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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

31 de out de 2013

Projeto chinês propõe ônibus que anda por cima dos carros

Um ônibus suspenso que anda por cima dos carros. Já imaginou? Uma equipe de pesquisadores chineses colocou a ideia no papel e defende que o projeto pode ser parte da solução para o trânsito terrível das grandes cidades.
Quando parado, o Land Airbus, como é chamado, não interrompe o trânsito, pois a parte inferior funciona como um túnel, “vazada”, em formato de arco – o que os inventores chamaram de design oco. O veículo ocupa duas pistas e permite que carros de até dois metros de altura passem por baixo.
Cada “vagão” comporta até 300 pessoas. Os passageiros entram no ônibus via elevador lateral e também são previstas estações fixas de parada. Movido por painéis solares e eletricidade, o veículo chega a 60 km/h. Há ainda um sistema que freia o veículo automaticamente em caso de emergência (se houver um acidente à frente, por exemplo).
Os criadores dizem que o ônibus suspenso pode diminuir em 30% o trânsito nas ruas e avenidas. Outra vantagem destacada é que a construção da estrutura para suportar esse tipo de transporte levaria três vezes menos tempo que a construção de metrôs, com custo 10% menor.
O projeto é apresentado como “o futuro das cidades”. Você acha que a solução parece viável? Veja o vídeo do projeto e entenda melhor o funcionamento do ônibus:
Imagem: Divulgação

27 de out de 2013

Saiba como fazer uma horta caseira reutilizando garrafa PET



Com a facilidade das compras em supermercados e feiras livres, deixou-se de se cultivar hortaliças e temperos dentro de casa. Para voltar às origens e descobrir o prazer que este hobby pode nos proporcionar, o CicloVivo, com informações do Engenheiro Agrônomo Juscelino Nobuo Shiraki, dá a dica de como construir uma horta caseira suspensa, reutilizando garrafas PET.

A ideia é reaproveitar materiais que iriam para o lixo para cultivar suas próprias hortaliças. Além disso, a horta caseira é decorativa e deixa um aroma agradável no ambiente. O espaço pode ser pequeno, porém, precisa ser ensolarado. Você pode aproveitar pequenos espaços em casa, como quintais ou varandas. É importante escolher as espécies certas para o espaço disponível em sua casa.

Material

- Tesoura; Alicate; Arame;
- Garrafa PET; Isopor; Manta para jardinagem;
- Terra preparada; Hortaliças.

Métodos

Com auxílio da tesoura, faça furos grandes em cada uma das saliências do fundo da garrafa. Em seguida, corte uma janela na lateral do recipiente na parte intermediária. Para preparar o substrato que fica no fundo, vários materiais podem ser utilizados como, por exemplo, argila expandida e pedra britada, mas como a sugestão é um vaso suspenso, a escolha do material é importante. Neste caso usaremos isopor para ficar mais leve. 

Cubra o fundo da garrafa com pedaços de isopor; em seguida corte em círculo a manta de drenagem e coloque sobre o isopor cobrindo-o totalmente. O círculo deve ter o diâmetro um pouco maior que o diâmetro da garrafa.

Em um recipiente separado, prepare a terra. Para este tipo de plantio ela deve ser composta por 50% de terra comum e 50% de terra preta. Preencha a garrafa PET até a metade com o preparado. Coloque sua hortaliça e ajeite bem, a seguir, adicione mais um pouco. Complete com mais um punhado até ficar um dedo abaixo da altura da ‘janela’. Este espaço é importante para que a água não transborde quando a hortaliça for regada. Para finalizar, faça um gancho com o arame e amarre-o no gargalo da garrafa.

Confira o vídeo com o passo a passo:

                  

Você também pode fazer uma jardineira, um jardim vertical e vasos de garrafa PET. Clique aqui para ver outras ideias de como reutilizar este material.

Fonte: Ciclo Vivo

Casa ecológica feita com 7 mil pneus é construída em São Paulo


Uma casa ecológica está em fase de construção no município de Joanópolis, no estado de São Paulo. Para construi-la serão reutilizados cerca de sete mil pneus. Também foram utilizadas três mil garrafas PET e cinco mil latinhas de alumínio.

O projeto da casa, que se iniciou em 1991, foi idealizado pelo casal Yuri e Vera Sanada, após viajarem o mundo por 12 anos em um veleiro e conhecerem mais de quarenta países. "A Casa Orgânica é o resultado de quase duas décadas de observações e experiências ao redor do mundo, em terra e no mar, resultando num lar vivo, que pode ajudar a mudar a vida das comunidades brasileiras", diz Vera.

Os pneus e latinhas compõem a parede. De acordo com o biólogo Yuri Sanada, a casa é a primeira com esse sistema no Brasil. Talvez, por isso, ela não tenha sido bem recebida pelos vizinhos. “Já teve até denúncia por causa da dengue, por causa de mau cheiro dos pneus, mas o fiscal disse ‘é perfeita, é limpa a construção, não tem mau cheiro nem nada’, a resistência inicial é muito complicada”.

Fotos: Divulgação/Casa Orgânica

Além da parede da casa, os pneus também são usados no muro, na escada e na estrutura da piscina. Há também outras paredes e lajes erguidas com garrafas plásticas. Em relação à segurança do local, os materiais usados dão a estabilidade necessária. “O pneu já é borracha com uma cinta de aço em volta, então é totalmente seguro. Quando você enche com terra do próprio local, estufa o pneu e ele pesa mais de 150 quilos. Então, é uma parede estrutural muito forte”, afirma Sanada. Segundo ele, não há uma coluna que sustenta a casa, toda a parede a sustenta.

O método adotado para fazer paredes com garrafas PET, que utiliza a garrafa de plástico, ferragens, bambu, barro e cimento para acabamento, foi apelidado de “PET a pique” fazendo alusão ao “pau a pique”, método tradicional brasileiro. “Fica totalmente resistente”, garante o biólogo. Para a iluminação foram usadas claraboias e garrafas de vidro.

Fotos: Divulgação/Casa Orgânica

A laje também foi edificada por cima da estrutura de garrafas. A casa também irá tratar o esgoto de forma biológica e economizará cerca de 60% de água se comparada a uma residência comum.

A casa ainda está em fase de construção. Ela terá 450 metros quadrados com piscina, sauna, churrasqueira e uma cobertura verde com horta.

As paredes grossas e o jardim na cobertura funcionam como um isolante térmico para a construção, que se mantem sempre na temperatura de 25 °C, não importa se esteja frio ou calor no lado de fora.

A casa deverá custar até 30% menos que uma casa comum. No site do projeto também é possível acompanhar o desenvolvimento da construção.

Confira o vídeo onde o casal mostra a casa e suas tecnicas:

Mayra Rosa - Redação CicloVivo

Fote: CicloVivo

5 inovações sustentáveis desenvolvidas por jovens brasileiros


Não é só no exterior que os jovens vêm desenvolvendo soluções sustentáveis para diminuir os impactos causados pela sociedade no meio ambiente. O CicloVivo visitou a 7ª Feira Tecnológica FETEPS, realizada em São Paulo até a última quinta (24), e separou cinco inovações em tecnologias verdes expostas no evento.

Entre as principais novidades, figura uma válvula sustentável que calcula o tempo de banho, uma moto capaz de carregar celulares com a energia do sol e uma lanterna para bicicletas que acende conforme os movimentos das pedaladas.

Criadores da válvula sustentável para chuveiro apresentam a solução durante a 7a FETEPS. 
| Foto: CicloVivo

Válvula sustentável para chuveiro

A grande demanda por água encanada nos meses de verão no litoral paulista fez com que os estudantes da ETEC Caraguatatuba desenvolvessem uma válvula sustentável para chuveiros: criado por uma equipe de três estudantes, o sistema evita que as pessoas demorem no banho, economizando água e dinheiro.

Ainda sem patrocinadores, o controlador de tempo restringe o banho em até quinze minutos e tem um custo de implantação que é superado nos descontos de água e luz. “Quando você está debaixo do chuveiro, não tem noção de que o tempo está passando. Como o banho é uma atividade confortável, muitas vezes, as pessoas perdem a noção e querem continuar debaixo d’água”, explicou a estudante Monica Pazzini, responsável pelo projeto.

O módulo desenvolvido por estudantes de informática permite que motociclistas 
carreguem seus celulares com a luz do sol. | Foto: CicloVivo

Baú solar para motociclistas

Um grupo de estudantes de informática da zona leste de São Paulo decidiu criar uma maneira sustentável para aproveitar o tempo que os motociclistas passam no trânsito diariamente. Batizado de Kit Baú Solar, o sistema conta com uma placa fotovoltaica instalada no baú da moto, usada para carregar celulares e outros gadgets durante as viagens.

No módulo criado pelos estudantes, a energia do sol é processada pelo painel e enviada para quantos cabos USB forem necessários, mantendo os aparelhos ligados em situações de emergência. “Nós tivemos esta ideia devido aos motoqueiros que reclamavam que acabava a bateria de seus celulares em momentos importantes”, comentou Marcel, de 18 anos, um dos idealizadores da tecnologia.

O sistema instalado na bicicleta dos alunos de Bebedouro faz com que a lanterna de LED 
seja ativada com as pedaladas. | Foto: CicloVivo

Lanterna para bike alimentada com pedaladas

Com o objetivo de reduzir o descarte de pilhas e baterias no meio ambiente e aumentar a segurança dos ciclistas, três estudantes de Bebedouro, no interior de São Paulo, criaram uma lanterna ativada com a energia das pedaladas. Desenvolvido com peças recicladas de impressoras, o dispositivo Eletrophotobike é durável e à prova d’água.

Como o módulo transforma a energia mecânica em eletricidade, o equipamento não permanece aceso quando a bicicleta está estacionada – aumentando, assim, a vida útil da lanterna sustentável. A Eletrophotobike ainda está em fase de testes, mas seus criadores têm a intenção de colocar o produto no mercado, para ser vendido a preços acessíveis. “Os produtos ecológicos deveriam custar mais barato do que os convencionais. É preciso que o governo dê incentivos, para que os produtos ecológicos sejam mais baratos, incentivando as pessoas a comprá-los”, afirmou Tiago Gimenez, responsável pelo projeto.

O tijolo de jornal tem custo de produção aproximado de cinco centavos e é mais resistente que os convencionais. | Fotos: Juan & Diego/Pedro Sousa (Flickr)

Tijolo de jornal

Ao contrário da maior parte dos materiais de construção, o tijolo de jornal e gesso tem impacto zero no meio ambiente, além de ser produzido com resíduos. Criadas por três alunos de Ribeirão Pires, as unidades têm custo de fabricação aproximado de cinco centavos e podem ser montadas de forma artesanal, já que dependem apenas de um liquidificador e uma estufa.

Mais resistente que a versão convencional, o tijolo de jornal é bem mais leve, mas ainda não há perspectiva de comercialização. “A implantação do tijolo de jornal iria economizar em todas as etapas, dos recursos e processos de produção à distribuição”, contou o estudante Lucas Araújo Rego, 23 anos.

A fibra do coco, que leva um longo tempo para se decompor, foi a matéria prima para a 
produção do copo térmico. | Fotos: Bernardo Barlach/Vinicius Costa (Flickr) 

Copo térmico com fibras de coco

As fibras de coco, que levam até oito anos para se decomporem na natureza, se transformaram num copo térmico graças a um projeto de três alunos da ETEC Trajano Camargo, em Limeira. O recipiente também utiliza canos de PVC reaproveitados e fibra de carnaúba, uma resina natural não tóxica e de extração sustentável.

Batizado de Termicoco, o projeto dos estudantes deverá ser aprimorado, com objetivo de produzir garrafas térmicas eficientes. Cada unidade levou três dias para ficar pronta – boa parte dos processos foi executada nas próprias casas dos alunos. “Enquanto os copos descartáveis causam prejuízos para o meio ambiente, o copo térmico de fibras de coco pode ser usado várias vezes, com um material que leva anos para se desfazer”, explicou Jhonatan Nunes Xavier, um dos inventores do projeto.

Fonte: CicloVivo        Por Gabriel Felix 

25 de out de 2013

Aeroporto mais verde do mundo vai se transformar em cidade sustentável


Referência no mundo todo, o Aeroporto de Incheon, na Coreia do Sul, pretende se transformar numa pequena cidade sustentável. Com planos de eficiência energética e energia solar, o espaço ainda oferece jardins e hortas aos passageiros, além de lagos e cascatas artificiais nas dependências do terminal.


A principal referência em sustentabilidade do Aeroporto de Incheon é o terminal 2, em que o escritório Gensler vem instalando as mudanças na estrutura. Na parte superior, o projeto conta com um gigante teto de vidro, que garante a iluminação natural durante o dia, economizando, assim, nos gastos de luz. Para refrescar o ambiente, a área ganhou um ar-condicionado de alta eficiência, que mantém as temperaturas amenas, sem altos níveis de emissões de carbono.


Boa parte da eletricidade utilizada nas dependências do terminal 2 é oriunda das placas fotovoltaicas instaladas na estrutura, e a administração do aeroporto não para de instalar painéis para aumentar a quantidade de energia limpa disponível e tornar o local mais independente da rede elétrica – e dar fôlego ao projeto de construção da pequena cidade. 


“A gente acredita que é possível ser sustentável, sobretudo, a partir da cultura. Caso os aeroportos continuem a evoluir, melhorando suas tecnologias – educando, simultaneamente, e inspirando milhões de passageiros todos os anos, podemos fazer parte da solução de mitigar os impactos negativos”, declarou ao site internacional Fast Co. Terence Young, diretor da Gensler, responsável pelo projeto de Incheon.


Ao longo de sua extensão, o projeto também oferece piscinas, lagos e cascatas artificiais para os usuários. Os responsáveis pelas obras explicaram que adotar as práticas de sustentabilidade em Icheon não foi tarefa fácil, já que os aeroportos são locais que, naturalmente, demandam alto consumo de energia durante o dia inteiro, e, muitas vezes, seus ambientes interiores não recebem nem um raio de sol. Com informações do InHabitat.

O Aeroporto de Incheon, que já tem iniciativas de sustentabilidade. | Foto: Divulgação

Fonte: CicloVivo

Empresa paulista oferece tintas ecológicas 60% mais baratas


Uma pequena indústria de Guarulhos, na Grande São Paulo, lucra com a produção de tintas recicladas. Elas são fabricadas com sobras de tintas, produtos vencidos ou sem especificações - a substância é poluente e não pode ser descartada de qualquer maneira.

Em 1985, Cláudio Furusava abriu a empresa Vida Nova Tintas para reciclar esse material. Hoje é o filho, Cristian Furusava, quem cuida do negócio.

O material é separado por cor, brilho, tempo de secagem e aderência. A tinta reciclada custa 60% menos do que a tradicional. Cristian contou com o apoio do Sebrae para definir as estratégias de ação da empresa, por meio de um Plano de Negócios, que orienta os objetivos do empreendedor de como lidar com os riscos do mercado, com concorrentes e o público-alvo.

A fábrica produz cerca de cem toneladas de tinta reciclada por mês e o faturamento fica entre R$ 150 e R$ 200 mil. A expectativa é o negócio cresça 15% em 2013. Os clientes são empresas como uma fábrica de andaimes e de formas para construção civil, que consome 300 litros de tinta por mês e paga cerca de R$ 40 mil por ano. Se usasse a tinta convencional, no entanto, o valor gasto seria mais do que o dobro.

Cláudio e Cristian Furusava estiveram no Pequenas Empresas Grandes Negócios no dia  30 de junho, às 7h30, na TV Globo.

As informações são da Agência Sebrae.

Fonte: Ciclo Vivo

Hortas urbanas: os desafios da fusão entre campo e cidade

Vista da fazenda urbana Eagle Street em Greenpoint, Brooklyn. 

Não é novidade que a produção de hortaliças está voltando às cidades: hortas urbanas no meio de Berlim e Nova York, e vários projetos de fazendas verticais em desenvolvimento confirmam esta tendência.

Entretanto, a fusão (ou reaproximação) do campo com a cidade não é tão simples. Da análise sobre o uso do espaço público à quantidade efetiva de alimentos que se pode produzir, há diversas questões sobre as quais é preciso refletir.

Um artigo do Grist reflete sobre esta questão e destaca alguns pontos importantes.

Nem sempre os espaços públicos disponíveis nas cidades são adequados para o cultivo e nem sempre se pode levar uma comunidade ao campo (em referência a projetos de comunidades rurais) Certos espaços urbanos são mais úteis para outras atividades, e às vezes, transpor uma comunidade para o campo acaba criando apenas mais um subúrbio.Certos espaços urbanos são mais úteis para outras atividades, e às vezes, transpor uma comunidade para o campo acaba criando apenas mais um subúrbio.

- A diferença entre campo e cidade deve continuar existindo: quando se tem espaços metade urbanos e metade campestres, acaba-se criando um grande espaço híbrido que não é é nem um, nem outro.

-A agricultura em pequena escala desempenha um papel dentro das cidades, mas mantendo a trama urbana intacta e se adaptando aos espaços disponíveis: tetos, ilhas de tráfego, interiores de quadras, pátios e jardins. "Onde há limitações, há inovação", ressalta o texto, sobre a necessidade de se aproveitar ao máximo estas áreas.

-Outra opção é apelar para os chamados "jardins urbanos efêmeros", assim batizados por Jason King referindo-se ao uso temporário de áreas disponíveis para a instalação de hortas de curta duração.

-Finalmente, é possível produzir na cidade toda a comida de que seus habitantes precisam? Provavelmente não, por isso não há problema na concentração de fazendas agrícolas nos arredores das cidades.

Enquanto o assunto continua se desenvolvendo e amadurecendo, estas reflexões são interessantes para entendermos para onde caminham nossas cidades. E você, já tem sua horta urbana?


14 de out de 2013

FACHADAS VEGETAIS

As paredes cobertas com plantas surgem como um novo conceito de cobertura de paredes e telhados, maximizando a utilização do bem mais escasso nas cidades, o espaço.
Países como Alemanha ou França já utilizam essa modalidade que além disso outorgam um valor estético adicionando muitas vantagens ambientais.
Um jardim vertical consiste em revestir paredes e telhados com plantas que crescem sem nenhum tipo de solo, como acontece com as epífitas, os musgos, liquens, orquídeas, samambaias e bromélias, também chamadas  de plantas aéreas que se usam como suporte outras espécies em vez de se enraizarem ao solo. Para isso empregamos fibras sintéticas específicas associadas a racks.
Os jardins verticais são leves e podem ser instalados no exterior dos edifícios e em diferentes climas, criando assim superfícies vegetais que servem de filtros de ar e reguladores térmicos, reduzindo até 8° a temperatura exterior y até 10 decibéis a poluição sonora.
Jardines verticales Urbanarbolismo.


JARDINS VERTICAIS DE INTERIOR

Também é factível a integração as integração de espaços verdes em interiores criando-se espaços que favorecem a relação com o meio ambiente. Qualquer espaço é suscetível de ser plantado.
Entre seus benefícios se encontram poupança de energia graças a combinação entre sombra, evapotranspiração e efeitos de isolamento que se traduzem em uma conta mais barata de energia na hora de se refrigerar o quarto em que está localizado.
Cada jardim vertical possui uma grande capacidade de fixar CO2, e em adição liberar oxigênio. Determinadas espécies vegetais utilizadas nos sistemas absorvem contaminantes específicos produzidos por nossos objetos do cotidiano. Em escritórios e casas podemos encontrar muitas substâncias químicas como o formaldeido, o benzeno e o tricloroetileno, que são a causa de problemas diversos de saúde como também o monóxido de carbono.

BENEFÍCIOS DOS JARDINS VERTICAIS

Benefícios para o meio ambiente:

  • Reduzem o efeito da ilha de calor das grandes cidades. (Prof. Hiroyki Yamada).
  • Reduzem até 5° a temperatura interior de um edifício no verão, assim como a mantém no inverno, economizando assim com os gastos de energia. (Akira Hoyano (Professor, Tokyo Institute of Tecnology).
  • Reduzem inundações já que retém boa parte da água da chuva em tempestades.
  • Habilitam espaços urbanos não utilizados.
  • Consomem pouca água já que é um circuito fechado de água.
  • Não atraem nem permitem a proliferação de insetos e bactérias já que o sistema contém repelente biológico.
Benefícios para a Saúde:

  • 1m² de cobertura vegetal produz o oxigênio requerido por uma pessoa para o ano todo. (Darlington, 2001).
  • 1m² de cobertura vegetal captura 10 gramas de poeira por ano. (Darlington, 2001).
  • Em um edifício de 4 andares com 60m², com uma fachada feita nesse sistema, irá filtrar 40 toneladas de gases nocivos por ano. (Wolverton et al.1989).
  • Em um edifício de 4 andares com 60m², com uma fachada feita nesse sistema é capaz de capturar e processar 15kg de metais pesados. (Darlington, 2001).
  • Melhora o rendimento e reduz mal estares das pessoas que tem vegetação em seu local de trabalho. (Lohr et al. 1996; Bringslimark, et al. 2007).
  • O isolamento vegetal reduz até 10 decibéis a poluição sonora. . (Akira Hoyano (Professor, Tokyo Institute of Tecnology).
Os Sistemas Construtivos:

Os muros desse sistema são um reticulado feito com materiais artificiais que permitem as plantas assentarem-se verticalmente, e por gravidade, obtendo seus nutrientes. Os sistemas utilizados são:
1.      Sistema f + p
 Trata-se do sistema mais utilizado por sua rapidez de montagem, baixo peso e facilidade de manutenção.
O Sistema consiste em um simples revestimento de painéis impermeáveis sobre o qual é colocada uma camada sintética que forma um sustrato por onde corre uma soluão hidropônica.
A vegetação é plantada ou substituída muito facilmente, sem necessidade de afetar o resto do jardim. As instalações funcionam entre as paredes e a camada de substrato de modo que a manutenção ou a substituição é simples.
Evolución en 6 meses (de octubre de 2009 a marzo 2010) del jardín vertical en Getafe.


2.      Ar Condicionado Vegetal:
Este sistema apresenta muito mais vantagens do que outros sistemas, o valor agregado de atuar como refrigerador e filtro de ar do espaço em que estiver instalado.
A operação é simples, o ar é recirculado através do sistema de ventilação e retorna a habitação através da fachada vegetal passando através do substtrato plantado e da vegetação.
O arquivo em pdf específico sobre o sistema de ar condicionado vegetal está disponível na web, onde se pode consultar as vantagens de energia e econômicas deste sistema. Seu consumo energético é 100 vezes menor do que um sistema de ar condicionado tradicional.
 3.      Sistema Nébula:
Esse sistema é formado por um agrupamento de plantas aéreas: tillandsias. Essa família de plantas obtém a água e os nutrientes que necessita, do ar, e por isso, não é necessário nenhum tipo de instalação de rega nem de aporte de nutrientes.
A principal janela desse sistema é a mínima manutenção que se pode realizar mediante pulverizadores manuais ou com nebulizadores, o que cria em torno as fachada uma pequena nuvem que forma parte de sua estética. Trata-se de um sistema especialmente recomendado para interiores.


PROJETOS EXECUTADOS:

Jardim Vertical. Restaurante Els Vents.

Os jardins verticais do restaurante “Els Vents” constituem a primeira fachada vegetal construída em interior, na Espanha. Esta fachada permitiu ao restaurante ter presença na televisão e uma grande afluência de público.
É curioso que na Espanha tenham criado grandes projetos de edifícios representativos como o do CaixaForum e não tenham utilizado fachadas vegetais em seus interiores, onde seu funcionamento é melhor, diminui o consumo de energia e água, e os usuários se beneficiam diretamente das vantagens ambientais que proporciona.

O Jardim Vertical escondido de Getafe.

O jardim recobre a torre de ventilação que cobre o supermercado que fica situado no pátio interno do bloco, essa construção do jardim foi devido a um pedido dos vizinhos para melhorar a paisagem interna da cobertura do supermercado.
Cria uma paisagem interior singular dentro do pátio e contribuí para regular a temperatura e a qualidade do ar.
As quatro orientações tem sido um desafio para a equipe de urbanarborismo-paisagismo já que tanto as espécies vegetais como a irrigação varia em função da orientação. Para surpresa de todos a vida se rompe no feltro e começaram a surgir espécies de musgo espontaneamente que colaboraram com as plantas existentes nesse eco-sistema vertical.

Totens:

Os totens são pequenas versões móveis de um jardim vertical que levam inclusos o sistema de fertirrigação. Podem ser alugadas ou adquiridas e são apropriadas para a conformação de stands ou em inaugurações de locais.
Para alcançar sua independência de uma completa instalação de rega dos totems utilizam  a mais moderna tecnologia em fertirrigação, o que os coloca como os primeiros jardins verticais móveis da Europa.
Os totens podem ser agrupados de várias maneiras diferentes para criar um efeito de um jardim vertical de grande proporção.

Perguntas Freqüentes:

Aparecem insetos nos jardins verticais?

Não, os produtos naturais utilizados no sistema de rega impedem sua aparição, seu objetivo principal é conservar a saúde das plantas.

O consumo de água não é excessivo?

O sistema de fertirrigação faz recircular a água que rega o jardim vertical, portanto o consumo é mínimo. A água utilizada retorna em qualidade ambiental do lugar esfriando o ambiente mediante evapo-transpiração.
E a manutenção?

As paredes verticais precisam apenas de pouca manutenção porque funcionam com o princípio hidropônico, o gasto de água é mínimo, já que a água que sobra é reutilizada para regas posteriores mediante um circuito fechado. A única manutenção necessária  é uma revisão periódica das instalações, assim como eventuais podas.


11 de out de 2013

Projeto Brasileiro que Transforma Lixo em Material de Construção ganha Prêmio Internacional

A competição Moradia Ideal – Colaboração para Cidades Mais Inclusivas e Sustentáveis (Sustainable Urban Housing – Collaborating For Liveable And Inclusive Cities), da Ashoka Changemarkers, organização mundial que trabalha com inovação e apoio a empreendedores sociais, recebeu inscrições de 48 países, totalizando 289 projetos.
De 11 finalistas, três foram premiados – um deles, brasileiro: Lixo Zero, Arquitetura Sustentável, Energia Renovável, dos arquitetos Márcia Macul e Sérgio Prado, fundadores da ONG Curadores da Terra.
A proposta é ambiciosa: reaproveitar todo tipo de lixo gerado nas cidades em Usinas Limpas, que processam resíduos orgânicos, plásticos e minerais (incluindo lodo e esgoto dos córregos e rios) e dão origem a materiais de construção, fertilizantes e energia.
As usinas podem ser feitas para todas as quantidades de lixo, variando de tamanho de acordo com o número de habitantes da comunidade ou cidade em que é implantada. “Cada unidade é feita individualmente para atender a estes quantitativos”, explica Márcia.
O lixo orgânico e seco é transformado em “biomassa bioestabilizada” (em um processo que dura de 30 a 55 horas) e pode ser aproveitada como fertilizante para florestas e piscicultura, materiais de construção e na geração de energia elétrica (em usinas com capacidade para mais de 12 toneladas/dia).
“Esta biomassa é agrupada com todos os outros resíduos, amalgamados com poliuretano vegetal biodegradável (que vem da soja ou mamona) dando origem a blocos, pisos, paredes, telhas, etc.” A resina formada substitui o cimento, que “cola apenas produtos minerais e hoje representa 8% do aquecimento da atmosfera”, segundo a arquiteta.
ResultadosEm SP, o Lixo Zero, Arquitetura Sustentável, Energia Renovável já faz parte de projeto de lei. “Isso abre significativo espaço para a implantação de até 660 Cidades Verdes Sustentáveis.” Nos EUA, também fez sucesso.
Onze equipes que participaram do evento de premiação se interessaram pela iniciativa, além de três importantes secretarias norte-americanas: HUD (US Department os Housing and Urban Development), EPA (Environmental Protection Agency) e a USAID (US Agency for Internacional Development). “Elas agora estudam novas formas de implantação para todos os países da América do Sul e América Central”, diz Márcia.
A premiação aconteceu na última semana em Washington DC, nos EUA. O projeto brasileiro recebeu 10 mil dólares, que serão investivos na divulgação, com vídeo em 3D sobre o funcionamento das usinas.
O projeto propõe soluções que vão muito além do reaproveitamento de lixo. Ele promove mudanças de aspecto social, com a construção de casas acessíveis e feitas com material “limpo”. “As usinas ganham pelo depósito de lixo, venda de energia e adubo e têm muito lucro com isso. Nossa ideia é que os elementos construtivos sejam usados para a edificação de creches, escolas e casas populares, beneficiando sempre a comunidade.”
A competição teve o apoio do Rockefeller Foundation, Departamento de Housing e Desenvolvimento Urbano e Departamento de Estado dos EUA e o Ministério da Cidades do Brasil. Os outros dois projetos premiados são da Argentina e EUA.
Já pensou em uma usina como esta na sua cidade?

Concurso Nacional de Idéias para Estudantes de Arquitetura e Urbanismo – Sustentabilidade em Edificações Públicas

Imagens do projeto vencedor – Universidade do Semi-Árido
Em 2008 foi realizado o Concurso Nacional de Idéias para estudantes de Arquitetura e Urbanismo, sobre o tema “Sustentabilidade em Edificações Públicas”. O evento foi uma iniciativa conjunta da Câmara dos Deputados (Departamento Técnico, EcoCâmara – Núcleo de Gestão Ambiental, Comissão de Desenvolvimento Urbano e da Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável) e do Instituto de Arquitetos do Brasil – Distrito Federal (IAB-DF). O concurso foi patrocinado pela CAIXA.
O concurso teve como objetivos:
- Promover o debate sobre a sustentabilidade em edificações públicas, por meio de exposições e apresentações dos trabalhos selecionados e premiados;
- Incentivar alunos e professores dos cursos de graduação em Arquitetura e Urbanismo a pesquisarem sobre o tema, por meio da elaboração de projetos de Arquitetura e Urbanismo;
- Contribuir para a investigação de alternativas técnicas, conceituais e projetuais para questões tais como: conforto térmico e acústico; melhoria das condições ambientais nas cidades; promoção de maior eficiência na utilização de recursos naturais; diminuição do consumo de energia nas edificações; entre outras questões relativas ao tema “sustentabilidade” e sua relação com as “edificações públicas”.
O concurso foi idealizado e coordenado por Fabiano Sobreira e contou com a colaboração de Thiago Teixeira de Andrade e Igor Campos (Presidente do IAB-DF). A comissão julgadora foi composta por: André Luiz Prado, Danilo Matoso Macedo, Elcio Gomes da Silva, Haroldo Pinheiro Villar de Queiroz e José Galbinski (presidente da comissão), todos arquitetos e urbanistas.
A análise dos trabalhos apresentados considerou a qualidade arquitetônica e/ou urbanística, a pertinência da proposta e a sustentabilidade, em seus diversos aspectos, destacando-se:  conceito e inovação; exeqüibilidade e economia; viabilidade técnico-construtiva; soluções passivas de conforto térmico; eficiência energética; adequação social; contextualização, entorno e implantação; aspectos plásticos, éticos e a estéticos da proposta. Clique aqui para acesso à Ata de Julgamento.
Veja abaixo os projetos premiados, as menções honrosas e os demais projetos selecionados que compõem a exposição oficial do concurso (*)
(clique nas imagens ou links para acessar mais informações sobre cada projeto)
PROJETOS PREMIADOS E MENÇÕES
___________________________________________________________________________________
Autor: Murilo Medeiros de Siqueira
Universidade Federal de Pernambuco – UFPE
___________________________________________________________________________________
Autores: Cedric Bouteiller, Philippe Sepulveda e Camila Paranhos
PUC – Rio de Janeiro
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Autores: Camila Monteiro de Castro
Centro Universitário do Triângulo – UNITRI – MG
___________________________________________________________________________________
Autores: Juliana Rossignolo e Diogo Peçanha
Universidade de São Paulo – SP
___________________________________________________________________________________
Autores: Vitor de Luca Zanatta, Marcelo André Carraro e André Celestino Fornari Oliveira
Universidade Federal de Santa Catarina – SC
___________________________________________________________________________________
DEMAIS PROJETOS SELECIONADOS – EXPOSIÇÃO OFICIAL
(em ordem do número de inscrição no concurso)
___________________________________________________________________________________
Autores: Walkyria Tsutsumi, Carolina Mapurunga e Raphaela Papaléo.
Universidade Federal de Pernambuco – UFPE

___________________________________________________________________________________
Autores: Pedro Vitor Chaves Poças de Lima, Diego Souza Caetano, Guilherme de Almeida Montenegro e Patrick Gomes Carvalho de Almeida.
Universidade Federal Fluminense – RJ
___________________________________________________________________________________
Autores: Thiago Nolasco de Melo Ardisson, Cássio Araújo Monteiro
Centro Universitário UNIEURO – Brasília – DF
___________________________________________________________________________________
Autor: Lina Denise de Moraes Aguirre
Universidade Católica de Pelotas – RS
___________________________________________________________________________________
Autores: Gabriel Gonçalves, Erick Carbone e Rodrigo Makert
Universidade Federal de Mato Grosso do Sul – UFMS
___________________________________________________________________________________
Autores: Eder Rodrigues de Alencar, João Augusto P Júnior, Margarida Massimo.
Universidade de Brasília – UnB
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Autores: Luiz Felipe de Souza Quintão, Felipe José Gontijo, Janaína Lopes Nogueira, Marina Garcia Gomes Leite, Mariana Fernandes Teixeira.
Universidade Federal de Minas Gerais – UFMG
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Autores: Priscilla Bencke, Luciana Tissot, Vicente Brandão, Bruno de Lazzari.
Universidade Federal do Rio Grande do Sul – UFRGS
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Autor: Adriana Teresinha da Silva
Universidade do Vale do Rio dos Sinos – Unisinos
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Autor: Kemily Camile Pereira Onça
Universidade Federal do Mato Grosso do Sul – UFMS
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Autor: Tiago Nicácio Pereira, Carlos Augusto Herrera Fernandes, Fabiana Suemi Yamanka, Fernando Ferreira Lima Daltro, Marcelo Scocchia Veiga, Rodrigo Araújo dos Santos.
Universidade Presbiteriana Mackenzie – SP
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Autores: Thais Tiene Amadeu Okada,Jaqueline Rodrigues da Silva
Universidade Braz Cubas – SP
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(*) Até agosto.2009 os trabalhos selecionados haviam sido expostos nos seguintes lugares/eventos: Fórum de Arquitetura e Construção Sustentável na Administração Pública – Câmara dos Deputados – Junho.2008;  Fórum – Agenda Ambiental da Administração Pública – A3P – TST – Brasília – Agosto.2008; Seminário Internacional – NUTAU 2008 – O Espaço Sustentável – Inovações em Edifícios e Cidades – Universidade de São Paulo – Setembro.2008.