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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

30 de abr de 2012

Deck feito de bambu é a novidade sustentável no mundo do skate

Fotos: Divulgação

Essa vai para os skatistas de plantão: pesquisas indicam que os skateboards estão em 31º lugar na lista dos maiores responsáveis pela derrubada de árvores na América do Norte e em 1º, se tratando das florestas de maple, principal madeira utilizada na confecção das pranchas. A boa notícia é que uma empresa americana está fabricando skateboards utilizando 100% de madeira de bambu. Uma opção muito mais eco-friendly.

O produto, desenvolvido pela BambooSK8, é mais resistente, leve e claro, sustentável, que os skateboards convencionais. O bambu é um dos grandes emissores de oxigênio do mundo vegetal e pode absorver até quatro vezes mais dióxido de carbono que outra árvore do mesmo porte. Além disso, ele tem a capacidade de filtrar metais pesados presentes no solo e nos lençóis subterrâneos.


Outra vantagem do bambu é que ele pode ser colhido após cinco anos de crescimento, enquanto o maple pode levar até 60 anos amadurecendo antes de ser transformado em pranchas de skate. Todo esse tempo acarreta mais consumo de energia e recursos naturais, como água e materiais orgânicos.

A prancha (mais conhecida como shape ou deck) é feita com três ou quatro camadas de madeira de bambu, que devem ter espessura e tratamento especial. O resultado são decks mais fortes, já que o bambu é um material altamente resistente, podendo suportar até 740 toneladas de pressão, quase 90 toneladas a mais que o maple. Além disso, esses shapes são mais leves. Eles pesam pouco mais de um quilo, enquanto os skateboards tradicionais podem pesar até quatro quilos.


Empresa responsável

A BambooSK8 não se limita a fabricar produtos amigos do meio ambiente. Ela também faz parte da Action Sports Environmental Coalition e possui uma política de sustentabilidade que inclui uso de materiais reciclados e reciclagem de seus resíduos, preferência por transportes alternativos, como a bicicleta, economia de luz e fim do uso de sacolas plásticas. Uma prova do seu engajamento pode ser visto na casa do dono da BambooSK8, que possui o maior painel solar residencial da Califórnia.

Fonte: Portal EcoD

Hotelaria Européia ganha novidade Sustentável

Recém inaugurado em Copenhague, na Dinamarca, o Bella Sky Hotel é um dos assuntos recorrentes nos veículos especializados em arquitetura. Localizado no bairro Ørestad, o hotel tem23 andares, 814 quartos e 30 salas de conferências. Sim, os números são altos e só não foram maiores por conta de um impedimento, já que o local não recebeu autorização para passar dos 75 metros.


A solução encontrada para o “problema” foi contruir o empreendimento em duas torres assimétricas, que, como a imprensa internacional definiu, parecem estar dançando. Culpe ainclinação de 15 graus que elas sofreram — 11 mais que a Torre de Pisa.

“Este é um grande dia, tanto para o grupo quanto para mim pessoalmente. Estamos extremamente orgulhosos de receber hóspedes no maior hotel da região nórdica – um hotel que não somente é único em sua categoria em termos de arquitetura e design de interiores, mas também que contribuirá para atrair ainda mais importantes congressos internacionais para Copenhague”, declarou Arne Bang Mikkelsen, CEO do Grupo Bella, no dia da inauguração.


O escritório 3XN arkitekter, responsável pelo projeto, não pensou em apenas em um bonito design. Os arquitetos também pensaram em sustentabilidade. As janelas, em formato trapezoidal, garantem o uso de luz natural. Já as fachadas das torres são isoladas para inibir o ganho e a perda de calor. O hotel ainda oferece plugins para veículos elétricos, para os seus hóspedes chegarem em grande estilo “verde”. O Bella Sky Hotel ainda conta com um lobby repleto de elementos orgânicos. A parede vida, por exemplo, funciona como um filtro natural do ar e ajuda a manter a umidade no espaço.

28 de abr de 2012

Jardins verticais

Ferramenta para resfriar edifícios e recompor a biodiversidade


Ponte na Provence com instalação de parede verde
(crédito: Divulgação)
Observando a capacidade das raízes para crescer ao longo de uma superfície vertical, o botânico francês Patrick Blancpatenteou sua invenção em 1988, chamando-o mur végétal.
Esta aplicação é baseada na constatação de que as plantas não necessitam de terra, uma vez que esta é apenas um meio. Apenas a água e múltiplos nutrientes nela dissolvidos, em conjunto com a luz e dióxido de carbono, são essenciais para as plantas. Aliás, em lugares onde a água é abundante, como nas florestas tropicais, as plantas espalham-se pelos troncos das árvores e pedras dos penhascos, entre outros espaços.
Tais soluções são muito práticas para as cidades, especialmente nas regiões áridas e quentes, além de que, por revestirem as paredes externas dos edifícios, ajudam a resfriá-los e tornam-se um refúgio importante para a biodiversidade, trazendo o natureza para o cotidiano dos cidadãos.

Jardim Vertical de Patrick Blanc
(crédito: Divulgação)
Os elementos que compõem este tipo de intervenção são:
Estrutura metálica: Estrutura monobloco vertical que é a base sobre a qual se estruturam todos os demais elementos do jardim vertical. É constituída por seis torres principais e um sistemade perfis tubulares. Forma uma camada de ar que atua como um sistema de isolamento térmico e acústico muito eficiente.

Painel de suporte: Em espuma de PVC  expandido, revestindo a estrutura de metal. Esta camada proporciona rigidez para toda a estrutura tornando-a impermeável.
Camada de irrigação: Composta por uma camada dupla de fibra sintética e uma lâmina de plástico em sua face interna, é fixada por grampos no painel de suporte. É a base de apoio de toda a plantação. O feltro é especial, de modo que não apodrece, ea sua enorme capilaridade permite uma distribuição homogênea da água. As plantas são distribuídas por toda a camada de feltro (a densidade é de cerca de 30 mudas por metro quadrado) e as raízes crescem ao longo dela.
Plantação: é feita inserindo as raízes das mudas entre as duas camadas da manta e fixando-as com grampos.
Alimentação de água e nutrientes e recolhimento de água: uma rede de tubos e bocais de gotejamento, alimentada por uma bomba de água e nutrientes, é fixada sobre a manta de enraizamento. A água de irrigação, enriquecida com nutrientes, é administrada automáticamente a partir do topo da estrutura. A água que escorre pela parede é recolhida por uma calha instalada na base do jardim vertical. Isto irá resolver o problema do excesso de escoamento.
Seu efeito termoisolante reduz o consumo de energia (no inverno, isola o frio e, no verão, atua como um sistema de refrigeração natural) e purifica o ar (partículas poluentes são atraídas para o feltro, onde lentamente se decompõem, tornando-se adubo para as plantas).

Fonte: ecointeligência 

Ryntovt Design apresenta seu hotel ecológico em Dnepropertrovsk

Espaço foi projetado para refletir detalhes naturais da região


Uma grande laje única cobre todo o conjunto
(crédito: Cortesia Ryntovt Design)
The Friend House é um eco-hotel localizado na floresta à margem do rio Orel, a 30 km de Dnepropetrovsk, na Ucrânia. É um edifício térreo com grandes espaços abertos, estacionamento, terraços, jardins e parques com uma área total de 1750 metros quadrados. Durante o desenvolvimento do projeto, foi realizada uma análise ecológica da região para observar o solo e a energia do local. O espaço foi projetado para refletir esses detalhes naturais, mantendo as belezas da vida selvagem circundante. Neste projeto, a Ryntovt Design utilizou exclusivamente materiais ecologicamente inofensivos, como a argila, junco e madeira. A estrutura do edifício foi feita de madeira e pedra. A rede de aposentos, em estilo casulo, é unida por um teto de laje única.
O interior foi projetado em estilo de casulo
(crédito: Cortesia Ryntovt Design)
Todo o mobiliário e iluminação dos quartos do hotel são projetados pelo próprio estúdio Ryntovt Design. A intenção foi a de buscar uma comunicação com o meio ambiente, a floresta eo rio. A cobertura ecológica do prédio foi desenvolvida para conectar-se com a paisagem natural do entorno. Outra característica que distingue este eco-hotel é o seu pomar de macieiras. A idéia do pomar foi inspirada por uma bela lenda local que diz que o agricultor deve sempre convidar pessoas para seu pomar duas vezes por ano; durante a primavera, quando as macieiras florescem,  e no dia da Transfiguração, quando as maças são colhidas no verão.

Fonte: Ryntovt


21 de abr de 2012

Condomínio Sustentável – Como Fazer?

A crise planetária ambiental provocada pelo aquecimento global e por inúmeras catástrofes climáticas que estão se tornando cada vez mais frequentes; fez com que uma luz de alerta se acendesse na humanidade em busca por soluções e formas de tornar nossa convivência com a natureza mais harmônica e mais agradável para ambos os lados. Não há uma fórmula mágica para resolver esse problema que preocupa uma grande parte da população mundial e cientistas de várias nacionalidades. Reduzir nossa sanha consumista e entender que devemos tratar com respeito à natureza que pode, sem aviso, simplesmente decretar nossa extinção ao nos negar os recursos mais básicos para nossa existência.

Isso e outras ações começaram a provocar mudanças na forma de pensar de empresários e empreendedores ao redor do mundo e a consciência ecológica tomou corpo crescendo por toda parte. Assim, nasceram os imóveis sustentáveis como uma opção para moradia ecologicamente correta, que respeitasse o meio ambiente desde o momento em que fossem planejados.


Mas seria necessário viver em imóveis rústicos e sem conforto algum apenas para respeitar o meio ambiente e viver com mais harmonia com a natureza? De forma alguma. Muitos arquitetos se debruçaram sobre as suas pranchetas e perderam horas e horas de sono imaginando uma forma de como tornar um condomínio sustentável sem necessariamente serem obrigados a transformá-los em casas rústicas e de pouco conforto.

A linha do imóvel sustentável que venceu essa barreira do estereótipo; pretende tornar o condomínio sustentável muito mais parecido com um clube ou um “resort” do que, propriamente, com uma caverna embolorada. Além de todos os benefícios dos prédios sustentáveis e toda a forma de reciclagem possível, o condomínio sustentável de hoje em dia incorpora inúmeros elementos em sua infra-estrutura que os tornam extremamente aprazíveis para os seus moradores e invejados locais de moradias para quem visita um desses condomínios. Com uma economia média de trinta por cento nos custos das contas de água e de energia desses condomínios e, em muitos casos, até das unidades habitacionais, esses condomínios se transformaram numa fonte irresistível de atração para compradores e grandes sucessos de vendas.

Assim, inseridas num verdadeiro paraíso, as pessoas começam a tomar entendimento de que os “pequenos sacrifícios” a que podem estar submetidas (como não fumar nas áreas públicas, preocupação constante com a utilização da água nos apartamentos, etc…) servem apenas para proporcionar os enormes benefícios que estarão a sua disposição; bem ali, em suas casas.

Assim, ao determinar como tornar o empreendimento sustentável sem ser obrigado a abrir mão do luxo e do conforto que os materiais de alta tecnologia e de grande apelo proporcionam, arquitetos e engenheiros acabaram descobrindo um verdadeiro mapa da mina para o sucesso e para a construção de empreendimentos sustentáveis cada vez mais aprazíveis e mais disputados pela clientela que busca qualidade de vida, e está disposta a pagar um pouco mais por isso.

Idéia de Hotel Sustentável incentivando o uso de bicicleta


O “Urban Hotel”, desenvolvido por designers taiwaneses, é o projeto de um hotel sustentável movido a energia solar e cinética. Suas credenciais verdes não param por aí, o prédio possui também sistema de reciclagem de água da chuva e incentiva o uso da bike.

O empreendimento foi criado para turistas que ficam hospedados por pouco tempo e que querem ficar em lugares ambientalmente corretos.

Cada quarto tem uma bicicleta para ajudar os visitantes a explorarem a cidade. O interessante do projeto é que há um slot específico na sala [fenda conectora], para colocar a bike, e o hóspede ainda pode usá-la para fazer exercício. A energia cinética armazenada na bicicleta é convertida em energia elétrica e ajuda a funcionar aparelhos de pequena potência e luzes.


Incentivos são dados para a geração de energia em excesso, que é deduzida a partir do custo do quarto. Assim, o aluguel do espaço pode chegar a ser gratuito. Aparentemente, toda a distância percorrida nas pedaladas são convertidas em economia de energia e podem ser resgatadas no aluguel do quarto.


O projeto foi feito para combinar as diretrizes do planejamento urbano da cidade. Portanto, o hotel é localizado próximo a locais convenientes como parques, o que oferece uma perspectiva única da cidade, diferente dos hotéis comuns.


Cada “Urban Hotel” oferece quatro quartos e banheiro. Os visitantes fazem o check in na prefeitura onde recebem o cartão de entrada do quarto, que também serve como cartão de transporte na cidade. Fonte: Yanko Design.                                   Via: Nosso Impacto

19 de abr de 2012

Um banco de Jardim com Luz Noturna e Plantas


Um designer da California, só poderia ser de lá,desenhou um banco para espaços públicos que além de servir para sentar/descansar, vai funcionar como iluminação noturna e jardim. Olha só:
O Ec-O é um sistema multifuncional, banco para descansar ao ar livre, gerador de eletricidade para um sistema de iluminação noturna e um coletor de água e filtros para plantas.
O banco Ec-O é um sistema de assento projetado para ter filtros solares, que coletam os raios de sol para gerar eletricidade para a iluminação noturna. O banco possui quatro canais de iluminação, tornando-o um local ideal e seguro para ficar durante a noite.
Além disso, o banco também tem um coletor de água de chuva e um sistema de filtros que permitem o crescimento das plantas. Que tal relaxar com sombra de dia, as plantas protegem do sol, e luz a noite. Idéia bem legal!
De dia:
À noite:
Fonte: I Green Spot            Via: Nosso Impacto

Uma casa dobrável e resistente a desastres naturais


A casa desmontável: desenhada para suportar ventos fortes e o clima tropical, tem telhado 
que pode abrigar placas de geração de energia solar. Fotos: Bellomo Architecs


Em tempos de aquecimento global, uma casa ecológica americana traz soluções para alguns dos problemas trazidos por ele, como calor excessivo e ventos fortes. Desenhada para abrigar pessoas de áreas devastadas por inundações, o exemplar desenvolvido pela Bike Arc é desmontável e pode ser erguida com muita rapidez. Sua estrutura é modular, feita de tubos de aço dobrados. Segundo os idealizadores da invenção, ela pode também funcionar como uma extensão da casa, no jardim.
A casa que aberta tem 45m², foi projetada para suportar ventos fortes e o clima tropical. E seu telhado, projetado para abrigar placas de geração de energia solar. Dobrada, a residência vira uma caixinha que mede 1,22m x 3,05m x 0,9m. Os idealizadores acreditam que ela possa ajudar em locais como o Haiti e Nova Orleans, ambos devastados por desastres naturais: um terremoto e um furacão, respectivamente.
— Nós a desenhamos para ser uma casa desmontável, que possa ser montada tão rápido quanto móveis pré-fabricados — diz o arquiteto Joseph Bellomo, que projetou o produto.

 
 
O primeiro exemplar da casa fabricada pela empresa Bike Arc foi instalada no Havaí, em 2010. As janelas são amplas, favorecendo a iluminação natural e a visão da paisagem. As amplas janelas permitem que a luz natural penetre facilmente no ambiente, e o desenho modular permite que o ar circule pela casa resfriando o ambiente. Sua estrutura em treliças   limita a infiltração do calor. A leveza é outra característica da peça, pois pesa apenas 1,3 tonelada.



15 de abr de 2012

Casa Folha

Depois de alguns posts bastante teóricos, resolvi mostrar essa casa em Angra dos Reis, projetada pelo escritório Mareines + Patalano Arquitetura, do Rio de Janeiro.
Eleita como um dos 100 melhores projetos arquitetônicos de 2007 pela Architectural Digest Magazine, a Casa Folha recebeu este nome pelo desenho orgânico de suas coberturas.




Este projeto buscou inspiração em arquiteturas brasileiras indígenas, fruto de climas quentes e umidos como o local da casa, angra dos Reis, Rio de Janeiro. A cobertura funciona como uma grande folha que protege do sol todos os cômodos da casa, assim como os espaços livres entre eles. Esses espaços livres representam a essência do projeto, e como não poderia deixar de ser, são os espaços mais interessantes e mais utilizados pelas pessoas que frequentam a casa. Têm na maior parte das vezes um pé direito muito alto e permite que o vento dominante de sudeste venha frontalmente do mar em direção e através da casa, provendo a todas as áreas da casa, abertas ou fechadas ventilação e resfriamento passivo. Ecoeficiência low-tech, onde ela tem o maior poder de ação num prédio, o conceito do projeto arquitetônico. (Vitruvius) 


11 de abr de 2012

Lâmpadas de LED – A Grande Inovação na Iluminação

Durante muitos anos, as lâmpadas incandescentes tomaram conta do mercado e aos poucos essas estão sendo substituídas pelas lâmpadas fluorescentes compactas, que são mais econômicas.

Mas, com os avanços tecnológicos chegaram as Lâmpadas de LED ao mercado, que prometem uma revolução no setor de iluminação, pois estas são debaixíssimo consumo e de uma durabilidade incomparável já que não tem filamentos que se queimem e nem tão pouco esquentam como as outras.

Os LEDs são dispositivos eletrônicos feitos a partir de um bulbo de material semicondutor ligado a uma corrente elétrica, chamado diodo. Quando o LED recebe a corrente elétrica, os elétrons do semicondutor são excitados, liberando energia na forma de luz. Como este processo não se baseia na transformação de gases nem na incandescência de filamentos metálicos, mas na simples excitação dos elétrons, os LEDs consomem uma quantidade irrisória de eletricidade para a geração de luz.

São mais vantajosos que as lâmpadas incandescentes e as fluorescentes compactas, pois:


Não contém metais pesados, sendo consideradas ecologicamente corretas.
Consomem pouca energia, como já citado acima.
Tem baixo custo de manutenção.
Não apresenta radiação ultravioleta e infravermelho.

Não apresentam problemas ao serem repetidamente ligadas e desligadas.
São resistentes a vibração.
Podem chegar a cerca de 19 anos de duração.
Apresentam uma grande variedade de cores.

Tais vantagens têm levado cientistas e empresas a investirem na tecnologia, já que hoje em dia a preocupação com os cuidados com o meio ambiente vem aumentando significativamente.


A sustentabilidade inclui práticas como, por exemplo, o reaproveitamento de água da chuva, a reciclagem e a reutilização do lixo, a limpeza e manutenção de rios, o cuidado com matas ciliares, o consumo consciente, a utilização de materiais verdes para construções, a utilização consciente de matérias-primas e a redução de gastos energéticos, tendo em vista que a principal fonte de energia utilizada hoje no Brasil é a hídrica, que favorece o esgotamento da água.

Assim, utilizar lâmpadas com baixo consumo elétrico, altíssima durabilidade, livre de metais pesados e gases tóxicos e que tem pouca contribuição para a poluição é um passo importantíssimo para alcançar a sustentabilidade. Substituir suas lâmpadas comuns pelas de LED é mais um passo para transformar sua moradia em um verdadeiro Imóvel Sustentável.

Sustentabilidade no Setor Moveleiro

Sustentabilidade é um termo cada vez mais priorizado na sociedade. Inúmeros projetos que visam à conscientização são lançados ano a ano, o que tem feito com que não somente as pessoas, mais também as indústrias se preocupem mais com o meio ambiente, e demonstrem isso através de atitudes sustentáveis, como redução do consumo de água, menor emissão de poluentes, reciclagem de papel, entre muitas outras.

E com o setor moveleiro não é diferente. Existem atualmente tipos de móveis que são fabricados com o objetivo de promover ainda mais a preservação do meio ambiente, os chamados “móveis sustentáveis”. Esses móveis geralmente são produzidos com madeiras de demolição, utilizadas anteriormente em outros objetos ou instalações, e que estão em perfeitas condições para reaproveitamento. Há algumas situações que também há a prática de redesenho e recuperação desses mesmos móveis, na qual é possível melhorá-los. Entretanto, nem sempre os móveis ofertados aos consumidores como móveis sustentáveis realmente o são, por isso é preciso estar atento a algumas dicas, que são as características principais dos móveis sustentáveis, entre elas: presença de lascas, furos de pregos, ou outras características que sugiram que a madeira da qual o móvel foi fabricado já foi utilizada.


Entre exemplos de móveis sustentáveis mais comercializados estão: mesas, cadeiras, bancos, poltronas, racks, sofás, armários, camas, estantes, cômodas, prateleiras e escrivaninhas.

Outra opção interessante, e que também pode ser considerada na hora de adquirir móveis sustentáveis é o MDF, um material composto por fibras de média densidade, cujas placas são totalmente provenientes de reflorestamento, o que diminui a necessidade do desmatamento. Esse material é altamente resistente, e sua utilização proporciona excelentes acabamentos em móveis e outros objetos, tanto industriais quanto convencionais, que podem ser pintados, lixados, cortados e pregados.

10 de abr de 2012

Telhado Verde – Cubra Sua Casa de Benefícios

Os telhados verdes são aqueles que possuem uma técnica, na qual, a cobertura superior de residências ou pontos comerciais são revestidas de plantas e vegetais.

Esta técnica permite a impermeabilização e drenagem da cobertura, ajuda a reduzir a poluição ambiental de grandes cidades, ameniza os fatores climáticos como calor excessivo gerado pela ação do sol e ainda garante um ambiente bonito e colorido para quem olha por fora.

Como ameniza o calor dentro do ambiente, o telhado verde reduz a necessidade de utilização de recursos de refrigeração, como ar condicionado, que além de gerar maior energia, sendo ruim financeiramente, também é desinteressante do ponto-de-vista do meio ambiente, uma vez que polui a atmosfera. Assim ele se torna mais uma ferramenta útil na construção de um imóvel sustentável.

Como resultado, o telhado chega a reduzir em até 30% os efeitos climáticos dentro da casa. Além disso, o telhado verde é também bom para a saúde: a vegetação ajuda a manter a umidade relativa do ar. Vale lembrar que a baixa umidade pode gerar problemas respiratórios e também problemas de pele. As plantas têm papel importante na “purificação” do ar, pois consomem gás carbônico e devolvem oxigênio para a atmosfera. É evidente que respirar um ar mais limpo, traz inúmeros benefícios para a saúde.


Outro benefício é a redução no consumo de água. A vegetação e a terra do telhado criam um filtro natural e água que cai da chuva pode ser utilizada ara regar plantas, tomar banho, preparar alimentos ou até beber. Esteticamente os telhados verdes também podem ser atrativos. Eles deixam os edícifios verdes duplamente mais verdes.

Como não são comuns, pelo menos por enquanto, são chamativos e despertam atenção e curiosidade de quem os vê. Para quem implantar o telhado em comércios, ainda irá gerar, no seu público, uma impressão positiva, pois verá que sua empresa se preocupa com o meio ambiente e em soluções sustentáveis para problemas como o grande calor ou armazenamento de água.

Construção Sustentável – Sua Importância para Meio Ambiente


As construções sustentáveis são caracterizadas pelo emprego de técnicas conscientes, por meio de utilização dos recursos disponíveis de forma sustentável, o que possibilita satisfazer as necessidades sociais sem que para isso seja preciso prejudicar o meio ambiente.

Qual a importância da Construção Sustentável?

O aperfeiçoamento das construções civis está intimamente ligado ao desenvolvimento humano. Entretanto, ultimamente os aprimoramentos realizados nas edificações têm contribuído para o estrago do meio ambiente, já que as construções civis estão entre as atividades que mais acarretam impactos ambientais no planeta. 


Segundo informações divulgadas em pesquisas, aproximadamente 50% dos recursos extraídos do meio natural são destinados à construção civil, e no Brasil, a situação exige uma atenção ainda maior: o país é responsável por consumir de cerca de 50% de madeira não certificada, 34% de água e ainda 40% de outros recursos naturais e energia para as construções civis.

A preservação da natureza através da construção sustentável é de extrema importância, não somente para a sociedade atual, mas também para as gerações futuras.

Quais são os benefícios advindos da Construção Sustentável?

As construções sustentáveis são a melhor maneira de diminuir os impactos causados ao meio ambiente e de possibilitar a reaproximação do homem à natureza. Entre outros benefícios advindos construção sustentável estão:
Benefício econômico: Economiza-se cerca de 70% em produtividade com a construção de edifícios sustentáveis;
Benefício à saúde física: Funcionários e moradores de edifícios sustentáveis são de 2% a 16% mais produtivos; estudantes demonstram rapidez em provas de matemática, aumentada em aproximadamente 20% ao normal;
Satisfação: Não há nada que proporcione maior satisfação a um indivíduo do saber que os projetos de sustentabilidade e ações dos quais participa são favoráveis à natureza e irão garantir uma melhor vida a ele e sua família.

Instituto Ideal lança cartilha sobre eletricidade solar

Cartilha tem caráter didático e busca difundir a eletricidade solar como alternativa/Imagem: Reprodução

Levar informação e conscientização sobre a energia solar é um dos principais objetivos da Cartilha de Eletricidade Solar elaborada pelo Instituto para o Desenvolvimento de Energias Alternativas na América Latina (Ideal), sediado em Florianópolis. O guia, lançado na terça-feira, 3 de abril, foi conhecido em primeira mão pelos alunos do quinto ano do ensino fundamental do Colégio de Aplicação da UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina).

Por meio da iniciativa, o instituto busca difundir o documento entre instituições de ensino, empresas de energia, governos e sociedade civil do Brasil e América Latina. O presidente do Ideal, Mauro Passos, abriu a palestra destacando que a decisão de lançar a cartilha em uma escola dentro da UFSC deve-se ao fato de a instituição ser referência em pesquisas de energia fotovoltaica no Brasil, além da possibilidade de levar aos jovens informações sobre uma fonte que será comum no futuro.

“Todos vocês entrarão em contato com a energia solar e outras fontes de energia limpa em seus cotidianos. O próprio carro elétrico será uma realidade corriqueira e as casas funcionarão como mini unidades de produção”, projetou Passos, diante de uma plateia entusiasmada.

Jovens estudantes conheceram a cartilha em primeira mão/Foto: Bárbara Sperb

Em seguida, o professor universitário e doutor em energia solar, Trajano Viana, apresentou o tema aos alunos. Ele lembrou o grande potencial brasileiro em geração de energia fotovoltaica devido à abundância de luz solar no país. Também deu exemplos de possibilidades do seu uso em regiões isoladas, nas quais não existe acesso à energia convencional. “É muito importante cultivar o interesse nas crianças e despertar sua curiosidade sobre novas fontes de energia. E eventos como este são fundamentais para incentivar o consumo da energia fotovoltaica”, frisou.

Após a palestra, os alunos receberam um exemplar da cartilha e desfrutaram de uma aula prática junto aos painéis solares instalados dentro da escola, que ajudam a abastecer a iluminação da instituição. Em tom de brincadeira, o professor Trajano conectou um painel portátil a um aparelho de rádio para exemplificar a simplicidade e a eficácia da tecnologia. O evento foi encerrado com aplausos animados da garotada, sinal de que a semente da inovação está lançada.

Sobre a Cartilha

A Cartilha de Eletricidade Solar, um livreto colorido de 20 páginas em papel reciclado, em linguagem simples e didática, explica o funcionamento da energia, as vantagens, as diferentes tecnologias e os possíveis locais de implantação. Editada em português e espanhol, será enviada para as instituições interessadas e poderá ser reimpressa e distribuída aos seus públicos no Brasil e na América Latina.

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) prepara uma regulação para geração distribuída que deve incentivar a instalação de mini-usinas em residências no Brasil, aproveitando mais uma fonte energética abundante no país. A região menos exposta à radiação solar é 40% maior do que a região mais ensolarada da Alemanha, por exemplo, um dos países que lideram o uso da energia fotovoltaica no mundo.


Fonte: Portal EcoD

Estudantes criam lanterna solar como solução para a falta de energia em Gana

Estudantes que estão levando luz para as vilas rurais de Gana/Foto: MATT LEI, Surrey Now

No intuito de melhorar a educação de alunos moradores de vilas rurais em Gana, África, que sofrem constantemente com apagões, os alunos da Universidade de Surrey, no Reino Unido, estão construindo lanternas movidas à energia solar para ajudar os alunos que estudam à noite.

Como parte do curso de sociologia para uma aula na Universidade Politécnica Kwantlen, no Canadá, cinco estudantes, Peter Vo, Andrew Suitner, Alise Scott, Kerri Chistensen e Andrews Owusu, trabalharam no projeto intitulado de "Kwantlen lanterna solar" que utiliza tecnologia de baixo custo.

A idéia das lanternas partiu do professor da Kwantlen, Charles Quist-Adade, que foi criado em Gana e muito bem familiarizado com as dificuldades dos estudos noturnos.

"Eu experimentei as dificuldades de estudar à noite", contou ele ao portal Surrey the Now.
"Às vezes eu chegava em casa tarde e só tinha duas lâmpadas de querosene na aldeia e às vezes eu estava usando uma para fazer a minha lição de casa e alguém vinha e pegava emprestada e nunca mais devolvia."

Quist-Adade não tinha como terminar a sua lição de casa e, muitas vezes fazia no dia seguinte na escola. "Se eu tivesse essas luzes eu teria sido um gênio, pois estaria sempre lendo. Se eu tivesse algo parecido com isto no meio da noite eu leria até de madrugada", exclamou ele.

Após a vinda para o Canadá, Quist-Adade fez várias viagens de volta ao seu país de origem, mas ficou chocado ao ver que as condições não mudaram nos últimos 30 anos. Isso o levou a pensar em soluções, além disso, foi também uma oportunidade perfeita para envolver seus alunos.

Os estudantes começaram a construir as lanternas caseiras em setembro de 2011 e pretendem levá-las para várias aldeias na região central de Gana, a partir do dia 29 de junho de 2012. Eles também pretendem arrecadar dinheiro para oferecer materiais escolares e bolsas de estudos aos estudantes carentes. Um livro de instruções com fotos detalhadas também serão fornecidos, bem como alguns materiais de treinamento para os estudantes em Gana construírem suas próprias lanternas.

Mas o projeto não pára por aí. Quist-Adade tem planos para realizar um estudo de três a cinco anos etnográfico que irá acompanhar o progresso acadêmico dos alunos que receberam as lanternas. Ele também espera ser capaz de expandir o projeto para outros países, como Haiti e Serra Leoa.

Ele cita Kwame Nkruma, o primeiro presidente do Gana, para descrever a filosofia utilizada no projeto e ensino. “Conhecimento por causa do conhecimento não é bom o suficiente”, citou ele. "Teoria sem prática é cega, e a prática sem teoria é vazia, então o que eu faço é dar aos meus alunos a oportunidade de traduzir o conhecimento teórico para prático, especialmente para ajudar os indefesos", explicou Quist-Adade.

O projeto está sendo realizado com a colaboração da Associação de Gana-canadense de British Columbia (GCABC), Educação Africano através da Tecnologia (Afretech), e a Fundação Canadá-Africano para Educação Rural (CANAFRE).
Fonte: Portal EcoD

7 de abr de 2012

BASF apresenta seu modelo de casa energeticamente eficiente

Cerca de R$ 3 milhões serão investidos no projeto CasaE


O projeto do escritório Athié Wohnrath para a Basf
(crédito: Divulgação)
A BASF, gigante mundial do setor químico, anuncia o lançamento da pedra fundamental de sua primeira Casa de Eficiência Energética no Brasil, a CasaE, projeto inovador que será construído em apenas seis meses, utilizando produtos e técnicas construtivas sustentáveis. A casa estará localizada na Avenida Vicente Rao (zona sul de São Paulo) e reunirá, em um único espaço, tecnologias que atendem às demandas globais avaliadas pela BASF como grandes desafios para os próximos anos e que servirão como direcionadores de processos de inovação e sustentabilidade dentro da empresa. Dentre eles está o conceito de urbanização, com ramificações para os setores de construção e cuidados para o lar, já que no ano de 2050 cerca de 75% da população mundial viverá em cidades.
“O mercado da construção é estratégico para o crescimento da empresa nos próximos 10 anos. Esse é um dos motivos que levam a BASF a investir no desenvolvimento da CasaE. Queremos mostrar que o conceito construtivo (método, técnica e produtos) utilizado na CasaE pode ser utilizado em uma moradia comum, sendo totalmente factível ao mercado. Queremos, aos poucos, transformar a cultura da indústria da construção e de seus consumidores”, diz Alfred Hackenberger, Presidente da BASF para a América do Sul.
Para a construção da CasaE serão implementadas diversas soluções e inovações da BASF, com impacto direto na redução do consumo de água, energia e emissão de CO2. Além disso, o projeto pretende oferecer respostas para o mercado da construção sustentável, como a rapidez dos processos, moradias mais acessíveis, a durabilidade dos materiais utilizados e seu reaproveitamento, além da saúde e conforto dos ocupantes.
Principais inovações
O grande destaque na CasaE é seu sistema construtivo. Consiste em um painel de cerâmica estrutural e fundação de alvenaria, paredes, piso e laje executados em Sistema EIFS (Exterior Insulation and Finish Systems) -  placas de poliestireno expandido da BASF, sob a marca Neopor®, e em Sistema ICF (Insulated Concrete Formwork) - tijolos fabricados com esse mesmo material. Segundo a empresa, tais soluções proporcionam um excelente isolamento térmico, permitindo atingir uma economia de aproximadamente 70% de toda a energia consumida pela casa. Além disso, espumas especiais serão aplicadas para o conforto acústico e térmico no interior da CasaE.
Já os poliuretanos entram na CasaE na forma de soluções utilizadas para conforto térmico e redução no consumo de energia, além de oferecer compostos para construção de pisos drenantes, sob as marcas Elastocoat® e ElastopaveTM. Os produtos químicos para construção aumentam a eficiência da hidratação do cimento, reduzindo o uso de água e emissões de CO2. 

As tintas imobiliárias Suvinil e Glasurit, também da BASF, também estarão presentes na CasaE. A Suvinil AntiBactéria será utilizada na parte interna da residência. A linha de acrílicos Suvinil Contra Mofo e Maresia, que resiste às intempéries, e a Glasurit Alvenaria, que oferece maior rendimento, cobertura e durabilidade, serão aplicadas na parte externa da casa.
O projeto da CasaE foi desenvolvido pelo escritório de arquitetura Athié Wohnrath e terá uma área construída de aproximadamente 400 metros quadrados, em dois andares. Além disso, a BASF conta com a parceria de empresas como: Elevadores Atlas Schindler, Grupo Bosch, Deca, Gerdau, Guardian, Grupo Knauf, Grupo LG, Supermix, Tigre, Veka e Fundação Espaço ECO.
Ficha Técnica:
Athié Wohnrath: projeto arquitetônico, gerenciamento e construção da CasaE.
Elevadores Atlas Schindler: elevador panorâmico e manutenção.
Grupo Bosch: painéis solares para aquecimento de água, placas fotovoltáicas, sistemas de segurança e detecção de incêndio.
Deca: louças e metais sanitários.
Fundação Espaço ECO: promover o desenvolvimento sustentável por meio do compartilhamento de conhecimento e tecnologias aplicadas em ecoeficiência.
Gerdau: perfis metálicos, vergalhões, tubos e chapas.
Guardian: vidros especiais e espelhos.
Grupo Knauf: Placas de gesso para forro e dry-wall.
Grupo LG: condicionadores de ar.
Supermix: concreto.
Tigre: tubos e conexões.
Veka: perfis de PVC para portas e janelas.
Fonte: Portal EA

4 de abr de 2012

Meus novos rumos profissionais - André Trigueiro

Depois de 15 anos à frente do Jornal das Dez, chegou a hora de encarar novos desafios


Amigos,

15 anos passam rápido. Lembrar que passei um terço da minha existência à frente do Jornal das Dez é algo que me deixa sinceramente emocionado. Nesse período vivi dois casamentos, escrevi 4 livros, criei dois cursos universitários, virei comentarista de rádio, ganhei alguns prêmios que muito me honram, perdi pessoas muito queridas como minha mãe e ganhei duas filhas “postiças” (Larissa e Rachel). Ainda assim, a impressão é a de que o tempo voou.

Olhando para trás, lembro com clareza que inauguramos a Globo News naquela bancada (a convite de Alice-Maria) quando não tínhamos audiência ou patrocinadores. Era difícil até trazer alguns entrevistados para o estúdio tamanha a nossa invisibilidade nos primeiros momentos da tv por assinatura.

À frente do Jornal das Dez ajudamos a consolidar a linguagem, o jeito de fazer escalada, de chamar os repórteres, de conduzir uma entrevista, de encaixar cacos e improvisos, de arrematar uma informação sem TP. Fiz parte dessa história e me orgulho muito dela.

O principal telejornal da Globo News se firmou relativamente rápido, consolidou sua audiência e atraiu anunciantes importantes.

Pelo Jornal das Dez tive o privilégio de viajar a trabalho para cobrir duas copas do mundo (2002 e 2006), uma olimpíada (2000), as eleições americanas (2004), a mais importante de todas as conferências do clima em Copenhagen (2009), o aniversário do 11/9 em Nova Iorque (2011), entre outras missões tão desafiadoras quanto prazeirosas.

Foi à frente do Jornal das Dez que demos em primeira mão notícias marcantes como a morte de Lady Di (furamos a CNN!) e a 1ª eleição do Presidente Lula em 2003. Foi ali que realizamos a primeira entrevista ao vivo com o presidente da Petrobras, logo após a confirmação do mega vazamento de óleo na Baía de Guanabara em 2000.

No Jornal das Dez produzimos a primeira série da televisão brasileira sobre o Protocolo de Kioto (“Kioto: o protocolo da vida) em 2004. Promovemos o 1º comentarista de sustentabilidade da tv brasileira (aberta ou fechada), Sérgio Besserman, mais tarde cedido ao Bom Dia Rio. Entrevistamos em seguidas eleições todos os candidatos à presidência da República e varamos inúmeras madrugadas acompanhando a contagem dos votos pelo Brasil.

Tantas histórias emocionantes, tristes, engraçadas, trágicas…Difícil contar todas aqui. São lembranças que me acompanharão para sempre.

Perdi a conta de quantas entrei no estúdio rouco, gripado, febril, com coriza, e bastava acender a luz vermelha do “ao vivo” para que um novo e surpreendente ânimo sustentasse o corpo debilitado até o final do expediente. Só o meu profundo respeito pelo que esse jornal representa – e por todos os que o fazem nos bastidores – explica isso.

Devo reconhecer que meu lado eco-chato se fez presente no dia-a-dia da redação. Certa vez, voltando de férias, criei o “clube da caneca” com a distribuição gratuita de várias canecas a colegas que se comprometessem em não usar mais os copos plásticos descartáveis. Se os que ganhassem canecas fossem flagrados bebendo água em copos descartáveis teriam que devolver a mim o presente. A brincadeira deu certo e foi muito divertida. Foi constante também a mobilização em favor da reciclagem e do uso sustentável de papel em nossos afazeres jornalísticos.

Olhando para trás, vejo que em 15 anos de Jornal das Dez fiz muitos amigos, de várias gerações e com muitas visões de mundo. Pelo Jornal das Dez em particular passaram por mim alguns editores-chefe, dezenas de colegas redatores e muitos âncoras de Brasília e São Paulo. Aos poucos fui me dando conta de que o privilégio de estar neste honroso posto significava também ser testemunha ocular da história a partir de um mesmo ponto.

Pois esse ponto está mudando de lugar. Não por outra razão senão pelo fato de que a vida é feita de mudanças, e nós precisamos estar abertos às oportunidades que signifiquem novos desafios e riscos.

De minha parte, resta a gratidão.

Impossível nominar aqui todos os colegas que me ajudaram imensamente com suas críticas, sugestões, apoio, coragem e força!

Ouvi muitas vezes dentro e fora da Globo News que eu seria “a cara” do Jornal das Dez. Na verdade, eu sempre tentei ser o pregoeiro que tenta “vender o produto” confeccionado com extremo zelo e talento pelos colegas da redação. Foram eles, ao longo de todos esses anos, o coração pulsante que movimentou essa imensa e complexa estrutura que fez o Jornal das Dez ser o que é.

Aos que confiaram no meu trabalho, se arriscaram junto comigo,e suportaram meus defeitos e idiossincrasias, meu sincero agradecimento.

Continuaremos juntos na Globo News, pois que o Cidades e Soluções permanece vivo na grade sinalizando rumo e perspectivas. É um programa muito querido!

Foi uma honra e um enorme prazer fazer parte desse time. Obrigado Globo News!

Assumo em abril novas funções na Rede Globo, conforme nota assinada pelo nosso Diretor Geral de Jornalismo e Esporte, Carlos Henrique Schroder. Diz a nota: ”Trigueiro será repórter do primeiro time da rede, trabalhando preferencialmente para o Jornal Nacional, no Rio de Janeiro. Além disso, terá uma coluna sobre sustentabilidade, sua especialidade, no Jornal da Globo. E continuará a liderar o programa Cidades e Soluções, na Globo News, com o sucesso de sempre. Terá ainda um papel de destaque na cobertura da Rio+20, que ajudará a organizar.”
(a nota completa segue abaixo)

Que Deus nos abençoe.

Beijos e até breve.

André Trigueiro


1 de abr de 2012

Fujisawa: A Incrível Cidade Sustentável que esta sendo construída no Japão

 

A arquitetura Japonesa é uma das mais utilizadas hoje em todo o mundo. São vários tipos de construções que contam com um valor cultural e visual muito alto. No Japão, grandes empresas procuram construir edifícios voltados para dois aspectos: a construção voltada para a prevenção a terremotos e a construção sustentável.
Na questão de prevenção a terremotos, uma tecnologia que somente os japoneses utilizam, são molas embutidas sob as barras de sustentação do edifício e as paredes com amortecedores, e em cada divisão do andar há um tipo de mola que quando o prédio balança cada mola entra em acordo uma com a outra, não deixando que paredes entre em contato com si mesma.
Arquitetura Japonesa
A arquitetura tradicional japonesa é fortemente influenciada pela cultura chinesa, que utiliza basicamente em toda sua estrutura a “madeira”.
Com a grande preocupação para se evitar o impacto ambiental, as construtoras procuram substituir materiais, e a tradicional “madeira” começa a ser deixada de lado nas construções, pois muitas delas entram no país procedente das florestas do sudeste asiático, sem o selo verde, onde não há um controle sobre reflorestamento.


Segundo os arquitetos japoneses, quando falamos em sustentabilidade, devemos considerar os aspectos econômico, social e ambiental, buscando soluções que englobem esses fatores, fazendo um melhor gerenciamento de recursos, da eficiência energética, uso racional de materiais, resistência e vida útil de matérias primas, avaliação e redução de impacto ambiental nas obras, inovações tecnológicas e utilização de recursos naturais na iluminação, aquecimento e ventilação de ambientes.
O preço elevado de alguns materiais ecologicamente corretos ainda é um problema na hora de construir.Para as construtoras, é importante saber que vale a pena investir 5% ou 6% a mais nos projetos para reduzir os futuros gastos com condomínio nas contas no final do mês e saber que está fazendo a sua parte na preservação do planeta.

Construindo Fugisawa a cidade sustentável


Um bom exemplo é a empresa Panasonic, que aqui no Brasil só é conhecida pelos seus produtos eletrônicos, mas no Japão suas atividades são bem diversas, uma delas é a “Panahome”, que produz casas pré-fabricadas. A empresa está trabalhando em conjunto com mais oito companhias para construir uma cidade “inteligente e sustentável” no Japão chamada Fujisawa Sustainable Smart Town (Fujisawa SST). O plano é que utilizem antigos complexos de fabricas da própria empresa. A cidade que poderá abrigar mil casas, espalhadas por 200 mil metros quadrados, ficará pronta até 2014.
A construção da cidade, na Província de Kanagawa, situada cerca de 50 km a oeste de Tokyo, faz parte de um projeto de recuperação de áreas devastadas pelo terremoto e tsunami realizado pela empresa Panasonic com mais oito empresas parceiras. A prioridade na “Cidade Inteligente e Sustentável de Fujisawa” será a consciência energética e ecológica.


A iniciativa pretende demonstrar que saber articular tecnologias diversas ajuda na construção de uma cidade verde. Isso contribui para que estas construções sejam mais valorizadas. Nos telhados das casas será embutida uma tecnologia de painéis solares, que fornecem energia para a casa e ainda armazenam a energia não utilizada em uma bateria, própria para este fim, na própria casa.
Já os transportes serão compostos de veículos elétricos. Toda a cidade terá sensores em rede que controlarão a iluminação pública e irão garantir que a energia não seja desperdiçada através de uma “smart grid” (rede elétrica inteligente) local.


Outra idéia é criar um “eixo verde”, com parques e plantio de vegetação ao longo das estradas principais. São várias soluções para alcançar um novo estilo de vida e um novo modelo de desenvolvimento econômico.
O projeto busca criar uma cidade inteligente, que está ligada às redes de energia e de dados desde o inicio. Através destas iniciativas, a cidade como um todo visa reduzir as emissões de CO2 em 70%, em comparação aos níveis de 1990.
A cidade sustentável foi inteiramente planejada a partir de tecnologias verdes modernas. Pretende-se com ela criar outras comunidades tanto no Japão como em outros países, com base neste modelo. O objetivo da Panasonic é receber os primeiros moradores em março de 2014.
Video sobre Fugisawa SST

Assista o video abaixo ( se estiver lendo via RSS ou E-mail clique aqui para ver o video)

Fonte:  Coletivo Verde
Sobre o autor:

Clovis Akira ( @clovisakira )
Contabilista, Consultor em sustentabilidade , Articulista do Jornal Sete e admirador da cultura japonesa.