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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

22 de nov de 2012

Franceses projetam fazenda vertical com espaço cultural e educacional



A estrutura acumula múltiplas funções, como elementos de arte, música e educação, aliados a áreas destinadas à saúde, alimentação e integração social. | Imagem:Divulgação
 
O Ferme Darwin é um projeto grandioso de construção, que mescla elementos culturais com uma fazenda vertical. Os escritórios franceses de arquitetura SOA e holdUP são os responsáveis pela ideia sustentável a ser construída no centro de Bordeaux, na França.

A estrutura acumula múltiplas funções, como elementos de arte, música e educação, aliados a áreas destinadas à saúde, alimentação e integração social. Este é um projeto piloto que tem como um de seus objetivos utilizar elementos lúdicos para promover a conscientização ambiental.

Por ocasião de alguma apresentação musical, por exemplo, os visitantes acabam tendo acesso às informações sobre agricultura e cadeia alimentar. No piso térreo estão espalhadas as estruturas diversas, salas, palco, restaurantes, entre outros, enquanto a fazenda se espalha pelos andares superiores.

As paredes de vidro permitem que as pessoas que passam pelas ruas visualizem a estrutura interna e ainda facilitam o aproveitamento da luminosidade natural, essencial para o cultivo e também para a eficiência energética.

As estruturas em que as plantas são cultivadas estão a seis metros do chão e os arquitetos utilizaram um sistema tradicional, que permite o crescimento de qualquer tipo de alimento. Além disso, a colheita é biológica e otimizada para que, através da combinação de espécies, haja produção durante todo o ano.

O uso de água no cultivo é controlado e os arquitetos também investiram em sistemas de produção de energia solar, para que o Ferme Darwin fosse o mais sustentável possível. O espaço leva cultura, lazer, educação e ainda oferece novas oportunidades de empregos à comunidade local. Com informações do ArchDaily.

Via: CicloVivo

Designer mistura arte urbana e sustentabilidade ao criar cobertura de garrafas PET



Seu trabalho buscou explorar a reutilização de embalagens para fazer uma instalação temporária. | Foto: Behance
 
O designer Garth Britzman aproveitou garrafas PET para fazer uma espécie de toldo que mistura arte urbana e sustentabilidade. Seu trabalho buscou explorar a reutilização de embalagens para fazer uma instalação temporária.

A ideia era estimular alternativas criativas para reciclagem e reutilização de materiais. Britzman dedicou-se ao projeto e teve um ótimo resultado. Além de bonito visualmente, a cobertura de PET pode ter diversas funcionalidades.

No caso, o designer mostrou que ela pode servir para estacionar um carro, protegendo-o do sol. O trabalho dele ficou ainda mais interessante devido aos líquidos coloridos colocados em cada um dos recipientes que ficaram suspensos.

Ele utilizou as cores azuis, verdes e amarelos. Com esse padrão, o resultado foi que as garrafas parecem flores penduradas se olhadas de baixo. Sua instalação foi chamada de “Pop Culture”.

Britzman é um estudante da cidade de Lincoln, localizada em Nebraska nos Estados Unidos. Ele possui um perfil no site Behance, uma plataforma online que divulga o trabalho criativo de profissionais de todo o mundo. Na página, o designer destaca que seus principais interesses giram em torno da arquitetura, design industrial e arte de rua.

O projeto foi realizado por Britzman junto a seus colegas da Universidade de Nebraska. Ao total, foram gastas 200 horas para a conclusão do trabalho. Ele também teve o apoio do professor de arquitetura da instituição, além da ajuda financeira de um programa canadense. Com informações do Catraca Livre.

Via: CicloVivo

Empresa paranaense investe em resinas e tintas ecológicas


A companhia Hydronorth, fundada em 1981, no Paraná, tem foco em tintas e impermeabilizantes. Seu diferencial é investir em uma linha sustentável de produtos para construção.

O intuito da empresa é unir tecnologia e inovação sustentável, por isso aposta em produtos especializados na preservação de ambientes e superfícies que não causem grande impacto ambiental, como a linha Ecopintura. Dessa forma, pretende chegar ao faturamento de 120 milhões este ano, contra os R$ 107,2 milhões faturados em 2011.

Entre as apostas, o Telhado Branco, um revestimento impermeabilizante para lajes e telhados, reduz a temperatura interna da construção em até 5°C, diminuindo o uso do ar condicionado e a emissão de CO2 na atmosfera retardando o aquecimento global. Também refletem até 90% do calor emitido pelos raios solares, enquanto os escuros apenas 20%.

O produto atende aos principais requisitos de qualidade e desempenho de acordo com as normais nacionais e internacionais. Tem a tecnologia Bio-Pruf, que combate o crescimento de microorganismos como mofo, algas e bactérias em superfícies externas e internas.

Além do Telhado Branco, a linha Ecopintura conta com mais 10 produtos: Tinta Acrílica Ecológica Premium, Tinta Acrílica Ecológica Standard, Tinta Acrílica Ecológica Econômica, Tinta Acrílica Ecológica Pinta Gesso, Massa Corrida Ecológica, Massa Acrílica Ecológica, Selador Acrílico Ecológico, Revestimento Ecológico Graffiato, Esmalte Base Água Ecológico e Verniz Base Água Ecológico. Todos atendem aos padrões e requisitos de desempenho nos processos de pintura de construções sustentáveis, de acordo com o LEED, AQUA, entre outros. Além de ter baixo teor de COV (Compostos Orgânicos Voláteis).

“Temos o objetivo de prover soluções inovadoras na preservação de ambientes e superfícies para garantir o bem-estar das pessoas. A Hydronorth reforça o compromisso com a sustentabilidade que, aliada à tecnologia, traz mais conforto aos estabelecimentos”, afirma Matheus Góis, vice-presidente da Hydronorth.

Situada a 13 km de Londrina - Paraná, em Cambé, com um parque fabril operando dentro na industrialização de tintas, texturas, vernizes e impermeabilizantes, a companhia conta com uma estação de tratamento de resíduos.

A Hydronorth atua em mais de 2.500 pontos de vendas em todos os estados do país, entre home centers, como Leroy Merlin, Telhanorte, C&C, além de lojas varejistas e em locais de materiais de construção.

A empresa foi fundada por Amado Gois na cidade de em Cambé, a 13 km de Londrina, no Paraná. Ele foi o responsável por criar as primeiras resinas impermeabilizantes há 31 anos. O faturamento já ultrapassa os 107 milhões.

Fonte: Ciclo Vivo

Meta de redução de emissão de gases de efeito estufa para 2020 não será cumprida


Ao invés de diminuir, a presença de gases como o dióxido de carbono na atmosfera aumentou cerca de 20%, desde o ano 2000. | Foto: Guilherme Cecílio/Flickr
 
Ainda que todos os países do mundo decidam agora ser mais ambiciosos nas metas voluntárias e obrigatórias de redução de emissões de gases de efeito estufa, não será mais possível atingir o compromisso firmado em 2010, de evitar que a temperatura no mundo suba mais que dois graus Celsius (°C) até 2020.

A terceira edição do Relatório sobre Emissões de Gases de Efeito Estufa, divulgada na última quarta-feira (21), pelo Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma), mostrou, em um novo cálculo, que a concentração de gases do aquecimento global pode ficar até 14 gigatones (medida utilizada pelos cientistas para medir as emissões de gases de efeito estufa, como o dióxido de carbono) acima do nível definido como meta para 2020, que seria de 44 gigatones.

Em 1990, o volume de emissões era de 37 gigatones. Atualmente, este índice chegou a 49 gigatones. Segundo o estudo, ao invés de diminuir, a presença de gases como o dióxido de carbono na atmosfera aumentou cerca de 20%, desde o ano 2000. Por isso, especialistas projetam que, caso os países se debrucem sobre medidas mais audaciosas, as emissões chegariam, na melhor das hipóteses, a 52 gigatones.

De acordo com o levantamento, a distância entre a atual situação, o que os pesquisadores projetam como cenário para 2020 e o que os cientistas consideram como índices ideais, é cada vez maior.

Há dois anos, representantes de mais de 190 países se comprometeram, na África do Sul, com ações para conter o aumento da temperatura no mundo. Ao reconhecerem a necessidade de mudanças globais para minimizar problemas decorrentes das mudanças climáticas – como grandes enchentes e secas extremas, as economias concordaram em definir metas até 2015, que deverão ser colocadas em prática por todos os países signatários a partir de 2020.

Esse conjunto de metas foi chamado de Plataforma Durban e deve substituir o Protocolo de Kyoto em oito anos. O acordo global, porém, segue ainda na teoria, sob ameaça de resistência ou dificuldade de países como Estados Unidos e China em modificar padrões como o da queima de combustíveis fósseis (responsável por mais de 60% das emissões dos países mais desenvolvidos). Além disso, muitas economias europeias ainda travam a definição de questões complexas, como a transferência de tecnologia e financiamento para que países mais pobres e em desenvolvimento consigam acompanhar as mudanças globais.

Diante dos alertas pessimistas, negociadores de mais de 190 países que participarão da Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, em Doha, no Catar, a partir da próxima semana, sabem que as pressões por mudanças vão continuar e vão recair tanto sobre os setores produtivos quanto sobre os governos, para a implantação de medidas de controle das emissões.

Por Carolina Gonçalves - Agência Brasil                                   Via: Ciclo Vivo

5 ideias para reaproveitar rodas de bicicletas


As rodas das bikes podem ser reaproveitadas de várias maneiras. | Foto: cdsessums/Flickr
 
Não importa se você usa a bike apenas aos finais de semana ou percorre grandes distâncias todos os dias, mais cedo ou mais tarde, será necessário fazer reparos nela. Em vez de deixar sua companheira no lixo, veja 5 ideias para reaproveitá-la.
Não importa se você usa a bike apenas aos finais de semana ou percorre grandes distâncias todos os dias, mais cedo ou mais tarde, será necessário fazer reparos nela. Em vez de deixar sua companheira no lixo, veja 5 ideias para reaproveitá-la.

Guirlanda
Já que o natal está se aproximando, que tal reaproveitar a roda de uma bicicleta antiga para personalizar uma guirlanda? Solte a criatividade para decorá-la – pinte o aro e os raios, contorne a roda com folhas, utilize minilâmpadas e enfeites natalinos. Você pode pendurar a guirlanda na porta com um prego, mas também pode deixá-la sustentada na sua porta com o garfo da bicicleta. 
Não importa se você usa a bike apenas aos finais de semana ou percorre grandes distâncias todos os dias, mais cedo ou mais tarde, será necessário fazer reparos nela. Em vez de deixar sua companheira no lixo, veja 5 ideias para reaproveitá-la.

Guirlanda
Já que o natal está se aproximando, que tal reaproveitar a roda de uma bicicleta antiga para personalizar uma guirlanda? Solte a criatividade para decorá-la – pinte o aro e os raios, contorne a roda com folhas, utilize minilâmpadas e enfeites natalinos. Você pode pendurar a guirlanda na porta com um prego, mas também pode deixá-la sustentada na sua porta com o garfo da bicicleta. 

Guirlanda

Já que o natal está se aproximando, que tal reaproveitar a roda de uma bicicleta antiga para personalizar uma guirlanda? Solte a criatividade para decorá-la – pinte o aro e os raios, contorne a roda com folhas, utilize minilâmpadas e enfeites natalinos. Você pode pendurar a guirlanda na porta com um prego, mas também pode deixá-la sustentada na sua porta com o garfo da bicicleta. 

Lustre

Se o aro da roda da sua bicicleta enferrujou, saiba que nem tudo está perdido: é possível transformá-lo num lustre. Além da roda, você vai precisar de lâmpadas com fios e pregadores de metal (como os utilizados para prender papel). Passe os fios das lâmpadas por dentro dos raios da roda e fixe-os com os pregadores de metal, como na foto. Pendurada no teto, a iluminação do ambiente fica muito descontraída.

Mural de recados

Se você não tem muita habilidade na hora de confeccionar novos materiais, uma ideia simples para reutilizar a roda da bicicleta é transformá-la em um mural de recados. A peça pode ser instalada tanto num ambiente interno, quanto no quintal da casa, onde pode servir de apoio para plantas trepadeiras. O nível de elaboração do mural é muito fácil: basta fixar a roda na parede e pendurar os papéis nos raios.

Paneleiro

Dentro da cozinha, o aro da roda da bike vira um suporte para panelas. Depois de envernizar o material, você vai precisar apenas de alguns ganchos, que devem ser colocados entre os raios e o aro da roda. Depois, coloque a estrutura no teto. Feito isso, você já pode pendurar as panelas na roda.

Espelho

Para fazer esta criação simples, você terá que adotar a roda da bicicleta como moldura e fixar um espelho redondo no centro dela. Seja criativo e faça as intervenções que quiser – altere as cores, envernize a estrutura e pendure enfeites nos raios da roda. Depois, é só fixar a roda na parede. Você também pode transformar as duas rodas da bike em espelhos, sem precisar desmontar a estrutura da bicicleta.

Fonte: CicloVivo

14 de nov de 2012

Casa sustentável mescla filosofia oriental e ocidental de arquitetura

A Para Eco House combina a filosofia oriental de Dao, com ideias 
da arquitetura ocidental. | Imagem: Divulgação



O projeto da Para Eco House foi idealizado por uma equipe de arquitetos chineses da Universidade de Tongji, combinando a filosofia oriental de Dao, com ideias da arquitetura ocidental. A lógica espacial da residência é dividida em quatro espaços: exterior, semi-aberto, fechado e pátio interno.

Seguindo este perfil de construção e para alcançar a divisão destes espaços, os arquitetos utilizaram três camadas. A primeira delas é o espaço semi-aberto, cercado por uma pele de madeira, em formato de losangos. Esta estrutura permite o aproveitamento de luminosidade e ventilação natural, além de fornecer sombra para a vegetação inserida nos espaços da fachada de madeira.

Este espaço conta com painéis fotovoltaicos instalados no telhado e a utilização da vegetação na película vertical de madeira promove uma sintonia entre a natureza e o espaço interior.

O segundo segmento é o espaço fechado, que é composto por uma área de 55,8 metros quadrados e possui quase todas as funções de uma casa comum. A diferença entre esta construção e a maior parte das tradicionais é a falta de divisórias para a separação dos cômodos. Ele é internamente aberto, evitando barreiras visuais e permitindo o livre acesso dos moradores aos ambientes.

O pátio interior é a ligação interna da casa com o ambiente externo. Ele exerce papel fundamental no equilíbrio e ainda serve como o espaço central funcional da casa e o principal sistema de ventilação e entrada de luz natural no interior da residência.

A aplicação de uma pele isolante térmica garante a eficiência energética necessária para reduzir significativamente o consumo da residência, tanto em períodos frios, como em épocas mais quentes. Outro fator que reduz os impactos ambientais da construção é a utilização de bambu como material estrutural.

A Para Eco House foi finalizada neste ano e está instalada em Madri, na Espanha. Com informações do ArchDaily.

Fonte: CicloVivo

Pesquisa da USP utiliza húmus de minhoca na descontaminação de solos

Com 25% de húmus de minhoca para 75% de solo contaminado, os cientistas conseguiram
eliminar totalmente a contaminação. | Foto: Gokhan Okur/SXC

Um estudo do Instituto de Química de São Carlos, da Universidade de São Paulo, destinado a livrar solos da contaminação por cobre, chumbo e cromo, utilizou o húmus resultante da compostagem com minhocas (vermicompostagem) no esterco bovino, como alternativa ecológica para corrigir terras que precisam ser descontaminadas.

De acordo com a professora Maria Olimpia de Oliveira Rezende, que coordenou a pesquisa, a limpeza de solos contaminados pelos metais é um processo complexo e oneroso, que utiliza produtos nocivos ao meio ambiente. Com o novo método desenvolvido pela pesquisa, o esterco bovino é usado por ter propriedades orgânicas e também por ter se apresentado como solução ecológica, já que se trata de um resíduo que seria descartado no meio ambiente. Além do esterco, existem outras fontes que poderiam ser utilizadas, como bagaço de laranja e cana-de-açúcar.

Segundo Leandro Antunes Mendes, mestre em química ambiental e autor da pesquisa, a contaminação por cobre e por chumbo pode ocorrer em qualquer área de mineração ou despejo de resíduos sem controle no solo. O cromo, liberado pelas indústrias de curtume, após o tratamento do couro, é problema de cidades paulistas como Jaú e Franca, onde existem muitas fábricas de calçados.

Ele explica que, apesar de a presença do cobre e do chumbo em pequenas quantidades serem essenciais para as plantas, a bioacumulação desses metais no solo diminui a fertilidade e podem torná-lo improdutivo. A existência de cromo provoca nas plantas o amarelamento, impedindo o crescimento e provocando a morte das mudas.

Segundo a pesquisadora Maria Olimpia, a dosagem do húmus de minhoca ainda pode ser usada para corrigir deficiências de cobre e chumbo nos diferentes tipos de terras, conforme a necessidade de cada cultura.

Nas pesquisas iniciais, foram utilizados 25% de húmus de minhoca para 75% de solo contaminado. Com esse percentual, os cientistas conseguiram eliminar totalmente a contaminação. A pesquisadora Maria Olimpia explica que o processo, no entanto, não retira os metais do local. “Os elementos tóxicos continuam no solo, mas ficam imobilizados. Eles não ficam disponíveis para as plantas, nem para serem carregados e levados ao lençol freático”, explicou a pesquisadora, que ressaltou a necessidade de monitoramento constante dos solos após a descontaminação.

O procedimento usado pelos pesquisadores foi deixar o esterco compostado por três meses. “Através da ação conjunta de bactérias, a compostagem vai transformando o esterco bovino em um material mais estabilizado”, disse.

O próximo passo foi adicionar minhocas, que se alimentam do composto e expelem o húmus. “Esse material tem muitas propriedades, que ajudam na fertilidade do solo”. A aplicação do vermicomposto no solo contaminado eleva a capacidade de troca catiônica, que é o quanto o solo consegue trocar cátions com o meio.

“Se você tem um solo com elevada capacidade de troca catiônica, ele tem maior possibilidade de liberar os cátions retidos no solo e absorver aqueles que são perigosos, como o cobre, chumbo e cromo”, disse. Assim, explicou, após o uso do vermicomposto em solo contaminado, as espécies metálicas (cobre, chumbo e cromo) ficam retidas, de uma forma que tornam-se indisponíveis no meio ambiente.

Uma das vantagens do novo método de descontaminação é que a imobilização de metais que contaminaram os solos impede que os tóxicos sejam levados aos lençóis freáticos pela chuva. “O risco para a saúde humana na água é ainda maior que a contaminação no solo, porque os metais espalham-se facilmente pela água”, disse Maria Olimpia. Ela explicou que a ingestão de cromo em quantidades elevadas pode provocar câncer, e que o chumbo, em mulheres grávidas, pode gerar malformação de fetos.

Segundo Leandro, o estudo, tema da sua tese de mestrado, foi feito apenas em laboratório e teve início em março de 2010. O próximo passo dos pesquisadores será testar o vermicomposto em campo, e tentar reduzir a proporção da quantidade de húmus empregada. Além disso, os cientistas pretendem examinar a fitotoxidade dos solos, ou seja, irão plantar sobre a terra descontaminada por meio do vermicomposto para verificar se os metais foram ou não sugados pelas plantas.

Por: Fernanda Cruz, da Agência Brasil                       Via: Ciclo Vivo

Casa é montada dentro de vagão de trem abandona

A residência possui todas as comodidades modernas, com sala, quarto, 
escritório e banheiro. | Foto: Apartment Therapy

 


O jornal Bom Dia Brasil, da Rede Globo, mostrou na última segunda-feira (12) que o Brasil possui mais de cinco mil vagões de trem abandonados em galpões. Só no Estado de São Paulo há mais de dois mil. Além disso, há também as locomotivas que, somadas aos vagões, resultam em uma grande quantidade de sucata.

Tais materiais poderiam ser aproveitados de maneira mais eficiente. Em outubro, um dos trens no complexo ferroviário de Vinhedo, em São Paulo, foi queimado. Os vagões da estação foram comprados pela prefeitura há cerca de oito anos. O objetivo na época era construir um museu e um trem turístico.

No entanto, há muitos projetos estrangeiros que também buscam maneiras de reutilizar e/ou reciclar vagões de trem e que deram certo. Já foram construídos Cafés, restaurantes e com a estrutura de um vagão de 1949 foi criada uma casa em Portland, nos Estados Unidos.

A residência possui todas as comodidades modernas, com sala, quarto, escritório e banheiro. Para acomodar os objetos e, fazer a separação, todos os acabamentos e itens internos do trem foram retirados.

Dentro do trem foram colocados os móveis, instalados sistemas elétricos e a superfície recebeu um novo forro. A reforma ficou tão bem feita que a parte interna ficou semelhante a uma casa comum. A residência no trem chegou a ser oferecida na corretora de imóveis Laurie Holland, Portland, por 225.000 dólares. Não há informações no site do escritório sobre sua venda.

Essa é apenas uma das muitas formas já apresentadas para dar uma nova utilidade para as estruturas que muitas vezes servem de abrigo para usuários de drogas. Além de ser um meio de proliferação do mosquito da dengue, causando transtorno para a população que vive em torno do local. Com informações do Atitude Sustentável e Ecofriend.

Fonte: CicloVivo

200 cidades brasileiras aderem ao Programa Cidades Sustentáveis

O Programa Cidades Sustentáveis foi criado para que as cidades brasileiras se 
desenvolvam de forma econômica, social e ambientalmente sustentável. | Foto: Antonio Max/SXC

O Programa Cidades Sustentáveis recebeu a adesão de 200 prefeitos eleitos. Entre as capitais, estão o Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre e Salvador. Ao total, foram 548 candidatos a prefeitos de 330 cidades que assinaram a carta-compromisso.

A Rede Nossa São Paulo, o Instituto Ethos e a Rede Social Brasileira por Cidades Justas e Sustentáveis são as organizações pelo programa. Para eles, o número de prefeitos eleitos que se comprometeu com o programa, superou as expectativas.

Os prefeitos que não aderiram ao programa, ainda podem assinar a carta-compromisso para também priorizar uma cidade mais sustentável. Bastam acessarem a página e seguir as instruções.

Com o objetivo de sensibilizar, mobilizar e oferecer ferramentas para as cidades brasileiras se desenvolverem de forma econômica, social e ambientalmente sustentável, foi criado o Programa Cidades Sustentáveis. Ele é apartidário e reúne prefeitos eleitos, dezenas de organizações da sociedade civil, empresas e órgãos públicos que firmaram parceria com a causa.

Como beneficio, o Programa afirma que as cidades participantes ganharão visibilidade em materiais de divulgação e na mídia, terão acesso a informações estratégicas e trocarão experiências com outras cidades, além de fazerem parte de um movimento inédito no Brasil, que representa um passo à frente no processo de construção de cidades mais justas, democráticas e sustentáveis. Com informações do GBC Brasil e Cidades Sustentáveis.

Fonte: CicloVivo

Designer holandesa cria louças que absorvem energia solar

Um copo é capaz de produzir energia e depois transmitir esse potencial armazenado 
a um gabinete coletor. | Foto: Divulgação



A designer holandesa Marjan Van Aubel criou uma coleção de louças capazes de produzir energia fotovoltaica. A tecnologia foi pensada de maneira a alcançar níveis altos de eficiência para o aproveitamento da luminosidade interna de uma residência.

Marjan integrou as células solares aos próprios objetos. Assim, um copo é capaz de produzir energia e depois transmitir esse potencial armazenado a um gabinete coletor, que o transforma em eletricidade e permite usos diversos. O gabinete não é apenas um suporte de louças, ele é também uma bateria, passível de se transformar em um carregador, por exemplo.

A tecnologia aplicada consiste em usar uma camada de célula fotovoltaica com um corante sintetizante em cada um dos objetos de vidro. Este sistema de cores foi criado por Michael Graetzel, conforme informado pela designer em seu site, o processo é baseado na fotossíntese das plantas, em que o verde da clorofila ajuda a captação de energia.

Graetzel usa uma camada de dióxido de titânio poroso embebido com corante fotossensível, um pigmento extraído do espinafre ou do mirtilo, mais conhecido como blueberry. Ele descobriu que o corante que dá a tonalidade a esses alimentos emite um elétron quando é atingido pela luz. Um dos lados do vidro é positivo e o outro negativo, assim os elétrons do corante são transmitidos ao dióxido de titânio e é liberada a corrente elétrica.

O vidro utiliza a luz solar como fonte de energia, mas também pode funcionar sob a luz difusa. Este processo o torna mais eficiente para o uso dentro das residências, ao contrário do que acontece com os painéis solares, que precisam da incidência direta do sol.

A eficiência do material varia de acordo com as cores que forem empregadas. O interessante é que além de funcionar para a produção energética, os objetos ainda exercem suas funções originais ou podem servir como elementos decorativos.

Fonte: CicloVivo

5 de nov de 2012

Arquitetos norte-americanos planejam cidade sustentável na China



   
   
   
Os arquitetos do escritório norte-americano Adrian Smith + Gordon Gill anunciaram um plano mestre para um complexo sustentável no distrito de Chengdu Tianfu, na China. A ideia é transformar uma área de 320 hectares em uma “grande cidade do futuro”.

A proposta oferece soluções para problemas de infraestrutura e altos níveis de poluição que atingem as grandes cidades chinesas e outras metrópoles mundiais. A construção do complexo será determinada de forma a reduzir o consumo energético e as emissões de gases de efeito estufa associadas à expansão urbana.

De acordo com os arquitetos, conforme informado pelo site norte-americano Inhabitat, a cidade deve estar concluída em oito anos, com capacidade para abrigar 30 mil famílias, aproximadamente 80 mil pessoas. O grande segredo das propostas de cidades do futuro é modificar o estilo de vida dos moradores, proporcionando condições para uma vida mais saudável e sustentável.

Em Chengdu Tianfu qualquer pessoa deve ser capaz de se locomover caminhando entre os extremos do complexo em apenas 15 minutos. Essa mudança descarta a dependência dos automóveis. Ainda em termos de mobilidade urbana, a “cidade do futuro” será ligada aos sistemas de transporte coletivo, que levarão os moradores aos bairros e regiões adjacentes. Mesmo assim, a ideia é de que as pessoas possam morar, trabalhar e se divertir dentro da própria estrutura planejada.

A opção por técnicas de construção sustentável e sistemas de energia renovável garantirá à cidade uma redução de 48% no uso de energia e 58% nos gastos com água, me relação às edificações tradicionais, capazes de abrigar uma população semelhante. Os resíduos também serão impactados pelas opções ecologicamente corretas, assim a produção de lixo será reduzida em 60% e os níveis de dióxido de carbono desses resíduos deve ser 89% menor.

Os arquitetos vão além do uso da tecnologia. Para se ter uma cidade sustentável é preciso conta com um planejamento também altamente eficiente. Por isso, a parte urbanizada do complexo será cercada por uma paisagem natural, com vales e corpos d’água, superior à área construída. Dentro da parte urbanizada também existe uma escala que designa o uso eficiente do espaço. Assim, 15% da terra será destinada ao lazer, com parques e áreas verdes, 60% será ocupado pela construção, enquanto os 25% restantes serão dedicados à infraestrutura com estradas e ruas para pedestres.

“Nós idealizamos esse projeto como uma cidade densa vertical que reconhece e de fato compreende a paisagem circundante, uma cidade cujos moradores vão viver em harmonia com a natureza e não em oposição a ela”, comentou o arquiteto Gordon Gill, ao Inhabitat.

Fonte: CicloVivo

Moradias estudantis norte-americanas recebem soluções sustentáveis

A estrutura conta com 123 apartamentos, que variam em tamanho. | Foto: Studio E

   

Os arquitetos do escritório Studio E, com sede na Califórnia, tiveram o desafio de planejar moradias estudantis sustentáveis para o UC Davis West Village. O projeto deveria ser eficiente e econômico, ao mesmo tempo em que era atrativo e funcional à comunidade.

A estrutura conta com 123 apartamentos, que variam em tamanho e podem ter de um a três quartos, construídos dentro de um complexo que conta com pouco mais de quatro mil metros quadrados. Os arquitetos desenvolveram espaços dentro da vila que fossem úteis a trabalhos em todas as escalas, ou seja, existem salas adaptadas a pequenos ou grandes grupos.

Os moradores também contam com espaços livres em que é possível desfrutar da natureza e relaxar. Esta utilização inteligente do espaço foi um dos fatores primordiais do projeto, aliado à eficiência energética, um dos pontos cruciais para garantir a sustentabilidade da estrutura.

Em primeira vista, o campi é bastante parecido com os tradicionais. O que o diferencia das outras moradias estudantis é o fato de o planejamento ser totalmente voltado às soluções simples e de baixo custo, para reduzir os gastos com energia.

Um dos destaques do prédio são os telhados, inclinados para a orientação sul e projetados de maneira a abrigar o maior número possível de painéis fotovoltaicos em sua superfície. As fachadas sul e oeste ainda contam com uma proteção, uma espécie de escudo térmico, que protege o interior da incidência solar do período da tarde.

O edifício está bastante protegido, com o intuito de reduzir o uso de sistemas de ar-condicionado. Por isso, o design valorizou a ventilação e iluminação naturais. Os arquitetos garantem que a estrutura conta com o uso de materiais simples e baratos e sistemas de energia que aproveitam ao máximo as fontes naturais e ainda permitem que o excedente seja encaminhado às redes de distribuição. Com informações do ArchDaily.

Fonte: CicloVivo