal, mas através de um caminho paralelo à costa e ao edifício que sobe, serpenteante, ao promontório e acaba em uma praça elevada, à entrada do centro cultural.

No seu interior, o programa cultural desenvolve-se como uma espécie de ritual, passando pelas exposições dos espaços naturais da ilha, da arte, da história e da religião da civilização kanak. Para isso, o edifício foi organizado como um conjunto de três povoados que abrigam exposições, performances ao ar livre, anfiteatros, escritórios.

Os "povoados" conformam-se a partir de 10 edifícios amplos e semicirculares, com finalidades diferenciadas, que se abrem inesperadamente sobre a alameda que conecta o Centro, proporcionando “uma passagem dramática de um espaço comprimido a outro expandido”, pois, segundo Renzo Piano, "da cultura local roubamos os elementos dinâmicos e de tensão" (3). O caminho temático continua fora do edifício. Uma trilha reconstrói a representação kanak da evolução humana e discorre sobre os momentos-chave dessa cultura: a criação, a agricultura, o habitat, a morte e o renascimento, partindo de suas metáforas extraídas de um mundo natural.

 
Fotos: Sylvain Saustier [Lycos]

O Centro Cultural está exposto por um lado a fortes ventos e por outro a brisas suaves. Esta dimensão climática apropria-se da própria arquitetura, que registra os ritmos aos quais se vê submetida. Assim, associam-se volumes baixos orientados para uma lagoa e telas voltadas para o mar. Adaptados às extremas exigências do clima (com ciclones de até 240 km/h), os pavilhões "vela" giram sua parte posterior para o mar a fim de explorar com maestria os ventos dominantes ou induzir correntes de convecção, como é tradição local, equipando o centro como um eficaz sistema de ventilação.

Reinterpretando as choças kanak, levantam-se estas edificações compostas de uma forte carapaça dupla, construída a partir de pilares e vigas de madeira, de modo similar ao sistema primitivo, porém menos curvadas e alongadas. Revestidas de uma pele de madeira de iroko, que faz alusão às fibras tramadas das construções locais: "As lâminas da face externa das edificações são de diferentes larguras e espaçamentos. O efeito ótico da débil vibração que produz fortalece sua afinidade com a vegetação agitada pelo vento” (4).

Dos seus aspectos gerais até os mais específicos, a arquitetura de Renzo Piano não busca mimetizar-se com as tradições locais, mas nutrir-se de sua autenticidade para dar-lhe uma leitura universalizante.

O Centro Cultural é a materialização de um cuidadoso esforço para encontrar, em confronto com diversos ritmos (espaço, tempo, cultura e clima), o justo equilíbrio entre artefato e natureza, tradição e tecnologia, memória e modernidade.

ficha técnica

Projeto Centro Cultural
Jean Marie Tjibaou

Localização
Nouméa, Nova Caleônia

Cliente 
Agência para o Desenvolvimento da Cultura Kanac

Arquitetura 
Renzo Piano Building Workshop

Colaboradores
P. Vincent, D. Rat, A. Chaaya

notas

1,2,3 e 4
PIANO, Renzo. Logbook. Londres, Thames and Hudson, 1997.

sobre o autor

Ana Rosa de Oliveira é doutora em Arquitetura pela Universidade de Valladolid, Espanha, e professora e pesquisadora do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Fonte: Vitruvius

11 de ago de 2014

Churrasqueira solar pode substituir lenha e carvão nos países em desenvolvimento


Extremamente tradicional no Brasil, principalmente na região Sul, o churrasco costuma ser uma ótima opção para reunir a família e os amigos, além de ser muito saboroso. Entretanto, está longe de ser uma prática das mais ambientalmente corretas, até porque a queima do carvão e da lenha emitem uma série de gases poluentes na atmosfera, além do risco de contaminação decorrente do contato com a fumaça.

Depois de passar uma temporada na Nigéria, onde ainda se usa lenha para o cozimento dos alimentos, o professor do Massachusetts Institute of Tecnology (MIT), David Wilson, criou o Wilson Solar Grill que, não só pode cozinhar seus alimentos quando o sol está brilhando durante o dia, como também pode armazenar energia para que se possa cozinhar durante a noite.


Isso é possível graças ao fato de a churrasqueira solar conseguir armazenar energia térmica para até 25 horas de uso, alcançando temperaturas de 230ºC.

O produto, que encontra-se em fase de desenvolvimento, poderá ajudar a solucionar esse problema tão comum no nosso dia a dia, principalmente nos países emergentes.

Assista no vídeo abaixo:

Fonte: EcoD

Arquiteto projeta cúpulas sustentáveis para habitação e abrigo de refugiados


Casa residencial em formato de cúpula é o resultado de um tipo de construção nada convencional – apesar de ter sido desenvolvido na década de 60 -, que está em análise e poderá ser usado em dois projetos: abrigo para refugiados e habitação de baixo custo.

A técnica batizada de Binishell consiste em inflar balões para servirem como fôrmas, por cima delas é colocado o concreto e o restante dos materiais. O arquiteto Dante Bini foi quem patenteou a ideia e, na época, ajudou a reduzir o tempo e o custo das construções – uma vez que os moldes tradicionais eram bastante caros. Agora, seu filho Nicoló Bini, está propondo novas construções utilizando esse método.


"É uma alternativa a habitação de baixo custo que é melhor do ponto de vista ambiental e humanitário. Temos um produto permanente que não é apenas mais verde, mas também mais rápido para construir do que outros sistemas", afirmou ele.

Nesse tipo de construção, são integrados sistemas que reduzem o consumo de energia em até 75% em relação aos métodos tradicionais. É necessária uma quantidade menor de materiais, que devem ser comprados na localidade do morador. Há redução de custo tanto ambiental quanto financeira.


Além disso, é possível criar uma estrutura resistente aos desastres naturais. Em tais situações, o projeto ainda se mostraria eficaz pela rapidez com que as paredes podem ser erguidas – o que seria extremamente importante em casos emergenciais. 

Imagens: Divulgação

Saiba mais sobre as diversas aplicações desse tipo de construção aqui.

Fonte: CicloVivo

8 de ago de 2014

Casas feitas de terra: conheça a bioconstrução

A bioconstrução - conjunto de técnicas para construir edifícios com terra e fibras vegetais, como madeira de demolição e bambu, por exemplo, é uma maneira rápida, barata e sustentável de construção. Pau a pique, taipa de pilão, tijolo de adobe... Essas antigas técnicas foram aperfeiçoadas, surgindo outras como o superadobe e revestimentos como o calficite. Essas técnicas diminuem a variação de temperatura dentro da construção: em uma casa de tijolo cerâmico a temperatura pode variar de 17ºC a 34ºC, enquanto na bioconstrução, com parede de terra medindo 25cm, a temperatura varia somente de 22ºC a 28ºC.
O que queremos mostrar neste post de hoje é que esse tipo de construção pode ser visualmente muito interessante, cheia de cores e novas formas, verdadeiras obras de arte.

Apartamentos Kunst - Viena. 
Projeto do arquiteto austríaco Friedensreich Hundertwasser.

“Paraíso do Vinho” - Eisenheim, Alemanha. 
Casa projetada por Friedensreich Hundertwasser. 

Hotel em Styria - Áustria. 
Projeto de Friedensreich Hundertwasser.

Arquitetos revisitam técnicas como adobe, pau a pique e taipa de pilão para construir edifícios mais confortáveis com madeira, bambu e barro

Edifício de apartamentos em Darmstadt - Alemanha.
Projeto por Friedensreich Hundertwasser.

Se você está achando uma equação difícil construir rápido uma casa confortável e barata, saiba que a resposta pode já estar em seu terreno. A chave para o problema pode ser a bioconstrução, um conjunto de técnicas para construir edifícios com terra e fibras vegetais, como madeira de demolição e bambu.
Apesar do nome moderninho, a bioconstrução emprega tecnologias conhecidas por qualquer um que já tenha passado férias no interior do país: pau a pique, taipa de pilão e tijolos de adobe, por exemplo. Mas não espere casas infestadas de insetos e derretendo com a chuva. Os bioconstrutores aperfeiçoaram a construção com terra, inventando novas tecnologias. Um exemplo é o superadobe, em que sacos cheios de terra compõem paredes e domos capazes de aguentar climas extremos, como o de desertos ou regiões onde neva. Além disso, novos revestimentos aumentam a durabilidade das paredes de terra - como o calfitice, uma mistura de cal, fibra, terra e cimento que aumenta a durabilidade dos prédios. Outra novidade: os arquitetos misturam essas tecnologias a técnicas mais comuns, empregando, por exemplo, fundações de concreto.
A chamada "arquitetura de terra" também diminui a desagradável variação de temperatura no interior das construções. “Em uma casa de tijolo cerâmico, a temperatura varia de 17º C a 34º C”, conta o arquiteto paulistano Gugu Costa, citando pesquisas do arquiteto alemão Gernot Minke. “Já nas casas com paredes de terra medindo 25 cm, a temperatura varia menos: de 22º C a 28º C”, complementa. Na galeria abaixo, apresentamos dezoito obras construídas pelo mundo com técnicas de bioconstrução.
   
Casa Akil Sami - Dashur, Egito.                                Sa Bassa Blanca Casa de Campo - Maiorca, Espanha.
Projetos do arquiteto Hassan Fathy.

Nova Gourna - cidadezinha foi projetada por Hassan Fathy, a pedido do governo egípcio, interessado em retirar a população que vivia nas ruínas das necrópoles dos Faraós em Luxor.

  
Casas de Superadobe, Estados Unidos. Construídas com sacos cheios de terra empilhados, essas casas aguentam o calor do deserto californiano.  Imagem deste link.

Edifício de pesquisa no Instituto de Tecnologia da Índia.
Projeto de Gernot Minke.

   
Casa em Ecovila de Kassel, Alemanha. 
Também projetada por Gernot Minke.

Prédio de escritórios com o domo feito de palha, projeto do arquiteto Gernote Minke, em parceria com o estúdio Createrra, em Hrubý Súr, Eslováquia.

  
Hotel Crosswater - China.                          Igreja privada - Colômbia. 
Projetos do arquiteto Símon Veléz.

Pizzaria O Pedal - São Paulo. 
Projeto do arquiteto Gugu Costa.


Interior da Pizzaria O Pedal - São Paulo. 
Projeto do arquiteto Gugu Costa.

Fonte: AEAJS