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Pesquisadora nas áreas de sustentabilidade e saúde da habitação. Tem como objetivo projetar e prestar consultoria a clientes com interesse na busca pelo Viver Saudável, uma interação equilibrada entre meio ambiente, pessoas  e o Lar em que habitam.

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Muita Luz e Amor,

Celina Lago

21 de jan de 2010

Série Água



Não se formula normas legislativas, sem conhecimento das leis. E, normas jurídicas sem o equilíbrio das ideologias culturais, sociais, religiosas e ambientais, que precisam conviver com ideologias políticas. Mas a balança do poder é dinâmica. Novo rei, nova lei. Novo partido, novo sentido. Ou, às vezes, nenhum sentido!

A “natureza das leis” – infelizmente – não são prudentes em reconhecer as “...leis da natureza”. As dimensões ideológicas e metodológicas do direito, jamais comparar-se-ão às dimensões cósmicas da vida. Porém, somos movidos por um “lei interior” que nos condiciona a mostrar o reto caminho - da necessária antevisão – das retas convicções ecológicas.
Creio que a ciência da legislação é um instrumento de alcance sócio-ambiental. Mas, atingir a “consciência” cósmica gera ilimitados recursos para aplicar – no dia à dia - conceitos inerentes a própria sobrevivência do gênero humano.
Água, ar, terra, fogo. Os antigos filósofos gravitavam suas teorias e explicações com base nestes elementos essenciais à vida. E a discussão ainda é atual.
Nesta série, - “Água... no Planeta Terra”, o Dr. Gilnei Fróes, analisa aspectos pertinentes à lei, política, meio ambiente, poluição, sanidade, ecoturísmo na navegação, agricultura e irrigação, fome, industrialização, saúde pública, cidadania, guerras, declarações e atos internacionais que são nossa ação de consciência ecológica... com Ciência.
Educação Ambiental é prioritária, básica e essencial para a atual e novas gerações. Conscientes de que – os que detiveram o poder no passado (... e até hoje!) - não souberam preservar e defender os recursos hídricos, com racionalidade. Não estabeleceram o uso prioritário das águas, para consumo humano, perante escassez e satisfação das necessidades básicas das populações. Nem falarei das necessidades dos animais domésticos, silvestres e manadas de selvagens
Sem entrar no mérito se o sentidos das palavras “desenvolvimento sustentável” são menos corretos do que “eco-desenvolvimento, apenas relembro à todos, que a questão da águas está “...insustentável” à muito tempo. Por isso, o desenvolvimento sustentável só deixará de ser discurso, quando no curso da vida, no presente, todos tiverem atendidas suas necessidades básicas, sem comprometer as possibilidades existenciais das gerações futuras em iguais necessidades: água para beber, água para tomar banho, água para fazer alimentos e produção industrial. Água para gerar energia, água saudável para lazer e turismo.
Assim, todos parâmetros são discutíveis, pois as leis evocam fundamentos e jamais princípios. Assim, a própria “Política Nacional de Recursos Hídricos”, está baseada no fundamento seguinte: I – A água é um bem de domínio público; (Art. 1°) Ademais, instituída em 1988, “Constituição da República Federativa do Brasil”, (Art, 20°, inc.III, diz que: “ são bens da União (...) os lagos, rios e quaisquer correntes d’água em terreno de seu domínio, ou que banhem mais de um Estado, sirvam de limites com outros países, ou se estendam a território estrangeiro ou dele provenham, bem como os terrenos marginais e as praias fluviais.”
Assim, amparado em dados estatísticos de fontes idôneas, como “ONU, UNESCO, FAO, OMS, OPAS, etc...” questionamos que, tanto “ONGs”, governos, empresas, universidades, precisam investir na responsabilidade compartilhada em projetos especiais e educação ambiental, incorporando tecnologias limpas, evitando desperdícios, investindo em sistemas de reciclagem de materiais e tratamentos de efluentes.
Cada ser humano terá direito à 40 litros /dia d’ água para viver? Mas como mais de 1,2 bilhões de pessoas continuarão sem água potável no Planeta? E outros 2,5 bilhões de seres continuarão sem acesso à instalações sanitárias? Dois (2) milhões de crianças morrerão por doenças gastro-intestinais na América Latina? As crianças do futuro serão batizadas à seco?


Dr. Gilnei Fróes - (Escritor técnico-científico, Ecólogo, Médico-veterinário, projetista ambiental) Em 1990 – Premio de Jornalismo da Brigada Militar do Estado do RGS (com artigo: “TAIM: paralelo 33° ...ameaçado” (Diário da Manhã – Pelotas / RS). Indicação ao “The Rolex Awards 1990 (Genebra); e ao “The Global 500 Awards” (ONU / Kenya) Autor do livro “Dossiê da Amazônia”. 1° Premio do “I Latino Ambiental Awards”. Presidente do “Instituto Bering Fróes Eco Global” .



Projeto da Câmara dos Vereadores de Itaguaí - Projeto do Arquiteto WInston Ramalho

                                      
Câmara dos Vereadores de Itaguaí
Conceito

Um dos aspectos mais importantes que um edifício público como a sede da Câmara de Vereadores de Itajaí deve atender é o de proporcionar condições ambientais ideais para que seus usuários desempenhem suas atividades - sejam eles vereadores e funcionários, seja o público que a ele acorre - além de naturalmente expressar todo o caráter, qualidades e requisitos que farão da edificação um marco arquitetônico e urbanístico dentro da cidade.

Partido Arquitetônico

O partido propõe um edifício composto de dois grandes blocos: a sul, mais próximo da Rua José Joaquim dos Santos, que é a via de acesso, a volumetria irregular do Plenário/Auditório é resultante da exteriorização da função interna. Este volume é circundado pela rampa curva de acesso público e está estrategicamente posicionado para ser uma referência visual não só para quem chega ao edifício, mas também para o observador posicionado mais ao longe. A norte, com sua Praça Interna fortemente vegetada que será o local de encontro de todos, público, funcionários e vereadores, e concebida ambientalmente para funcionar como "pulmão verde" dos espaços de escritório, está o volume administrativo. Estes dois blocos são interligados por um Átrio com altura de 8,50 metros, que possui cobertura de vidro protetivo e atravessa o conjunto de leste (onde situa-se o Acesso de Público) a oeste. Assim posicionado, o Átrio constitui-se no espaço de integração de todas as funções deste edifício público.

Estratégia Energética

A proposta busca refletir a racionalização e os avanços significativos na conservação de energia, na proteção do meio ambiente e a preocupação com a saúde e o bem-estar dos usuários do edifício, utilizando principalmente a ventilação natural impelida pelo efeito chaminé, a ventilação natural cruzada nos ambientes e a adequada proteção solar por meio de brises-soleil colocados nas aberturas (janelas), com orientação nordeste-sudoeste, que é a direção dos ventos dominantes em uma cidade com clima de temperaturas médias elevadas. As formas cuidadosamente estudadas destes elementos construtivos foram projetadas para, por um lado bloquear a incidência solar indesejada nas diversas estações do ano, e por outro, fazer a captação das brisas que irão contribuir significativamente para o conforto ambiental interno, sem haver necessidade do uso de sistemas artificiais de climatização, a não ser em pouco dias durante o ano.

No volume do Plenário/Auditório o ingresso do ar frio se dá por meio de grelhas reguláveis localizadas na base das paredes internas a aproximadamente 40cm do nível do piso. O sistema de entrada de ar frio é composto de tomadas de ar posicionadas externamente na face sul, sob um agrupamento do belo arbusto chamado cambará de cheiro (lantana camara) que proporcionará sombra para baixar a temperatura do ar que deve entrar nos tubos, ao mesmo tempo que exalará agradável perfume de floresta; as saídas do ar quente se dão através de dampers situados nos sheds da cobertura, que automaticamente se fecham quando o sistema de ar condicionado, nos dias de picos de temperatura, precisa ser acionado.

A partir de todos os ambientes do Bloco Administrativo, o usuário estará rodeado de verde, tendo contato direto com jardins, seja externos, seja internos. Os ambientes de escritório que o compõem estão voltados para o grande espaço central, a Praça em dois níveis com espécies nativas da Mata Atlântica, como os palmitos que rasgam altaneiros o espaço vertical, e as bromélias que forram o chão.

A iluminação natural é abundante em todos os ambientes: no Auditório os sheds situados na cobertura permitem a entrada farta da luz natural refletida, possibilitando seu pleno funcionamento durante o dia sem necessidade de iluminação artificial; no Espaço Central do Bloco Administrativo, os sheds da cobertura fazem jorrar a luz natural difusa, produzindo um verdadeiro banho de luz que fará ressaltar a vegetação da Mata Atlântica; no Átrio, com sua cobertura e vedações em vidro protetivo, a luz natural será o protagonista principal, valorizando os eventos que ali ocorrerão; e os ambientes de trabalho são também fartamente iluminados naturalmente.

As estimativas técnicas realizadas pelos especialistas das áreas de climatização, energia elétrica e de hidráulica, indicam que este sistema de condicionamento bio-ambiental ou ecológico, criteriosamente orquestrado, deverá gerar uma economia energética acima de 50% do consumo total, o que financeiramente significa uma amortização que pode chegar a 5% ao ano sobre o investimento feito na obra.

10 de jan de 2010

Ethos abre inscrições para a Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2010


Iniciativas como a invenção de aquecedores solares feitos de garrafas PET são bem vindas na mostra

Estão abertas as inscrições para a Mostra de Tecnologias Sustentáveis 2010, evento promovido pelo Instituto Ethos paralelamente à Conferência Internacional – Empresas e Responsabilidade Social, que será realizada entre os dias 11 e 14 de maio de 2010, no Hotel Transamérica, em São Paulo.

Organizada anualmente desde 2008, a mostra reúne tecnologias sustentáveis com alto potencial e viabilidade de implantação e tem despertado enorme interesse nos visitantes de todas as partes do país. Entre as iniciativas apresentadas, estão desde novas metodologias, técnicas e sistemas até processos e equipamentos desenvolvidos com base no desenvolvimento sustentável.
Qualquer pessoa ou organização pode inscrever gratuitamente quantas tecnologias desejar. A exigência é que a iniciativa inscrita ofereça solução para determinada variável crítica da sustentabilidade e esteja classificada em uma ou mais das seguintes categorias:
•Tecnologias Verdes – que se concentram no uso racional de recursos naturais, água e energia, na valorização da biodiversidade, na redução ou reaproveitamento de resíduos e na mitigação das emissões de carbono;

•Tecnologias Inclusivas – que privilegiam a inclusão econômica, a valorização da equidade, a acessibilidade, a sociodiversidade, o combate à pobreza, a valorização do conhecimento tradicional e o acesso e garantia aos direitos e políticas públicas;

•Tecnologias Responsáveis – que focalizam a integridade, o combate à corrupção e a transparência, bem como o controle social dos agentes públicos e econômicos e o trabalho decente.

Inscrições e informações: Leia o regulamento e faça a inscrição de sua tecnologia através do site do evento até 31 de janeiro de 2010. Outras informações podem ser obtidas pelo e-mail mostra@ethos.org.br

Hotel subterrâneo será construído de forma sustentável em Londres


Por: Guilherme Costa
Arquitetos londrinos da ReardonSmith Architects acabam de apresentar o projeto de um hotel cinco estrelas diferente de qualquer outro: construído debaixo do solo. O hotel subterrâneo terá uma capacidade para 200 quartos e adotará medidas sustentáveis, como cobertura verde, eficiência energética, reaproveitamento de água e recuperação da vegetação local.

O projeto, proposto pelo Hersham Golf Club, será construído onde hoje existe um campo de golfe e um estacionamento. Além de ações de sustentabilidade, o empreendimento terá todas as opções de luxo que um hotel cinco estrelas tem direito, como spa, campo de golfe, restaurantes e áreas de lazer.


“A questão principal era como criar um hotel de dimensão significativa que não perturbasse o ambiente do Cinturão Verde”, explica Patrick Reardon, presidente executivo da Reardonsmith. A solução apontada pela equipa visou não apenas preservar a área, mas também aprimorá-la ao reduz a quantidade de edifícios visíveis e as zonas de estacionamento.

Todo o prédio será integrado com a natureza através de sua cobertura verde. A proposta é criar um telhado verde vivo que imite a natureza ondulante do campo de golfe e funda-se com a paisagem ao redor.
O hotel será construído em uma área de floresta e seus arquitetos buscaram manter essas características na construção. O estacionamento, por exemplo, será transferido para o subsolo, as vias de acesso também foram pensadas de forma a minimizar seus impactos no ambiente e um reflorestamento extenso das áreas ao redor irá ajudar a mesclar construção humana com o ambiente natural.



Cerâmica vegetal a partir de resíduos florestais: qualidade e beleza


As placas confeccionadas a partir das pastilhas de castanha do Brasil são o produto principal da empresa / Foto: Mauricio Mercer

Desde abril de 2008, a cerâmica vegetal, feita a partir de sementes de frutos típicos do Norte como o açaí, o tucumã e até mesmo do ouriço da castanha (o ouriço é o fruto da castanheira que contém de 11 a 22 castanhas) está sendo fabricada no Amazonas e comercializada para revestir paredes e móveis.

Segundo o engenheiro agrônomo e mestre em Sistemas Florestais, Aguimar Simões, a matéria-prima é considerada resíduo florestal não madeireiro e tem capacidade de se transformar em revestimentos especiais comparáveis, em beleza e qualidade, aos melhores porcelanatos comercializados atualmente.“Toda matéria-prima utilizada para produção da cerâmica vegetal vem do interior do estado. Contamos com o trabalho de associações extrativistas de Manicoré, Lábrea, Humaitá, Tefé, entre outros municípios”, disse à Agência Brasil.
O processo produtivo da cerâmica vegetal do Amazonas é considerado ecologicamente correto, pois aproveita os resíduos da floresta para a geração de produtos usados em decoração de interiores e com aparência exclusiva.
Castanhas do Brasil
A empresa fabricante tem três linhas de produção e conta com apoio financeiro da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), por meio de um programa de fomento para micro e pequenas empresas interessadas no desenvolvimento de produtos e de processos inovadores.
Toda a fabricação da cerâmica vegetal é feita em Manaus. Os produtos, vendidos por metro quadrado, podem ser encontrados com aparência natural de sua matéria-prima ou ganhar cores diversas. As placas confeccionadas a partir das pastilhas de castanha do Brasil são o produto principal da empresa. Rio Grande do Sul e Santa Catarina são os principais compradores.
Para este ano, a expectativa da empresa é ampliar a produção, inclusive buscando o mercado externo. Os produtos já começaram a ser divulgados nos Estados Unidos e na França. Em maio, os produtos serão expostos em um evento de decoração em Paris.
“O trabalho estará focado na produção para o distribuidor e para o lojista. É uma estratégia visando ao crescimento da empresa”, acrescentou.

Energia eólica em Sergipe será capaz de abastecer cidade de 200 mil pessoas


Energia eólica em Sergipe será capaz de abastecer cidade de 200 mil pessoas

O Estado de Sergipe deverá produzir energia eólica suficiente para abastecer uma cidade de 200 mil habitantes até 2011. O anúncio foi feito na terça-feira, 29 de dezembro, pelo presidente da Energias Renováveis (Energen), Joaquim Ferreira.
Segundo ele, o parque de aerogeradores será construído no município de Barra dos Coqueiros e terá capacidade para produzir cerca de 30 Megawatt (MW) de energia.
A cessão do terreno onde onde será construído o parque foi feita numa parceria envolvendo a Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência e Tecnologia, e do Turismo (Sedetec) por meio da Companhia de Desenvolvimento Industrial e de Recursos Minerais de Sergipe (Codise), além da Energen.

Também contribuíram para viabilizar o projeto um financiamento do Banco do Nordeste no valor de R$ 160 milhões, a isenção do Imposto sobre Serviço (ISS) e a garantia de preço no mercado privado.
O Parque Eólico de Barra dos Coqueiros terá 15 torres de 145 metros. A estimativa é de criação de 200 empregos diretos com a obra, que tem a conclusão prevista para maio de 2011.